segunda-feira, 30 de julho de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
O Benfica em 1926: Cosme Damião e Ribeiro dos Reis
Em 1926, um ano após a inauguração do Estádio das Amoreiras, o poder de Cosme Damião dentro do Benfica será, pela primeira vez, desafiado e contestado. A sua obra e o seu papel dentro do clube serão questionados em Assembleia-Geral por um grupo de oposicionistas, liderados por Ribeiro dos Reis, que pretendiam liderar os destinos do clube com uma dinâmica mais progressista.O futebol mudara. O Benfica mudara. Novos tempos se avistavam, completamente diferentes dos tempos de jogador de Cosme. Alguns associados sentiram que o clube tinha uma organização rudimentar e de certa forma desajustada aos novos tempos, e resolveram concorrer contra a lista de Cosme, que era encabeçada por Bento Mântua. Sentiam que o Benfica estava demasiado centralizado na pessoa de Cosme e que era necessário uma revolução dentro do clube. Não porque achassem que Cosme Damião era incompetente ou desonesto. Não, muito pelo contrário. A lista oposicionista achava, isso sim, que o Benfica necessitava de uma gestão mais complexa, pois não poderia continuar a ser gerido por uma só pessoa. Todavia, reconhecendo as competências e a enorme importância de Cosme Damião, a lista oposicionista convida-o para encabeçar a lista, algo que ele rejeita. Como homem de honra que era, Damião recusa entrar em qualquer lista que não aquela em que estava desde 1917 a ocupar vários cargos.
Desta forma, em Assembleia-Geral de 5 de Agosto de 1926, apresentam-se duas facções a concorrer para a liderança do clube encarnado. De um lado, a falange designada de tradicionalista, encabeçada por Bento Mântua mas liderada, na prática, por Cosme Damião. E do outro lado, uma falange mais revolucionária, liderada por Ribeiro dos Reis e com nomes como Ávila de Melo e Vítor Gonçalves. A primeira representava a direcção que estava em posse desde 1917, e que tinha sido a principal responsável pela construção do Estádio das Amoreiras, enquanto a segunda representava a ala revolucionária que queria dotar o clube de uma nova organização. Eram duas concepções completamente distintas daquilo que deveriam ser o futebol e o Benfica.
De uma forma genérica, podemos considerar a facção de Cosme como conservadora, amadora e de continuidade. A outra era uma corrente progressista, mais profissional e de ruptura. A bandeira de Ribeiro dos Reus assentava na frase «Basta de irresponsáveis». A de Bento Mântua tinha como lema «Cosme forever». No epicentro das divergências estavam duas coisas fundamentais: as Amoreiras e o profissionalismo, para além de uma concepção completamente diferente sobre a organização do futebol encarnado. O Benfica e a direcção de Mântua tinham realizado um enorme esforço financeiro para a construção das Amoreiras, tendo de recorrer a empréstimos e avultadas dívidas. Apenas assim foi possível construir uma obra que simbolizasse a força associativa do clube. Contudo, se o Benfica possuía, finalmente, um estádio com a dimensão que o prestígio já lhe exigia, a sua equipa de futebol atravessava uma grave crise na década de 20. O Benfica, habituado a vencer desde 1910, encontrava-se nos anos 20 ultrapassado no plano desportivo, não só pelo Sporting, que entra numa senda de vitórias, mas também pelo recém-criado CF «Os Belenenses». Isto inquieta os sócios. Não só as dívidas do clube, mas também a falta de vitórias.
(...) A lista liderada por Ribeiro dos Reis acaba por vencer as eleições. Tinha, de facto, uma linha mais actual e mais consonante com a realidade do futebol dos anos 20.
Serrado, R (2010) "Cosme Damião: O Homem Que Sonhou o Benfica", Zebra Publicações, págs. 108-112.
108 Anos de História.
59 Treinadores de Futebol.
34 Presidentes da Direcção.
8 Estádios:
Terras do Desembargador 1904-1907;
Quinta Feiteira 1907-2913;
Sete Rios 1913-1917;
Benfica 1917-1922;
Amoreiras 1925-1940;
Campo Grande 1941-1954;
Estádio da Luz 1954-2003;
Novo Estádio da Luz 2003-.
Ontem. Passado. Hoje. Presente. Vento da mudança. Medo de quê?
quinta-feira, 5 de abril de 2012
[Champions League 1/4 final] Chel$ea 2-1 SL Benfica
A diferença entre um clube com (H)istória e uma (P)uta endinheirada. O vídeo retrata bem o sentimento: Orgulho Benfiquista!
domingo, 1 de abril de 2012
SL Benfica 2-1 Sp. Braga
Grande jogo. Emocionante até ao fim. Vitória muito saborosa. Feliz!!! Benficaaaaaaa!!!
sexta-feira, 30 de março de 2012
25 dias depois...
... embora com outros protagonistas do lado adversário, a mensagem é a mesma. A começar pela imagem, há coisas que, de facto, não mudam: ganhamos ou vencemos?segunda-feira, 19 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Sorteio dos quartos-de-final da Champions League
Bem sei que ainda faltam 4 jogos, para o desfecho desta fase, mas decidi antecipar-me. Se preferirem, ou forem puristas maçadores, troquem Bayern por Basileia, Inter por Marselha, Real Madrid por CSKA (LOL?) e Nápoles por Chelsea. A leitura do sorteio deve ser lida de 'cima para baixo', ou seja, no caso do Benfica, por exemplo, defrontaríamos o Inter com a 2.ª mão a ser disputada no Estádio da Luz. Depois, o vencedor do jogo n.º 1 (Bayern x AC Milan) faz o cruzamento com o jogo n.º 3 (Barcelona x Apoel) pelo que, em caso de sucesso diante dos italianos de Milão, iríamos esgrimir forças com a equipa de José Mourinho. Este sorteio apresenta um desvio-padrão de 0,01% e é UEFA Certified.segunda-feira, 12 de março de 2012
Paços de Ferreira 1-2 SL Benfica
segunda-feira, 5 de março de 2012
Jorge Jesus? Amanhã, vamos tentar assim...
Sem Emerson. Sem Gaitán ( a atirar bolas para a bancada). O Maxi fica com liberdade para subir no corredor direito. O Bruno César pisa terrenos mais interiores. O Nolito dá profundidade no flanco esquerdo. O Rodrigo movimenta-se nos espaços vazios.Jorge Jesus: amanhã, vamos tentar assim? É que já tens idade para ter juízo e falta a paciência para os teus, como dizer... fetiches? Tens duas hipóteses: ou ganhamos; ou vencemos. Escolhe, ou põe-te no caralho!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Uma esperança. Um desejo. A vitória.
O futebol, ou o Benfica vs Porto de amanhã à noite, é muito mais do que isso. É honra. É integridade. É orgulho. É sentimento de pertença. É capacidade de superação. É crença. É devoção. É glória.
O «clássico» é muito mais importante do que uma simples partida de futebol. É o combate entre duas formas distintas de estar no desporto. É a disputa pelo mais relevante título nacional. É a luta pela hegemonia do futebol português.
Amanhã, não há desculpas. Não pode haver. Só a vitória interessa. Não importa o estado do relvado. Não interessa se jogamos com o jogador A ou com B. Façamos um favor a nós próprios: vamos esquecer ameaças, humilhações e provocações de uma vida; vamos ultrapassar fraquezas e medos; vamos ignorar o homem do apito, as escutas e o sistema. Vamos ser Benfica. Vamos ganhar.
Sem vitórias morais. Sem desculpas. Esqueçam o passe falhado, a falta mal marcada, a bola que foi ao poste, o penalty que não foi marcado, o drible sem sucesso, o cartão mal mostrado, o remate frouxo que levava escrito golo nas nossas cabeças. Não interessa se é o Witsel, o Gaitán ou o Nolito. O Cardozo ou o Rodrigo. Não importam os do outro lado: os 11 de azul e os 3 de preto. Nós somos 60.000. Nós somos Benfica.
Por 90 minutos, vamos esquecer teorias do Big Bang: não importa de onde viémos ou para onde vamos. O nosso centro do Universo tem um nome: Estádio da Luz. Sejamos «E Pluribus Unum». Com orgulho, envergaremos a camisola vermelha da nossa paixão. Com fervor, levantaremos o cachecol da exaltação. Com esperança, apoiaremos até ao último segundo. Agarremos a fé e a mística. Sejamos Benfica.
Benfica vs Porto. No relvado. Nada mais importa. Não conta o passado e o futuro. Não contam os títulos e a história. Não contam o património e as finanças. O certo e o errado. O bem e o mal. São 90 minutos. Temos de ganhar. Vamos ganhar.
Aos jogadores, joguem com honra, com orgulho, com devoção. Esforço. Superação. Transcendência. Conquistem a vitória... pelo símbolo que defendem, pela camisola que envergam, pela história que representam. Vençam por nós! Vençam pelo Benfica!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Pablo, Pablito Aimaaaaaaar...
Difícil traduzir por palavras tanto orgulho e prazer em ver um jogador com o 'manto sagrado' vestido. Dizer, talvez, obrigado?Obrigado pelo profissionalismo, dentro e fora do campo. Obrigado pelos momentos mágicos que nos proporciona a jogar futebol. Obrigado pela eloquência sempre que decide brindar-nos com algumas frases. Obrigado pela enorme classe. Obrigado pela forma carinhosa como vê e sente o Benfica. Como um de nós. Obrigado!!!
Foto retirada do blogue Dias Úteis.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Benfica (Jesus)... é isto!!!

Tenho reparado, nos últimos dias e semanas, uma crescente preocupação de imensos benfiquistas em relação a alternativas válidas para o sector mais recuado da equipa. Começa a ser exasperante os queixumes de que o plantel não conta com nenhum backup de qualidade para o lugar de Maxi Pereira, já falta a paciência para o histerismo do Ricardo em relação ao Emerson e aborrece-me os argumentos ligados às opções para o centro da defesa. Meus caros, somos algum Feirense?
Para não ferir susceptibilidades, a minha perspectiva táctica omite a presença de Emerson e Maxi, este último mais por questões físicas (joga 1 vez por mês, pronto). Como os adversários do Benfica jogam só com um avançado, e 10 homens atrás da linha da bola, a dupla de centrais, coadjuvada pelo tosco espanhol que não sabe fintar, chega e sobra para qualquer tipo de atrevimento. Portanto, deixemos as matérias associadas ao bloco médio-baixo, coberturas zonais e transições defensivas para os clubes pequenos, tipo União de Leiria e Sporting.
A imagem de cima ilustra a minha proposta para o que resta da liga portuguesa e, principalmente, para os jogos da champions league, onde queremos voltar a elevar bem alto o emblema deste histórico clube. O Eusébio, por acaso, era lateral esquerdo? Não brinquem comigo. Se queremos ganhar (aliás, rebentar) o Barcelona em Munique, tem de ser com vocação ofensiva e nota artística elevada. A gravura não exemplifica esta nuance táctica, contudo acrescentaria o seguinte: no início da 2.ª parte, de forma a dar apoio tabelar ao Aimar e Gaitán, saíria o gajo espanhol mais defensivo e entraria o Saviola para aquele espaço de ninguém (entre-linhas, bolas); passado uns breves minutos, trocaria o Bruno César pelo Nolito, pois aquele corredor pode sofrer de défice de profundidade. Como digo, entre amigos, seriam as chamadas substituições perfumadas de talento. Aposto que o Sandro Rosell só aguentaria os 90 minutos à base de analgésicos. Preferiam outro cenário? Jogar para um empate 0-0? Então, convidem o Villarreal. Nós vestimos de encarnado e jogamos em 2x5x3. Benfica (Jesus)... é isto!!!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
[Champions League 1/8 final] SL Benfica x Zenit
Na última partida da liga russa, foi este o onze titular. Depois, há que juntar as hipóteses Bruno Alves (recepção apoteótica na Luz cof cof) e os russos Zyrianov, Bystrov (médios) e Bukharov (avançado). O sorteio terá sido acessível? Teoricamente, sim. No entanto, nesta fase da competição, não há garantia de nada. Apesar das dificuldades que vamos encontrar (é bom não esquecer) também temos argumentos a nosso favor e, como tal, acredito que o Benfica consiga seguir rumo aos quartos-de-final. quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
SL Benfica Pentabox (Board Game Trivial)

O jogo oficial do Sport Lisboa e Benfica, clube que comemora o 50º aniversário da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Com este jogo e de uma forma descontraída e divertida passará a conhecer toda a história do Benfica entre os anos de 1904 e 2011.
Conteúdo:
1 Tabuleiro
1 Dado
2 Caixas com 100 cartões cada uma, o que perfaz um total de 1200 perguntas com as respectivas respostas.
5 Fichas de jogar
25 Fichas redondas de pontuação
Objectivo do Jogo:Conseguir 5 fichas redondas, que representam, respectivamente, os 5 temas propostos:
- Troféus, Galardões e Curiosidades
- Jogadores Míticos
- História do Clube
- Jogadores dos últimos 5 anos
- Presidentes, Directivos e Treinadores
- Goleadores.
Que tal? Boa companhia para passar uns serões invernosos entre amigos e familiares (benfiquistas)? Eu não hesitei e gastei os 15 euros necessários para adquirir esta 'caixinha' com tão bom aspecto. Confesso que adoro jogos: de futebol, de computador (Age of Empires: The Conquerors Expansion), de cartas (King), inclusive outros board games que fui comprando ao longo dos anos (The Settlers of Catan, Keltis, Tobago, entre outros). Este, por ser Benfica related, tem um sabor especial.
Então, no passado sábado, e porque motivo-me com desafios exigentes, combinei umas partidinhas com o meu vizinho João Gonçalves, do conhecido blogue Red Pass. A ideia passou por organizar um almoço lá em casa e fazer a passagem para o duelo benfiquista com uns queijinhos e umas garrafas de tinto razoavelmente bem cotadas. Como sempre acontece nestas ocasiões, o repasto foi 'à portuguesa' e quando decidimos avançar para os produtos lácteos mais parecia que tínhamos saído de uma concentração gastronómica à porta do Estádio da Luz nos idos anos 80. Passo a explicar. Assim a 'brincar', e apenas com 2 ou 3 rápidas incursões por parte da 'respectiva' de um de nós, foram despachadas 3 garrafas de tinto, desde a fase pré-jogo até à etapa arrumação do tabuleiro. O confronto mais aguardado pela audiência presente iria ter início. Ufff. Já agora, em jeito de curiosidade, queiram tomar nota no vosso moleskine: Meandro do Vale Meão 2009 (Douro), Três Bagos 2007 (Douro) e o Quinta de Pinhanços Reserva 2007 (Dão). Com as faces coloridas pelo trabalho das vindimas a que (ambos os dois, nomeadamente hehe) fomos sujeitos, atirámo-nos ao Pentabox encarnado com a motivação em alta. Nem uma palestra do Guardiola garantia tanta confiança em nós mesmos. O resultado? No meio do convívio, isso até era o menos importante, embora o prestígio tenha sempre de ser defendido: score final 1-1, com promessas mútuas de desempatar noutra ocasião, desde que não faltem queijinhos e bons exemplares vinícolas.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Basileia 0-2 SL Benfica
Desta vez, as palavras iniciais vão direccionadas para os aspectos menos abonatórios retirados da partida de ontem. Ou seja, começo esta crónica pelos minutos finais. Refiro-me, obviamente, à expulsão de Emerson, à lesão de Maxi Pereira e à também expulsão de Jorge Jesus. Em primeiro lugar, o 2.º amarelo mostrado ao brasileiro irá reacender a discussão em torno de Capdevila e fica, agora, a dúvida de quem irá jogar naquela posição. Em segundo lugar, a lesão de Maxi (será grave?), ainda que preocupante, implica menos dores de cabeça porque Amorim pode desempenhar bem a função. Para terminar este preâmbulo, porquê todo aquele stress final, quando a equipa já vencia no terreno do adversário por duas bolas sem resposta?No entanto, longe de estas palavras serem uma crítica, até porque não tiveram influência directa com uma exibição segura e um resultado animador para os jogos seguintes. Ao contrário do nervosismo demonstrado pelo seu treinador, a equipa teve um comportamento (no relvado) impecável: apreciei a forma tranquila como os elementos mais recuados circulavam a bola; gostei da dinâmica revelada pelo meio-campo nas transições, sabendo gerir o ritmo do jogo em benefício próprio; e, após a surpresa inicial de ver Rodrigo a titular, entusiasmei-me com as movimentações e constantes trocas de bola entre os jogadores mais ofensivos e talentosos.
Em conclusão: observámos uma exibição convincente, traduzida num resultado prometedor para o que resta da competição. Lideramos o grupo com 7 pontos, à frente de Manchester e com a perspectiva de, na Luz, arrumarmos defitivamente com as esperanças do Basileia. Numa altura em que, a toda a hora, os noticiários nos lembram a crise profunda em que vivemos (económica, financeira, social), é agradável intervalar o clima de pessimismo e saborear mais uma vitória europeia. Não há dúvida, Benfica maior que Portugal.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Otelul Galati 0-1 SL Benfica
Missão cumprida. No entanto, como em tantas outras situações, há quem olhe para o resultado (e exibição) na óptica do 'copo meio cheio, ou meio vazio'. Os mais exigentes argumentam que o Benfica defrontou um emblema sem pergaminhos na alta roda do futebol europeu e a conquista dos três pontos pela margem mínima, não sem alguns sustos sofridos nos instantes finais, é sinónimo de uma performance algo pálida. Por sua vez, os mais optimistas justificam que a vitória tangencial é consequência da dificuldade inerente à competição, com adversários incómodos que nos seus redutos, muitas vezes, causam desafios acrescidos a quem pretende explanar um futebol ofensivo e tecnicamente virtuoso. A resposta certa está no equilíbrio de opiniões. Claro que já presenciei exibições mais conseguidas do ponto de vista artístico, com golos a abrilhantar a pontuação, embora a memória não seja curta e tenha, também, observado inúmeras partidas em que a exibição, e o resultado, ficaram muito aquém das expectativas. Desta feita, do ponto de vista emocional, nada de relevante a apontar: o Benfica conquistou uma vitória preciosa (veremos se o Basileia e o Man Utd vencem na Roménia) e segue na frente com quatro pontos. De seguida, olhemos para uma aproximação do que foi o desenho táctico:
Antes de entrar no assunto que a imagem documenta, um ponto prévio associado às opções presentes no plantel encarnado. Quando tive conhecimento do onze titular, com a inclusão de Bruno César e Saviola, não fiquei melindrado pela escolha técnica. Os dois jogadores citados, que tão boa conta tinham dado no Dragão, ofereciam a garantia de que o futebol da equipa não se iria ressentir. Mesmo com o mago Aimar e o eléctrico Nolito no banco, a confiança num bom resultado não se alterava. Por sinal, na presente época, as opções do meio-campo para a frente permitem algum rotação física (ou táctica) sem quebra de qualidade assinalável. Neste jogo, em particular, a inclusão de Bruno César ia de encontro à ideia de um jogo feito de posse de bola, em ataque posicional, enquanto as virtudes entre-linhas de Saviola poderiam ser a 'chave' para abrir a bem apetrechada defesa romena. Felizmente, este ano, há Javi García, Witsel e Matic para o corredor central (mais defensivo); Gaitán, Nolito e Bruno César (Enzo Pérez teve a infelicidade de se lesionar) para as alas; Aimar, Saviola, Rodrigo e Cardozo, para as tarefas mais ofensivas. Pena que no sector mais recuado, as escolhas disponíveis não representem a mesma garantia de qualidade. Com efeito, veremos até que ponto Emerson consegue ter 'pedalada' para três jogos por semana; Luisão e Garay são praticamente insubstituíveis, pois não existe um 3.º central à altura; e, Maxi Pereira tem em Ruben Amorim uma espécie de 'remendo' (ainda que cumpra a posição) para a lateral direita. Neste momento, é só o quarteto defensivo que me preocupa. De resto, como ficou demonstrado, existem cerca de dez jogadores que podem ir rodando mediante as circunstâncias: adversário, estratégia (táctica) e tempo de recuperação física.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
SL Benfica 1-1 Manchester United
- Da moldura humana presente no estádio da Luz. A 'casa cheia' foi sinónimo de uma verdadeira noite europeia;
- Da coreografia preparada para a entrada das equipas, com todo o recinto pintado a encarnado e branco e a gritar, em uníssono, BENFICA BENFICA BENFICA;
- Da atitude dos jogadores presentes no relvado e da sagacidade (maturidade) demonstrada pelo colectivo;
- Do golo do Cardozo. Tudo é magnífico: a assistência de Gaitán, a recepção, o remate de pé direito;
- Da substituição de Ruben Amorim por Nolito, com o único pensamento na vitória;
- Globalmente, da exibição encarnada e do domínio frente a um conjunto que esteve presente em 3 finais da Champions League nos últimos 5 anos. A estatística não mente: o Benfica teve 7+7 remates - à baliza e para fora - (contra 2+2 do Manchester), assim como 9 cantos contra 5 do adversário.
Não gostei:
- Da substituição de Aimar por Matic. Não está em causa a questão individual, mas sim a opção táctica do treinador, pois o Benfica dominava e poderia ter forçado um bocado. Porque não retirar Gaitán, deslocando Witsel para a meia-direita, e colocando Saviola na cancha? Passamos de uma época em que a filosofia dominante assentava (quase) num 4x1x5, para uma nova faceta do treinador algo calculista ou conservadora. Matic? Sim, quando o Benfica fizesse o 2-1.
- Do resultado. Bem sei que o ambiente foi fantástico, a exibição foi mesmo bem conseguida, o ponto conquistado pode ser muito importante (estou naturalmente satisfeito), mas fica aquele sabor amargo de um empate inglório. O Benfica fez por merecer uma vitória.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Praça dos Heróis
A Praça dos Heróis é um projecto inovador em Portugal, que irá permitir aos adeptos a possibilidade de gravar o nome numa pedra a colocar junto da estátua de Eusébio, no estádio da Luz.Esta praça irá ser construída com pedras de granito personalizadas, com as mensagens dos benfiquistas, onde vão deixar a sua marca na história do clube para sempre. As pedras de granito serão inseridas no chão, junto dos grandes heróis do Benfica, à volta da estátua do Eusébio, no Estádio da Luz.
Mesmo sabendo que o clube vive, essencialmente, de e para o futebol, assente em vitórias e sucesso desportivo, não posso deixar de aplaudir esta original iniciativa. Um clube constrói a sua identidade alicerçada na conquista de troféus, mas uma instituição com tão elevada representação nacional e internacional também é muito mais do que uma bola no meio de um relvado. A ideia é deveras interessante, na medida em que potencia uma agregação de sócios e adeptos benfiquistas com a própria história do clube. Neste sentido, disponibilizo neste espaço informações adicionais a eventuais interessados:
Deve conseguir encontrar as respostas para a maior parte das perguntas dentro da secção das FAQ’s no nosso site: www.pracadosherois.com
Contactos Gerais:
Por telefone: Para o telefone do Benfica (+351) 707 200 100 está disponível:
De Segunda a Domingo: Das 10.00 as 19.00 (GMT);
Dias de Jogos: Entre as 10.00 até ao início da segunda parte do jogo.
Por e-mail: serv.clientes@slbenfica.pt
Por correio: Ao Cuidado: Praça Dos Heróis, Estádio do Sport Lisboa e Benfica - Av. General Norton de Matos - 1500-313 Lisboa
Para questões relativas a pagamento e inscrições: e-mail: Info@pracadosherois.com
