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sábado, 12 de março de 2011

A táctica de Antoine Kombouaré

Fotografia tirada no dia 12 de Março, no balneário da equipa visitante (Estádio da Luz), onde se encontra retratada a estratégia montada por Antoine Kombouaré, treinador do PSG, aquando da partida disputada frente ao Benfica, na quinta-feira passada.

sábado, 5 de março de 2011

Benfica. Sporting. Mais que inimigos, são irmãos!

Chamo-me Sport Lisboa, do lado da mãe, e Benfica, da parte do pai. Nasci em Belém a 28 de Fevereiro de 1904, no seio de uma família humilde, na Farmácia Franco. Posso afirmar que tive uma infância feliz, com o convívio de vários companheiros pertencentes à «Associação do Bem», embora materialmente difícil, na medida em que fui obrigado a mudar de casa por diversas ocasiões. Nessa altura, mas também nos anos vindouros, eram habituais as exigências do senhorio da época. Foram dias, meses, anos e décadas a batalhar por mais um bocado de cimento, mais um pedaço de relva, com o céu estrelado a cobrir o sonho terreno. Tempos complicados, em que (muitas vezes) não tínhamos roupas para nos vestir, ou água quente para nos lavarmos. Só uma vida de trabalhos, mascarada pelo esforço de coragem de todos os que ousaram sonhar, tornaram possível que o meu nome fosse admirado e reconhecido por milhões.

Vida diferente teve o meu irmão. Nascido em 1906, da mesma mãe Lisboa, abraçada pelo Tejo, mas de outro pai, senhor ilustre e respeitado pelos seus pares, a sua infância e juventude foi muito mais generosa. Desde cedo, nunca teve de sofrer as agruras de uma existência marcada por condicionalismos materiais. Se a memória não me atraiçoa, recordo-me das elitistas partidas de ténis entre nobres convivas e, também, dos chás dançantes onde senhoras esbeltas de alta sociedade rodopiavam naqueles magníficos palacetes, ali para os lados de Alvalade. Era difícil, às gentes da terra, não ficarem deslumbradas com o brilho e charme emanado pelo meu irmão. Por isso, custa-me a entender, passados todos estes anos, o porquê de tanto ciúme e inveja. Talvez porque, com muito esforço, soube trilhar o caminho das vitórias. Sempre tive quem olhasse por mim, com paixão redobrada.

Porquê tudo isto? Ao revisitar o passado, dei-me conta que o estado de saúde do meu irmão tem piorado, de ano para ano, mas com implicações graves nas últimas semanas. Não sei se conseguirá suportar a dor que o aflige. No outro dia, ao vê-lo deitado na marquesa de família, murmurando palavras avulsas sem sentido, lembrei-me de um primo nosso, coitadinho, que vive ali para o Restelo, no limiar da pobreza, e do qual não temos notícias há um tempo. Temo que lhe possa acontecer semelhante tragédia. Como a vida é irónica. Pensar que passei dificuldades que muitos não aguentariam e hoje, passados 107 anos, sinto-me com a força e vitalidade de um jovem pronto a enfrentar os desafios do futuro. Só tenho a agradecer o apoio e carinho que sempre me dispensaram. E, a verdade é que continuam a fazê-lo. Por onde quer que passe, o meu nome é aplaudido e ovacionado por gentes independentes de qualquer credo, raça ou religião. Contudo, é quando abro as portas de minha casa que mais me sinto feliz e reconfortado. Tenho sempre onze papoilas saltitantes no meu jardim, prontas a desenhar um sorriso no rosto de uma criança ou um abraço colectivo aos seus familiares e amigos próximos. Sei que me amam, no mais puro e genuíno sentimento. Por isso também que, mesmo com esta idade centenária, essa energia e paixão que transportam nunca me deixará morrer. Eu, Sport Lisboa e Benfica, graças a todos vocês, sinto-me com força redobrada para viver. E para vencer.

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Sempre Presentes" 1992-2011: A lenda continua...

Liderados naquele tempo por Gonçalo Dias, um estudante de Engenharia do Ambiente com 23 anos de idade, os No Name Boys eram uma claque que tinha sido criada muito recentemente (4 de Março de 1992) e tinham conseguído, em muito pouco tempo, reunir no seu sector, no topo sul do antigo Estádio da Luz, um número significativo de fervorosos adeptos, quase todos dissidentes dos Diabos Vermelhos.

Os anos passam, muito depressa, largando recordações, muitas a preto e branco, já desfocadas do tempo. Celebra-se o dia 4 de Março, mas a lenda começou uns meses antes. Não sei precisar quando, exactamente. Possivelmente, num Benfica x Gil Vicente, em Janeiro dessa longíqua época 1991/92. Talvez num outro jogo qualquer. Não importa, estava lá. Parece que foi ontem: no sector dos Diabos, com mais um ou dois amigos e, como tantos outros, decidi seguir a massa humana que se deslocava para o topo sul. Muitas memórias. Na velhinha Luz, a partida com o Sparta de Praga, a contar para a Liga dos Campeões. A tragédia que, mais tarde, se seguiu. A amizade com um emblema inesperado, da distante Croácia. Os avanços e recuos, as vitórias e as derrotas. Não deixa de ser especial ter vivido (e sentido) alguns desses primeiros momentos, ter visto nascer uma ideia, um movimento, um sentimento à volta do clube da nossa paixão.

Actualmente, a minha voz faz-se ouvir perto da 'baliza grande', mas uns degraus mais acima, no piso 3 do moderno Estádio da Luz. Há muitos, muitos anos que não voltei a pisar aquela parte da bancada, mas parece que ainda hoje sinto o cheiro das tochas e potes de fumo a iluminar os céus da 'Catedral'. Podem ser dez, quinze anos, mas acho que nunca se esquecem aqueles primeiros anos da 'curva'. As coisas simplesmente mudam. Por vezes, sem nenhuma razão em especial. Os amigos da altura (de infância, na sua maioria) mantêm-se, distribuídos noutros sectores do Estádio, outros fizeram questão de bater à porta da amizade, mas os tempos são outros. Tão simples como isso. Por sua vez, ao contrário do que a imprensa especializada, e a opinião pública em geral, deixa querer transparecer, nunca partilhei de sentimentos persecutórios em relação a este mítico grupo de associados e tenho o prazer de conviver com amigos (alguns da blogosfera, outros do twitter) que só uma coisa lhes importa: apoiar o seu clube do coração, até que a voz lhe doa. Em suma: fidelidade a um emblema; lealdade a uma causa; paixão a um clube com uma história centenária e gloriosa. "Sempre Presentes" é tudo isto e muito mais: é um modo de vida, que muitos não entendem ou não querem compreender. No agora, tempo presente, não festejo a data com vocês, não canto, sofro com as derrotas ou vibro com as vitórias, embora (no fundo) acho que uma pessoa nunca se esquece: uma vez rapaz sem nome, para sempre rapaz sem nome. Parabéns. A lenda continua...







Agradeço ao @loucospeloslb, pelas fotos

quinta-feira, 3 de março de 2011

[Taça da Liga] SL Benfica 2-1 Nav... upss, Sporting CP

Nunca nos ajoelhamos. Nunca nos rendemos. Nunca desistimos. Até ao último grito. Até ao último sopro. Até ao último minuto. Benfica: o nosso destino é o de vencer!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

107.º Aniversário: PARABÉNS BENFICA!

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, prestou na manhã desta segunda-feira homenagem a Cosme Damião, fundador dos encarnados, onde descerrou uma placa comemorativa no jazigo do fundador do emblema da Luz.

«À memória de Cosme Damião. Sem memória não existíamos. Homenagem do Sport Lisboa e Benfica àquele que um dia ousou sonhar o maior clube do Mundo», pode ler-se na placa.

No final, Luís Filipe Vieira frisou que para projectar-se o Benfica teve de manter-se fiel às suas origens.

«Para pensar no futuro temos de pensar no passado, principalmente em quem sonhou que o Benfica ia ser o melhor do mundo. Isso felizmente foi concretizado», disse.

Neste acto também estiveram presentes os vice-presidentes Alcino António, Rui Gomes da Silva e Domingos Almeida Lima


Excelente iniciativa!!! Atrevo-me a afirmar que tem mais importância do que possam imaginar, à primeira vista. O passado - individualidades, acontecimentos - fazem parte da história e património da instituição, merecendo ser acarinhado e constantemente recordado. Esta singela homenagem deixa-me muito, mesmo muito satisfeito. É sinal de que há memória no seio do clube. Palmas para isso e muitos parabéns... ao BENFICA!

[Liga 2010/11] 21.ª jornada: SL Benfica 2-1 Marítimo

Quando ouço (só a espaços me atrevo a dialogar) benfiquistas mais velhos contarem episódios gloriosos do passado, principalmente na década de 60, há sempre um denominador comum nas grandes vitórias, nas maiores conquistas: mística. Não existe uma definição 100% certa, na medida em que cada um sente a palavra de maneira diferente. Para mim, o mais próximo de mística é 'nunca desistir e lutar sempre, até ao último minuto, até ao último folêgo, pela vitória. Foi assim que aprendi o clube com os mais velhos: o Benfica nunca se ajoelha perante as adversidades, nunca desiste até à última gota de suor ser derramada.

Creio que foi imbuído deste espírito que a popular expressão 'quinze minutos à Benfica' se celebrizou. São inúmeras as partidas em que uma derrota esperada se transformou numa vitória efusivamente festejada. Ontem, frente ao Marítimo, aquelas camisolas vermelhas honraram as 'papoilas saltitantes do passado', numa das vitórias mais saborosas da época. Provavelmente, a mais desejada no momento, em face das circunstâncias do próprio jogo. Depois, o golo de Fábio Conentrão não foi comemorado. Foi arrebatadoramente gritado a plenos pulmões, partilhado com cerca de 55 mil almas benfiquistas, num misto de euforia e loucura colectiva.

Só para terminar, dizer que a vitória de ontem não teve minimamente nada que ver com técnica, muito menos com táctica (os minutos finais foram em 4x1x5 ou 2x3x5 clássico?), mas sim com uma conexão harmoniosa entre adeptos nas bancadas e jogadores no relvado. Há algo de quase sobrenatural naquela energia encarnada que nos alucina e entontece. Uma vibração cósmica com sentido único. O caminho da baliza. Sim, ontem a mística deu-nos o prazer de aparecer e encher os nossos corações de alegria e orgulho. Uma vitória à Benfica!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

[Liga 2010/11] 20.ª jornada: Sporting CP 0-2 SL Benfica

Ahhh... o mediatismo do derby pode influenciar o lado mental dos jogadores. Ahhh... a equipa que está pior classificada é a que normalmente vence o rival. Ahhh... Palavras para quê? Melhores na Luz. Melhores em Alvalade. Superiores com onze no relvado. Superiores com dez (guerreiros) em toda a 2.ª parte. Já agora, faço aqui um preâmbulo e desafio Artur Soares Dias a desempenhar melhor a tarefa a que foi designado: para a próxima, expulse outra 'camisola vermelha'. Para equilibrar. Melhores na técnica e na táctica, na raça, querer e ambição. Superiores ontem, hoje e sempre. Melhores porque é (era) óbvio. Benfica é a glória, Sporting é uma memória.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nolito

Idade: 24
Nacionalidade: Espanha
Posição: Extremo direito
Altura: 1.72m
Peso: 70kg
Barcelona B 2010/11:
23 presenças
8 golos (5 assistências)

Valor de mercado estimado: € 1M-2.5M

Atributos (de 0 a 5):
Impulsão & Cabeceamento (1)
Técnica & Criatividade (3)
Aceleração & Velocidade (4)
Força & Resistência (2)









Avaliação final:
Formação do Barcelona, que melhor cartão de visita se poderia ter? Manuel Agudo Durán, conhecido no mundo do futebol por Nolito, é um jogador de pensamento eminentemente ofensivo, não só à direita (sua posição principal), como também na esquerda e no centro, como apoio móvel a um ponta-de-lança mais fixo. Como tal, primeira grande conclusão: Nolito é um médio de ataque com vastos atributos técnicos, inteligência e polivalência para abraçar várias posições, em sistemas tácticos diferentes. Precioso.
Apesar da sua utilidade, Guardiola só o chamou à equipa principal em três ocasiões. Porém, no Barcelona B, a sua qualidade é inquestionável, como provam os golos marcados e o número de assistências. De facto, Nolito demonstra enorme agilidade e agressividade ofensiva, sendo um jogador que protege muito bem a bola e com futebol muito directo. Depois, como bónus, estamos perante um atleta com atributos técnicos acima da média e capacidade de decisão apuradaa, alternando a tarefa de assistir os seus companheiros com níveis elevados na finalização.
Com Jorge Jesus a moldar o seu talento, retirando o máximo das suas qualidades, Nolito será, concerteza, um valor bastante seguro para o Benfica 2010/11.

Vídeo: Barcelona vs Ceuta (golo de Nolito)

Fonte: Pesquisa realizada em IMScouting

José Luis Fernández

Idade: 23
Nacionalidade: Argentina
Posição: Médio-ala esquerdo
Altura: 1.68m
Peso: 67kg
Racing Avellaneda 2010/11:
19 presenças
1 golo

Valor de mercado estimado: € 1M-2.5M

Atributos (de 0 a 5):
Impulsão & Cabeceamento (2)
Técnica & Criatividade (3)
Aceleração & Velocidade (4)
Força & Resistência (2)









Avaliação final:
José Luis Fernández é um médio-ala esquerdo talentoso, com argumentos fortes no 1v1, e que também pode actuar no corredor contrário com igual distinção. Notabiliza-se pelos bons cruzamentos que efectua, tanto em movimento, como em lances de bola parada. Por fim, é muito rápido o que, aliado à capacidade de drible, permite-lhe ganhar a linha de fundo com alguma regularidade. Necessita, porém, de aprimorar o entendimento colectivo do jogo (fundamentos tácticos) e limar aspectos menos apurados que só o tempo de treino e competição na Europa poderá melhorar.

Fonte: Pesquisa realizada em IMScouting

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rodrigo Mora

Idade: 23
Nacionalidade: Uruguai
Posição: Extremo direito
Altura: 1.71m
Peso: 71kg
Defensor Sporting 2010/11:
14 presenças
9 golos (1 assistência)

Valor de mercado estimado: € 1M-2.5M

Atributos (de 0 a 5):
Impulsão & Cabeceamento (3)
Técnica & Criatividade (5)
Aceleração & Velocidade (4)
Força & Resistência (3)









Avaliação final:
Mais do que um extremo direito (posição prioritária), Rodrigo Mora é um avançado móvel explosivo e extremamente talentoso. Dotado de enorme técnica, e mercê da sua capacidade de aceleração, este jovem uruguaio atinge notas de brilhantismo nos duelos individuais. Fantástico no drible. Depois, caracteriza-se por grande mobilidade e voluntarismo, com e sem bola. Para além de todos estes factores positivos, Rodrigo Mora reúne níveis de criatividade acima da média e notável precisão na finalização. Ainda não terminou. Curiosamente, o avançado contratado pelo Benfica também é especialista na marcação de livres directos. Pontos fracos, há? Alguns. Fraco no jogo aéreo e algo débil no confronto físico com os defesas contrários.

Vídeo: Player on Fire

Fonte: Pesquisa realizada em IMScouting

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Daniel Wass

Idade: 21
Nacionalidade: Dinamarca
Posição: Lateral direito
Altura: 1.81m
Peso: 74kg
Brondby 2010/11:
24 presenças
3 golos

Valor de mercado estimado: € 2.5M-5M

Atributos (de 0 a 5):
Impulsão & Cabeceamento (2)
Técnica & Criatividade (3)
Aceleração & Velocidade (5)
Força & Resistência (2)









Avaliação final:
Daniel Wass representou a Dinamarca nas camadas jovens e, com elevado grau de certeza, fará parte do futuro da selecção do seu país.
Trata-se de um defesa (lateral) com enorme mentalidade ofensiva, dono de excelente visão de jogo. Por sua vez, denota capacidade de 'explosão', com constantes subidas pelo seu flanco, a que alia boa qualidade de passe e óptimos cruzamentos para a área adversária. Interessante leitura de jogo. Muito maduro para a sua idade. Enorme rapidez. Como atributos menos brilhantes, alguma debilidade nos aspectos físicos e na vertente defensiva. Razoável no jogo aéreo.
Em suma, o futebol de Daniel Wass reúne potencial para atingir níveis elevados de qualidade.

Fonte: Pesquisa realizada em IMScouting

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Uma questão de palmarés

Definitivamente, o futebol português encontra-se bipolarizado. Com o Sporting a insistir na sua 'morte lenta', a luta pela hegemonia nacional cinge-se a dois clubes. Se estivéssemos nos Estados Unidos, a discutir política, a contenda seria entre os partidos Republicano e Democrata. Porém, como o assunto é futebol, o duelo é entre os defensores da verdade desportiva e os ratoneiros (larápios) do pontapé na bola. Benfica e Porto. Por esta ordem.

Portanto, pondo de lado emblemas esquizofrénicos, que não vencem a mais importante competição nacional desde 1999/00, a questão do palmarés responde aos golfistas profissionais com a verdade crua dos números: o Benfica é o maior e melhor clube do futebol português. Não acreditam? Então, em vez de contarmos carneirinhos para adormecer, vamos contar troféus, atribuindo-lhes uma pontuação pela ordem de importância...

5 pontos: Campeonato Nacional da I Divisão / I Liga
3 pontos: Taça de Portugal
1 ponto: Supertaça "Cândido de Oliveira"
1 ponto: Taça da Liga

Ordem de ideias: o Campeonato Nacional é, indiscutivelmente, a prova nacional mais importante. Nesta linha de pensamento, a Taça de Portugal surge logo a seguir. Depois, a Supertaça "Cândido de Oliveira" só teve início na época 1979/80 (sendo resolvido o vencedor numa única partida) e a Taça da Liga também é um troféu recente, ainda sem grande expressão. Creio que a pontuação atribuída segue uma lógica aceitável. Se não gostarem, criem uma petição online de protesto. Para finalizar, o Campeonato de Portugal (Prova realizada entre 1921/22 e 1937/38), o Campeonato de Lisboa (Prova realizada entre 1906/07 e 1946/47 - 41 Edições) e a Taça "Ribeiro dos Reis" (Prova realizada entre 1961/62 e 1970/71 - 10 Edições), foram eliminadas da amostra. Caso contrário, teria de considerar os 74.176 troféus conquistados pelo Sporting, nas mais diversas realidades, e o meu Excel Avançado não dá para tanto. Vamos lá olhar a números?

SL Benfica

Campeonato Nacional da I Divisão / I Liga (32 títulos)
Taça de Portugal (24 títulos)
Supertaça "Cândido de Oliveira" (4 títulos)
Taça da Liga (2 títulos)

Atribuindo a pontuação referida anteriormente, temos:

Campeonato Nacional da I Divisão / I Liga (160 pontos)
Taça de Portugal (72 pontos)
Supertaça "Cândido de Oliveira" (4 pontos)
Taça da Liga (2 pontos)

Total = 238 pontos

FC Porto

Campeonato Nacional da I Divisão / I Liga (24 títulos)
Taça de Portugal (15 títulos)
Supertaça "Cândido de Oliveira" (17 títulos)
Taça da Liga (0 títulos)

Atribuindo, novamente, a pontuação citada, resulta:

Campeonato Nacional da I Divisão / I Liga (120 pontos)
Taça de Portugal (45 pontos)
Supertaça "Cândido de Oliveira" (17 pontos)
Taça da Liga (0 pontos)

Total = 182 pontos

Qual a conclusão disto tudo? Em primeiro lugar, temos de estar alerta face à aproximação que tem sido feita nos últimos anos. Sem dúvida. No entanto, chamo a atenção para a diferença (56 pontos) registada: para igualar o palmarés do Benfica, o Porto teria de conquistar, durante cinco anos consecutivos, todos os troféus nacionais (5+3+1+1 = 10 pontos * 5 anos), somando mais um Campeonato Nacional e uma Taça da Liga, por exemplo, no sexto ano. Ainda cliquei na 'Biblioteca de Funções' do Excel e a estatística mostrou-me que, para atingir este desiderato, é preciso muita fruta e café com leite. Como tal, serenidade nas hostes. Mesmo que o Porto conquiste o seu 25.º título nacional (5 pontos), o Benfica encontra-se bem encaminhado para vencer as Taças de Portugal e da Liga (3+1 = 4 pontos).

Portanto, façam as contas que fizerem, uma coisa é certa: o Benfica é o maior e melhor clube do futebol português. É uma chatice, mas a história não engana.

Adenda: Por motivos práticos, as competições internacionais não foram tidas na análise. No caso da Taça dos Campeões Europeus / Liga dos Campeões, ambos os clubes apresentam dois títulos ganhos. Depois, o Porto conta com uma Taça Uefa, embora o Benfica orgulhe-se de uma, não menos importante, Taça Latina. Neste aspecto, os pratos da balança estão equilibrados. De qualquer forma, a título de curiosidade, julgo que seria justo atribuir 20 pontos a uma Liga dos Campeões e 10 pontos a uma Liga Europa, pelo que um (muito) possível triplete de Taças representaria um bónus fantástico. Quase arriscaria dizer, sem cálculos rebuscados, que com tal desfecho positivo em 2010/11 a pontuação do palmarés encarnado duplicaria em relação ao vizinho de Lisboa. Para nós, era mais uma glória europeia. Para eles, era só mais uma receita médica.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

[Taça de Portugal] FC Porto 0-2 SL Benfica




Enorme partida dos nossos BRAVOS jogadores. Impecáveis na classe, na atitude e no esforço demonstrados a jogar com 10. Hoje, durante 90 minutos, houve BENFICA.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

David Luiz no Chelsea

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do Código dos Valores Mobiliários, informa que chegou a acordo com o Chelsea Football Club Limited, da Premier League, para a alienação a título definitivo dos direitos económicos e desportivos do atleta David Luiz Moreira Marinho, pelo montante de € 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de euros).
Mais se informa que o referido acordo prevê ainda a cedência a título definitivo da totalidade dos direitos económicos e desportivos do atleta internacional Nemanja Matic.


Os números do negócio

> Chelsea paga 20 milhões de euros a pronto e mais 5 milhões em 2015 + Nemanja Matic (avaliado em 5 milhões) + um jogo no Estádio da Luz

> Benfica recebe 18,750 milhões de euros (75% do passe) e Benfica Stars Fund 6,250 milhões de euros (25% do passe)

A saída de David Luiz pode ser entendida por dois aspectos: o lado racional e a vertente emocional.

Do ponto de vista económico, não se pode afirmar que tenha sido um mau negócio. Em primeiro lugar, porque as condições do mercado sugerem algum abrandamento nos valores transaccionados (excepção feita à grandiosa transferência de Fernando Torres, também para o Chelsea) e sempre são 20 milhões de euros que entram directamente nos cofres encarnados. Em segundo lugar, porque a conjuntura da Benfica SAD aconselha maior equilíbrio financeiro que não importa agora escalpelizar. Para além destes factores, poderíamos acrescentar a vontade do jogador em rumar a outras paragens e a opção do clube apostar, definitivamente, num outro talento brasileiro (Sidnei) cuja soma investida cifrou-se nos 7 milhões de euros.

No entanto, pondo de lado a razão, analisando meramente a vertente sentimental, não podemos ficar indiferentes ao desfecho da operação. Por um lado, porque o defesa internacional brasileiro reúne atitude (coração) e talento (pés) em doses proporcionais. Trata-se de um central de eleição, ainda jovem (23 anos), com atributos diferenciados para a 'normalidade' observável noutros colegas de profissão e que irá, concerteza, evoluir no patamar de maturidade e capacidade de decisão. Neste sentido, o Chelsea leva um defesa com enorme margem de progressão, com possibilidades sérias de ser titular pela 'canarinha' em 2014 e, portanto, tendo o clube inglês a sorte de contar com o seu rendimento desportivo e a fortuna de no futuro realizar, eventualmente, um bom encaixe monetário. Por outro lado, conhece-se o rasto de simpatia que o atleta foi deixando, sendo acarinhado pela larga onda vermelha que o admirava como um símbolo.

De qualquer modo, se é que serve de consolação aos admiradores mais acérrimos, creio que o desenrolar do processo, e as próprias palavras do jogador, deixam a entender que fica uma porta aberta no clube para um eventual regresso. Agora, a questão que se coloca é: quem gostariam de ver fazer dupla com Luisão? Sidnei ou Jardel?

sábado, 15 de janeiro de 2011

A evolução das espécies

SL Benfica 2009/10: temporada do título
Onze-base: Quim, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão (César Peixoto), Javi García, Ramires (Ruben Amorim), Pablo Aimar (Carlos Martins), Di María, Javier Saviola e Óscar Cardozo.

Football Fans Know Better

SL Benfica 2010/11: presente época
Onze-base: Roberto, Maxi Pereira, Luisão (Sidnei), David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García (Airton), Salvio (Ruben Amorim), Aimar (Carlos Martins), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo (Alan Kardec).

Football Fans Know Better

SL Benfica 2011/12: próxima época
Onze-base: Roberto, Maxi Pereira (Wass), Luisão, Sidnei/Jardel (Miguel Vítor/Fábio Faria?), Carole?, Javia García (Airton, Nuno Coelho), Ruben Amorim/Carlos Martins (Salvio?), Aimar? (Nico Gaitán), José Luis Fernández (Nolito?), Javier Saviola (Franco Jara) e Óscar Cardozo (Alan Kardec).
Football Fans Know Better

Gosto:
A escolha de jogadores a custo "zero". A preparação atempada da próxima temporada, na perspectiva de negócios com boa relação qualidade-preço. A alternativa por outros mercados que não o argentino ou o brasileiro (Wass do Brondby, Dinamarca e Carole? do Nantes, França). A opção por jogadores portugueses ou a actuar na liga nacional(Jardel, Olhanense e Nuno Coelho, Académica). O reforço Nolito, vindo do Barcelona B, de reconhecida qualidade futebolística. A selecção de jovens atletas com natural margem de progressão. A preocupação em preencher posições deficitárias.

Não gosto:
A provável revolução que se avizinha no plantel. A indefinição com os centrais (aquisição de Fábio Faria, empréstimo de Miguel Vítor; aquisição de Jardel, empréstimo de Fábio Faria). A verosímil escolha por Carole, defesa esquerdo de 19 anos do Nantes, quando o lugar podia ser reforçado por alguém da formação. A dúvida relativa à posição n.º 6, com vários jogadores que podem desempenhar a tarefa de "pivot". A (possível) saída de Aimar no final da época actual. A consequente aposta de Nico Gaitán para sucessor do talentoso n.º 10. A incerteza quanto à capacidade de integração do extremo José Luis Fernández. O destino de Salvio (2 milhões euros por 20% do "passe"), sabendo que o Benfica também detinha 25% dos direitos desportivos de Reyes. A quantidade de atletas emprestados, ou sobre os quais desconhece-se qual será o rendimento desportivo retirado (Miguel Vítor, Fábio Faria, Felipe Menezes, Urreta, Weldon, entre outros). O crescente alargamento do plantel, com efeitos nefastos no equilíbrio das despesas com pessoal e no cumprimento de rácios económico-financeiros exigidos pela UEFA na futura admissão a provas europeias. A contínua não aposta em jovens da formação, quando as alternativas são discutíveis (o empréstimo de Miguel Vítor, as escassas aparições de Felipe Menezes e Weldon quando havia as hipóteses David Simão e Nélson Oliveira, respectivamente).

Nota: Através das indicações que surgem publicamente na imprensa desportiva, os jogadores David Luiz e Fábio Coentrão não constam da análise efectuada. O gráfico representativo da próxima época (2011/12) reflecte a situação na data da publicação. A 'evolução das espécies' é, portanto, um projecto inacabado e será alvo de actualizações futuras.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Uma oferta muito especial...

Hamilton Marques. À primeira vista, o nome não soa familiar. Antigo massagista do Benfica, entretanto a viver em Espanha, privou de perto com velhas glórias encarnadas da década de 60, tendo presenciado algumas das mais belas páginas desportivas do clube. De entre tantos profissionais que tiveram o orgulho e privilégio de servir o Benfica, poderia ser apenas mais um nome perdido em longas décadas de mística e vitórias. Contudo, por entre os muitos caminhos do destino, a sua história chegou até mim.

Hamilton Marques é tio do meu tio, casado com a irmã do meu pai e, também, meu padrinho de baptismo e casamento. Portanto, passada a confusão genealógica, é fácil de perceber como parte do seu espólio veio parar às minhas mãos. Os meus tios, sabendo da minha paixão pelo Benfica, não hesitaram na generosidade e ofereceram-me uma caixa com algumas das preciosidades que a fotografia documenta. Há divisas de âmbito comemorativo, alfinetes da Associação de Futebol da Argentina (AFA), um outro, belíssimo, do Liverpool e várias medalhas, de vencedor, que passo a descrever:

Campeonato Nacional da 1.ª Divisão
Época de 1971-72
Época de 1982-83
Época de 1986-87

Taça de Portugal
Época de 1984-85
Época de 1985-86
Época de 1986-87

Supertaça Cândido de Oliveira
Época de 1983-84 (finalista vencido)
Época de 1984-85

Obrigado, aos meus tios, por esta magnífica prenda de Natal.

domingo, 19 de dezembro de 2010

No Estádio da Luz em 2009/10 e 2010/11

Ontem ao final da tarde, como que a consagrar um magnífico ano de 2010, o Benfica resolveu despedir-se dos seus adeptos com uma vitória por 5-2 frente ao Rio Ave. Curiosamente, a mesma equipa que esteve presente no último jogo a contar para o campeonato 2009/10, com posterior celebração que a fotografia documenta. Finda a partida, merece a pena relembrar como as competições oficiais, das épocas citadas, foram pessoalmente vividas no Estádio da Luz:

Liga Sagres 2009/10
Benfica 1-1 Marítimo (não marquei presença)
Benfica 8-1 Setúbal
Benfica 5-0 Leixões
Benfica 6-1 Nacional
Benfica 1-0 Naval
Benfica 4-0 Académica
Benfica 1-0 Porto
Benfica 3-1 Guimarães
Benfica 3-0 Leiria
Benfica 1-0 Belenenses
Benfica 3-1 Paços Ferreira
Benfica 1-0 Braga
Benfica 2-0 Sporting
Benfica 5-0 Olhanense
Benfica 2-1 Rio Ave

Taça de Portugal 2009/10
Benfica 0-1 Guimarães

Carlsberg Cup 2009/10
Benfica 1-0 Nacional (não marquei presença)

Europa League 2009/10
Benfica 4-0 Vorskla
Benfica 2-0 BATE
Benfica 5-0 Everton
Benfica 2-1 AEK Atenas
Benfica 4-0 Hertha Berlim (não marquei presença)
Benfica 1-1 Marselha
Benfica 2-1 Liverpool

Liga ZON Sagres 2010/11
Benfica 1-2 Académica (não marquei presença)
Benfica 3-0 Setúbal
Benfica 2-0 Sporting
Benfica 1-0 Braga
Benfica 2-0 Paços Ferreira
Benfica 4-0 Naval
Benfica 5-2 Rio Ave

Taça de Portugal 2010/11
Benfica 5-1 Arouca (não marquei presença)
Benfica 2-0 Braga

Liga dos Campeões 2010/11
Benfica 2-0 Hapoel Tel Aviv
Benfica 4-3 Lyon
Benfica 1-2 Schalke 04 (não marquei presença)

Em suma, se não estou em erro, o Estádio da Luz registou (apenas em competições oficiais, exceptuando amigavéis, torneios, entre outros) 36 jogos com o seguinte saldo: 31 vitórias, 2 empates, 3 derrotas, 99 golos marcados e 20 golos sofridos. Da minha parte, estive ausente em 6 partidas (3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas), pelo que a contabilidade pessoal vem corroborar tardes e noites de intenso regozijo: 30 jogos, 28 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 86 golos marcados e (apenas) 14 golos sofridos). O meu agradecimento a todos aqueles que me proporcionaram um 2010 de enorme alegria futebolística. A todos vocês, caros leitores, desde já os meus votos de um Feliz Natal.

domingo, 7 de novembro de 2010

[Liga 2010/11] 10.ª jornada: FC Porto 5-0 SL Benfica

Obrigado Presidente, por esta política desportiva absurda. Obrigado Direcção, por mais uma página vergonhosa da nossa história. Obrigado Jesus, pela anedótica escolha do onze titular (avisei, AQUI). Obrigado Luisão, por dares o exemplo. Obrigado a todos os que estão e contribuem para nos 'oferecerem' um título de "x" em "x" anos. Obrigado por tudo. Amén.