sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

#2 Prospecção: Djalma

Nome completo
Djalma Braume Manuel Abel Campos
Data de nascimento
30.05.1987 (20 anos)
Nacionalidade
Portuguesa
Altura: 1,75m
Peso: 76kg
Posição
Médio-ala esquerdo


[Resumo 2007/08] Competição - Jogos / Golos (Minutos)
bwin Liga - 10J / 2G (59)
Carlsberg Cup - 1J / 0G (64)
Taça de Portugal - 1J / 0G (44)

Djalma transporta consigo os genes do futebol. É natural, pois o seu apelido deve soar familiar: Abel Campos foi um antigo jogador do SL Benfica nas épocas 1988/89 e 1989/90. Actuava como médio-ala/extremo direito e pontificava ao lado de grandes nomes como Chalana, Diamantino, Jonas Thern, Valdo, entre outros. Natural de Luanda, Abel Campos é pai do actual atacante do Marítimo.
Também nascido em Angola, mas com nacionalidade portuguesa, Djalma apresenta características muito semelhantes ao seu progenitor: aceleração, agilidade e velocidade são os seus trunfos. A diferença está no lado escolhido para progredir com a bola: o pai Abel Campos oferecia profundidade ao flanco direito, enquanto Djalma procura o seu espaço no lado canhoto.
Depois de uma passagem de crescimento por Loures, passando por uma experiência na II Divisão B, na época 2005/06, ao serviço do Marítimo B, surge a oportunidade de Djalma mostrar o seu futebol. O desafio pode ser vencido, pois potencial existe. A começar pelos genes.

Palavras do Atleta:
"Parto com o objectivo de lutar para conquistar o meu espaço. Acho que estou preparado para atingir a minha afirmação no Marítimo esta temporada".

[Uefa Cup 1/16] SL Benfica 1-0 Nuremberga

Em dia de S. Valentim, não foi desta que a equipa do Benfica conseguiu criar um ambiente de enamoramento com os adeptos. O resultado abre boas perspectivas para a partida da 2.ª mão, a realizar no Frankenstadion a 21 deste mês. Porém, a exibição colectiva dos encarnados esteve longe de ser feliz.
José António Camacho acabou por fazer a vontade à plateia: dois avançados no onze titular - Ariza Makukula (autor do golo) e Óscar Cardozo - num desenho táctico próximo do 4x4x2 clássico. Dando razão às convicções iniciais do treinador, a coexistência das duas torres vermelhas veio condicionar a fluidez de jogo a meio-campo. A dupla raramente funcionou, sendo um dos motivos para uma performance global aquém do nível que se espera e exige. Neste momento, importa debater o seguinte: será praticável adoptar o 4x4x2 como esquema preferencial, em detrimento do 4x2x3x1?
A resposta está no timing de implementação. Mudar o sistema táctico, a meio da época, implica riscos acrescidos no modelo de jogo. Não julgo ser incompatível a presença de dois avançados com características muito semelhantes, mas há que trabalhar mecanismos de entrosamento. Só através do treino, será possível aos jogadores assimilarem novos movimentos na forma de atacar, de forma a conciliar o raio de acção dos avançados. Façamos, de seguida, uma analogia com o xadrez.
Não há dúvida que as duas torres - Ariza Makukula, 190cm e Óscar Cardozo, 193cm - bem apoiados pela dinâmica da zona intermediária, podem ser devastadores em certas circunstâncias. Curiosamente, tal como no tabuleiro de 64 casas, estas torres encarnadas não apresentam argumentos para realizar diagonais e acabaram por chocar contra uma muralha de peões alemães.
Para contrariar esta menor vocação de mobilidade (que falta faz um jogador como Miccoli), espera-se que os bispos - Nuno Assis, à direita e Cristián Rodríguez, à esquerda - sejam os elementos desequibradores, realizando diagonais, da faixa para o centro e vice-versa. As entradas posteriores de Di María e Freddy Adu perseguem o mesmo objectivo, apenas variando nos meios utilizados: incremento de profundidade nas alas, privilegiando jogadas de 1x1 e nunca descurando a potencialidade de uma transição ofensiva rápida.
Continuemos a seguir a linguagem xadrezística. Quando o adversário coloca a maioria das peças à frente do rei - leia-se baliza - posicionando-se atrás da linha da bola, resta uma solução desestabilizadora: fazer bom uso da imprevisibilidade de movimentos de um cavalo. Na partida de ontem à noite, mais do que um cavalo, foi graças a um cavaleiro de 35 anos, criativo e inteligente, que o bloco defensivo abriu uma brecha para o remate de Makukula.
No futebol, tal como no xadrez, fica a lição: duas torres podem ser muito úteis, mas por vezes é um cavalo que dá xeque-mate. Termino com esse momento mágico de Rui Costa.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

#1 Prospecção: Orphée Demel

Nome completo
Boti Goa Tyrolien Orphée Demel
Data de nascimento
03.03.1989 (18 anos)
Nacionalidade
Costa-marfinense
Altura: -
Peso: -
Posição
Avançado centro


[Resumo 2007/08] Competição - Jogos / Golos (Minutos)
Nacional Juniores A - 12J / 12G (1.080)

Entrega. Velocidade. Impulsão excelente. Fisicamente forte. Estas são algumas das características do jovem avançado costa-marfinense. Chegou esta época aos juniores do Benfica e apresenta um cartão de visita interessante: 12 golos em tantas partidas realizadas.
Depois de na temporada anterior ter sido o chinês Yu Dabao a dar nas vistas, a formação do clube encarnado dá mostras de estar mais atenta ao potencial do futebol africano. A acompanhar o goleador, tomem nota dos seguintes nomes: Lassana Camará, médio (Guiné-Bissau); Ishmael Yartey, médio (Gana); Daud Machude, médio (Moçambique); e Ugo Akuchie, avançado (Nigéria).
Será que na Luz mora o novo Drogba?

SL Benfica 6-0 Nuremberga, 1962

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Il ritorno di Catenaccio

As palavras seguintes transmitem duas perspectivas: para uns, o significado vai no sentido de uma apresentação; para outros, revela um regresso. As próximas linhas representam uma novidade para os primeiros e uma recordação para os segundos.
Chamo-me Ricardo Cunha, faço 33 anos no próximo dia 15 de Fevereiro e sou natural de Lisboa. Ligação com o mundo do futebol? Quase nenhuma. Porventura o facto de me encontrar a elaborar uma Dissertação de Mestrado sobre as implicações do normativo contabilístico internacional nas Sociedades Anónimas Desportivas.
Nunca fui jogador de futebol federado e tampouco acalento pretensões de vir a tornar-me treinador. Apenas sinto a cultural paixão pelo desporto rei aliada ao gosto pela escrita. Foi assim que em Novembro de 2004, suportado pelo link http://www.catennac1o.blogspot.com, nasceu o blogue Catenaccio. Façamos uma breve retrospectiva dessa altura.
A criação do blogue, do qual fui único fundador e autor, levou-me a aceitar novos desafios, no espaço virtual e não só. Para todos aqueles de memória mais fresca não constituirá novidade, mas para os novos leitores merece a pena enunciar a minha participação no saudoso Terceiro Anel e a minha posterior colaboração com a Revista Futebolista.
A primeira participação terminou com o fim de um ciclo, mas os editores regulares do Terceiro Anel continuam a exprimir as suas opiniões na blogosfera: João Gonçalves, Encarnado e Branco, Pedro Varela, Pontapé na Lógica, Nuno Almeida, Salésias, Bruno Ribeiro, Olho de Dragão e Rui Malheiro, Playmaker.
Quanto ao outro projecto, mantém-se activo através de uma colaboração regular e periódica. Podem comprovar isso mesmo na próxima edição de Fevereiro, onde escrevo sobre o Vitória Sport Clube na secção "Ao Raio X".
Então, qual a razão para criar um novo espaço? Infelizmente, como alguns dos fiéis leitores sabem, tive um problema técnico com o antigo endereço. Perdi todo o histórico de posts, mas não perdi a vontade de continuar a escrever. Agradeço o auxílio de alguns colegas da blogosfera que desde o início mostraram-se solícitos para ajudar. Não vale a pena enunciar nomes. Vocês sabem quem são.
O regresso do Catenaccio ainda se encontra em fase de construção. De qualquer modo, do lado direito, já podem observar algumas das categorias habituais que marcaram a imagem do blogue antigo. Para começar, encontram-se já disponíveis as diversas crónicas que fui escrevendo na Revista Futebolista, desde Novembro de 2006.
Por fim, gostaria de terminar com uma mensagem dirigida aos que ainda não me conhecem: fica a certeza de que não represento nenhuma corrente de opinião, colectiva ou individual e tudo o que for aqui escrito será um espelho das minhas convicções pessoais. Foi um pressuposto base em Novembro de 2004 e será assim no futuro.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

#3 Táctica: Dezembro 2007

4x3x2x1: Christmas Tree Formation


A revolução de Carlo Ancelotti


Ao longo dos anos, o futebol europeu foi palco de diferentes tendências tácticas: na antiguidade dos anos 30 e 40, Chapman implementou o famoso WM (3x2x2x3); na década de 50, Brasil e Hungria inspiraram o 4x2x4; na década seguinte, o defensivismo imposto pelo Catenaccio marcou uma época; nos anos 70, surgiu o conceito de futebol total, protagonizado pela selecção laranja; no período relativo às décadas de 80 e 90, acrescentaram-se variantes ao 4x4x2 e 4x3x3, aprofundando aspectos como a zona pressionante.

Desafiar a história

Actualmente, o futebol dito moderno assenta sobre desdobramentos tácticos interessantes, como seja a variante reproduzida pelo 4x2x3x1, mas no início do séc. XXI a inovação táctica não conheceu evoluções significativas ou regressos ao passado dignos de registo. Quer isto dizer que o limite do pensamento e desenvolvimento táctico já foi ultrapassado? A resposta é negativa. No tabuleiro verde, que representa o relvado, há sempre espaço para mais uma novidade. No Calcio mora um sistema único e original nos seus pressupostos posicionais, preconizado superiormente por Carlo Ancelotti, treinador do AC Milan. Minhas senhoras e meus senhores, o actual campeão europeu apresenta a formação Christmas Tree:

Virtudes do misterioso 4x3x2x1

Não se conhece a origem do termo, mas pela observação da imagem facilmente se conclui o porquê de se chamar Christmas Tree à disposição táctica centrada no 4x3x2x1. Para além da curiosa associação com a época natalícia, aproveita-se o facto da equipa italiana visitar o Estádio da Luz, em jogo a contar para a Champions League, para informar os leitores sobre breves vicissitudes do modelo de jogo. Comecemos pelas opções técnicas à disposição de Carlo Ancelotti (substitutos naturais entre parêntesis):

GR – Dida (Kalac)
Defesa direito – Oddo (Cafu)
Defesa esquerdo – Jankulovsky (Favalli)
Central direito – Nesta (Bonera)
Central esquerdo – Maldini (Kaladze)
Pivot defensivo – Pirlo (Emerson)
Interior direito – Gattuso (Brochi)
Interior esquerdo - Ambrosini (Serginho)
N.º 10 esquerdo – Seedorf (Gourcuff)
N.º 10 direito - Kaká (Alexandre Pato, a partir de Janeiro)
Avançado – Inzaghi (Gilardino/Ronaldo)

Quanto às dinâmicas criadas e impostas pela matéria-prima existente, há características colectivas que se destacam, as quais imprimem um cunho de identidade ao actual campeão europeu.
Para começar, quando em posse de bola a verticalidade é oferecida pelas subidas dos laterais, pois espera-se que tanto Oddo, à direita, como Jankulovsky, mais liberto, à esquerda, transmitam profundidade nas faixas.
Percorrendo metros próximas da zona intermediária, deparamo-nos com a classe mundial de Pirlo. Apesar de no terreno o regista italiano ocupar a posição de n.º 6, não estamos perante um trinco tradicional. Pelo contrário, as tarefas de maior pressão e marcação ficam a cargo do batalhador Gattuso e do capitão Ambrosini. Se quisermos utilizar uma metáfora, poder-se-ia dizer que é Pirlo quem decide o timing certo para ligar/desligar as luzes da árvore de Natal, pois é a sua visão de jogo que ilumina a equipa.
Interessante, também, verificar como é possível conciliar dois talentos que vestem a camisola n.º 10: Kaká, à direita, mais explosivo com bola e temível nos lances de 1x1, enquanto Seedorf, à esquerda, mais inteligente na forma como gere o ritmo de jogo, à espera do momento certo para efectuar um passe de ruptura. Por fim, no topo da Christmas Tree, quase no limite do fora de jogo, brilha a estrela Inzaghi, implacável ponta-de-lança na hora de finalizar.

Transposição para a realidade nacional

Como já foi referido, o sistema táctico 4x3x2x1 representa um conceito original que teve maior visibilidade no AC Milan, mas o fenómeno da aprendizagem (não gostaria de chamar processo de imitação) pode, mais dia menos dia, invadir os relvados portugueses. Como seria, então, no caso particular dos três grandes?
No caso do FC Porto (fig. 1) seria, provavelmente, um desperdício não aproveitar o virtuosismo técnico de Quaresma e Tarik nos corredores laterais, mas possibilitaria maior consistência no sector central. Por sua vez, conhecendo a preferência de Camacho pela utilização de um único ponta-de-lança e face às características dos centrocampistas, seria mais plausível a implementação do 4x3x2x1 (fig. 2) no Benfica. Para terminar, do outro lado da 2.ª circular (fig. 3) Paulo Bento poderia, também, recorrer a este desenho táctico, nem que fosse como o tão propalado plano B, graças à garantia de eficácia proporcionada por Liedson.




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#2 Táctica: Novembro 2007

Selecção Nacional

Prós & Contras da táctica portuguesa


Selecção nacional: clube de topo?

Qualquer que seja a selecção nacional, espera-se que o grupo de jogadores escolhidos seja representativo do melhor que a nação tem para oferecer. Portugal não foge à regra e as escolhas técnicas - sempre polémicas - procuram envolver parâmetros como a forma física ou o simples talento futebolístico de cada atleta. Objectivo prioritário: a constituição de um conjunto de eleição.
Contudo, a experiência portuguesa e a história recente mundial demonstram que nem sempre um lote de óptimos jogadores personifica uma boa equipa. Uma das razões para esse desfasamento prende-se com o menor tempo disponível do seleccionador para promover mecanismos de entrosamento e incutir princípios de jogo adaptados às características dos jogadores.
Nesta medida, torna-se notório que treinar um clube não tem nada que ver com o ritmo próprio de treinar uma selecção. No primeiro cenário, o treinador tem contacto diário com os atletas e as suas ideias sobre o jogo são assimiladas de uma forma mais gradual e consistente. No caso da selecção nacional, o treinador funciona mais como um coleccionador de identidades, tendo em conta as diversas posições do terreno. Por outras palavras, o seleccionador é obrigado a saltar etapas estratégicas como forma de impor o seu estilo futebolístico, assente num desenho táctico que melhor se adapte ao tal conjunto de eleição nacional.

Selecção nacional: escolhas técnicas

Antes de entramos directamente no tema relacionado com as diversas formas do esquema táctico nacional, há que enunciar uma regra base que vem nos livros: qualquer equipa deverá ter, no mínimo, dois jogadores por posição. E, quais são os escolhidos preferenciais do actual seleccionador nacional? Atente-se nos principais nomes que constituem o núcleo duro de Scolari:

Guarda-redes: Ricardo (Bétis); Quim (SL Benfica)
Defesa direito: Bosingwa (FC Porto); Miguel (Valência)
Defesa central: Ricardo Carvalho (Chelsea); Jorge Andrade (Juventus); Fernando Meira (Estugarda); Bruno Alves (FC Porto)
Defesa esquerdo: Paulo Ferreira (Chelsea); Antunes (AS Roma)
Médio defensivo: Petit (SL Benfica); Raúl Meireles (FC Porto)
Médio de transição: Maniche (Atl. Madrid); João Moutinho (Sporting CP)
N.º 10: Deco (Barcelona); Tiago (Juventus)
Médio ala/Extremo: Cristiano Ronaldo (Manchester United); Simão (Atl. Madrid); Ricardo Quaresma (FC Porto)
Avançado/Ponta-de-lança: Nuno Gomes (SL Benfica); Hélder Postiga (FC Porto); Hugo Almeida (Werder Bremen); João Tomás (Sp. Braga)

Na maioria das convocatórias, estes jogadores correspondem ao lote de eleição nacional e, porventura, serão aqueles em quem os portugueses depositam maiores esperanças para o Euro 2008. Eventualmente, pode-se pensar noutras alternativas com valor para integrar a selecção nacional:

Guarda-redes: Nuno (FC Porto)
Defesa direito/esquerdo/central: Caneira (Valência)
Defesa direito: Abel (Sporting CP)
Defesa central: Tonel (Sporting CP); Ricardo Rocha (Tottenham)
Médio defensivo: Miguel Veloso (Sporting CP)
Médio de transição: Manuel Fernandes
Médio ala/Extremo/N.º 10: Nani
Avançado/Ponta-de-lança: Ariza Makukula (Marítimo)

Enquadramento táctico: sistema habitual 4x2x3x1

O desenho de jogo centrado num trio criativo, suportado pelo duplo pivot defensivo e tendo um avançado centro como referência, vem dos tempos de Humberto Coelho. Após o Euro 1996, disputado em Inglaterra, António Oliveira e Luiz Felipe Scolari têm mantido a mesma orientação táctica, com ligeiras alterações circunstanciais.

Actualmente, parece ser o sistema que melhor serve os interesses da selecção, quer pela matéria-prima disponível, quer pelas características dos futebolistas portugueses. Conhece-se a dificuldade de preencher o lugar de ponta-de-lança e as faixas defensivas não apresentam elevada concorrência, excepção feita ao lado direito. Deste modo, uma das principais pechas da equipa nacional prende-se com a inexistência de um lateral esquerdo verdadeiramente canhoto, existindo a esperança que Antunes possa crescer no futebol transalpino. Por sua vez, a posição de homem mais avançado tem ficado orfã desde a saída de Pauleta e aguarda-se, com expectativa, a evolução de Hugo Almeida no Werder Bremen.
Ainda assim, os mecanismos colectivos mostram-se mais solidários no 4x2x3x1 por ser o enquadramento táctico treinado há mais tempo e aquele onde os jogadores se sentem mais à-vontade. Por conseguinte, a descoberta de pontos de entrosamento será mais natural e as ideias do seleccionador mais facilmente assimiladas, favorecendo o talento individual de craques como Simão, Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma, verdadeiras pérolas do futebol fantástico.

Nuance estratégica: sistema renovado 4x3x3

Em Portugal, Benfica e FC Porto concebem o seu modelo de jogo no 4x3x3 mas, de forma ligeiramente distinta. Enquanto Camacho é adepto do 4x2x31 como variante do sistema tradicional, Jesualdo Ferreira prefere o 4x3x3 puro, com a utilização de um único pivot defensivo e onde os médios ala desempenham, mais amiúde, o papel de extremos. Também na selecção, consoante o adversário e o resultado no marcador, Scolari pode imprimir uma nuance estratégica que tem reflexo numa maior preponderância de médios de transição e no aproveitamento dos extremos como forma de oferecer profundidade ao jogo colectivo.

A imagem pretende revelar outras opções para a zona intermediária, lembrando um episódio verificado no Euro 2004, disputado em Portugal. Na altura, vivia-se a época dourada de José Mourinho no FC Porto onde pontificavam nomes como Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Deco, entre outros. A partida inaugural, frente à Grécia, não correu de feição às cores portuguesas e o seleccionador viu-se obrigado a operar uma revolução cirúrgica em lugares-chave, apostando nalguns atletas que tinham experimentado o sucesso europeu.
Cerca de quatro anos volvidos, o Sporting dá mostras de ser o clube que mais valores tem conseguido inserir na equipa principal e diversas correntes de opinião acreditam que a espinha-dorsal da selecção do futuro devia ter a marca da Academia de Alcochete. Sendo certo que jogadores como Tonel, Miguel Veloso e João Moutinho são presenças, mais ou menos, assíduas nas convocatórias, outros como Abel e Yannick Djaló podem, também, ter a sua oportunidade. Tal como em 2004, reunir vários atletas do mesmo clube pode significar uma vantagem extra pelo facto da maioria revelar melhor entrosamento e conhecimento dos momentos da transição, graças ao trabalho diário desenvolvido no seu clube de origem.

Exigência de um plano B: sistema alternativo 4x4x2

É sabido que a selecção portuguesa tem o costume de bater-se, bravamente, com selecções de topo mundial mas, estranhamente, tem o péssimo hábito de fraquejar diante de adversários teoricamente mais fracos. Quando o oponente é de respeito, é normal existirem mais espaços para circular a bola o que funciona lindamente para jogadas de contra-ataque e serve as características dos jogadores portugueses. Ao contrário, frente a selecções menos cotadas, que actuam num bloco médio-baixo com vários jogadores atrás da linha da bola, existe maior dificuldade para criar lances de perigo e oportunidades de golo. A resposta pode estar na implementação de um sistema alternativo, mais ofensivo, que contemple a presença de dois avançados. Vejamos, então, qual a possibilidade de sucesso de um plano B centrado no 4x4x2.

Mesmo tendo consciência que a principal força de Portugal reside na qualidade dos centrocampistas e no talento individual dos médios ala ou extremos, em determinadas circunstâncias exige-se a presença de dois homens mais avançados, nomeadamente nos jogos em casa, onde o favoritismo é maior, ou quando o resultado no marcador seja adverso.
Este plano B para situações difíceis assemelha-se ao desenho planificado por Rafa Benítez no Liverpool, com duas linhas de quatro elementos ao melhor estilo britânico. Ao invés do 4x4x2 losango, preconizado por Paulo Bento, este esquema mantém a virtude do 4x2x3x1 ao assumir a presença de mágicos como Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma. A diferença está na saída de um jogador do triângulo central, pela entrada de mais um avançado, de maior mobilidade ou com maior presença na área.
Por sua vez, face às escolhas constantes do seleccionador, a sociedade ofensiva seria, naturalmente, constituída pelos seguintes jogadores: Nuno Gomes, Hélder Postiga, Hugo Almeida, João Tomás e...Ariza Makukula. Destaca-se o avançado do Marítimo por diversas razões: experiência internacional adquirida no Sevilha, excelente início de campeonato (4 Golos/6 Jogos) e impressionante envergadura física (190 cm/85 kg). Natural da República Democrática do Congo, este ainda jovem ponta-de-lança (26 anos) marcou presença nos escalões inferiores da selecção nacional e, pelas suas características ímpares no futebol português, representa uma opção que não deve ser descurada.
Em resumo, quando a bola teima em não entrar nas redes adversárias e exige-se um futebol mais directo e menos elaborado do ponto de vista técnico, há que perspectivar novas hipóteses tácticas e o 4x4x2 pode ser uma solução de recurso interessante. Para que o desenho no papel tenha expressão no relvado, nada como optar por dois avançados de características distintas que melhor compreendam o objectivo da complementaridade. Assim, entre Hugo Almeida, João Tomás e, quem sabe, Ariza Makukula, um deles desempenharia a função de ser o homem de referência, capaz de prender os centrais adversários e abrir espaços de penetração para os restantes companheiros, enquanto Nuno Gomes e/ou Hélder Postiga teriam liberdade de movimentos para percorrer toda a frente de ataque.

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#1 Táctica: Julho 2007

Ordem para comprar

O admirável mundo do mercado de transferências de FC Porto, Sporting e Benfica


Revolução ou renovação

Quando estiver a ler estas linhas, já um dos três grandes portugueses pode ter garantido o concurso daquele craque que faz as delícias dos adeptos. As novidades sucedem-se a um ritmo quase diário e até ao início da competição há sempre mais espaço para uma cara nova. O tema repete-se todos os anos: FC Porto, Sporting e Benfica procuram fortalecer o seu plantel, tornando-se complicado gerir as naturais debilidades orçamentais com a vontade de sócios e simpatizantes. Cada um dos clubes mais representativos do nosso futebol é um caso particular e as elevadas expectativas levam, muitas vezes, a falar-se de revolução ou renovação. À partida, o FC Porto parte com a vantagem da performance anterior e espera-se uma evolução na continuidade. No Sporting, tudo leva a crer que o rumo da aposta na formação é para manter. Já o Benfica encontra-se quase obrigado a fazer melhor do que o 3.º lugar da época anterior, sendo aquele que pode apresentar maior número de entradas e saídas.

A importância dos jogadores-chave

Em linguagem financeira, as Sociedades Anónimas Desportivas consideram as principais figuras de proa como os activos mais valiosos do clube. Paralelamente, o mesmo princípio é utilizado pelos adeptos que preferem, porém, tratar os craques por jogadores-chave.
Portugal não foge à regra: cada uma das equipas que luta pelo título reúne três ou quatro elementos fundamentais que servem de base à espinha-dorsal do colectivo. Alguns desses jogadores confundem-se com a bandeira do clube, sendo a sua permanência para a época vital para a obtenção de títulos. No FC Porto, podemos incluir os nomes de Pepe, Lucho Gonzalez, Anderson e Ricardo Quaresma. Já no Sporting, facilmente se reconhece o papel do guarda-redes Ricardo, o talento de Miguel Veloso e João Moutinho e a classe de Liedson. Por fim, também o Benfica reúne jogadores considerados primordiais para futuras vitórias, como seja o caso de Luisão, Petit, Simão e Miccoli.
Ficar sem os direitos desportivos de um jogador-chave pode representar um bom negócio para o equilíbrio das contas, mas será sempre uma perda difícil de colmatar em termos desportivos.

Definição de um gabinete de prospecção

Cada vez mais, no futebol dito moderno, a competitividade dentro das quatro linhas exige igual sentido profissional quando se trata de descobrir a última pérola. Nos dias de hoje, não basta enviar olheiros para territórios longíquos ou observar meia dúzia de vídeos. A contratação de uma futura estrela implica um trabalho estruturado no tempo, de forma a traçar o perfil técnico, psicológico e físico do jogador que se pretende adquirir.
Em Portugal, mesmo nos grandes, ainda há hábitos antigos que custam a ser ultrapassados e FC Porto, Sporting e Benfica só teriam a ganhar com a criação de um gabinete de prospecção sério e rigoroso. Já se sabe que comprar bom e barato pode revelar-se tarefa difícil de atingir, mas torna-se crucial referenciar vários jogadores por posição, divididos em idades, custo e características.

Atletas a dispensar

Direcção e equipa técnica convergem no mesmo sentido: invariavelmente o plantel necessita de retoques e os ajustamentos passam pela dispensa (ou venda) de jogadores que demoram a adaptar-se ou, pura e simplesmente, ficaram aquém das expectativas.
No campeão, alguns nomes podem figurar da lista de empréstimos: o argentino Lucas Mareque teve poucas oportunidades e tarda em afirmar-se, os jovens André Castro e Vierinha podem ganhar maturidade noutro emblema e, por fim, ainda subsistem dúvidas quanto à continuidade de Alan, Wason Rentería e Bruno Moraes.
Para os lado de Alcochete, Paulo Bento mostra ter convicções fortes e ideias bem definidas: apesar de Ronny ter tido algumas aparições interessantes, foi o defesa menos utilizado. No entanto, é no miolo que as mudanças são mais drásticas, com a saída de Custódio para o Dínamo de Moscovo, a não renovação contratual com Carlos Martins e a fraca aposta em Farnerud e Paredes. Por fim, não se tratando propriamente de dispensa (os jogadores estavam emprestados), facilmente se depreende que Bueño e Alecsandro devem abandonar Alvalade.
Sobra o Benfica e a indefinição não destoa dos seus principais adversários. Desde logo, a partir da baliza, pois Quim foi sempre a primeira escolha de Fernando Santos. Daí para a frente, muitas decisões dependem da vinda de mais um reforço, mas há jogadores com menor margem de manobra, como seja o caso de João Coimbra (adquirir ritmo competitivo), Marco Ferreira (carta fora do baralho?), Manú e Paulo Jorge, só para citar alguns.

Reforços em função do modelo de jogo

Costuma-se dizer que quando se contrata um treinador, contrata-se o seu modelo de jogo. Nos três grandes, grande parte do trabalho já vem da temporada passada e a permanência de Jesualdo Ferreira, Paulo Bento e Fernando Santos garante, à partida, maior aprumo na hora de identificar as principais lacunas da equipa. Muito provavelmente, Sporting e Benfica devem manter a base do seu jogo no 4x4x2, enquanto o FC Porto, desde que mantendo Quaresma, alternará o 4x3x3 com o já citado losango
Deste modo, qualquer um dos treinadores tentará suprir a saída de um elemento valioso, por outro jogador de valor semelhante e equilibrar o plantel para fazer face às várias competições que se avizinham.
Em resumo, a questão dos reforços estará sempre dependente da manutenção, ou não, das principais estrelas. De qualquer forma, há espaço para efectuar alguns retoques, mais que não seja por elementos que prestem rotação à equipa. Vejamos como o mercado pode protagonizar um papel de extrema importância.

Contratações a nível interno

Embora a opção por atletas de clubes nacionais possa revelar um sintoma de menor disponibilidade financeira, não significa que não tenha correspondência nos resultados. Por vezes, o mercado nacional apresenta vantagens que não são de descurar. Por um lado, existe maior facilidade em cativar elementos de emblemas mais modestos e os grandes podem sempre retribuir através de empréstimos ou simples troca de jogadores; por outro lado, a experiência nas competições nacionais elimina o fantasma de eventuais problemas de adaptação, ainda que a dimensão possa representar um obstáculo na mudança.
Um dos bons exemplos desta política de contratações vem do acyual campeão, que tem tradição nesta matéria. Assim, não é de espantar que o lateral esquerdo Lino, proveniente da Académica, seja uma das caras novas, como forma de compensar o menor acerto de Lucas Mareque e a adaptação, ao lugar, de Jorge Fucile.
De seguida, oferecemos alguns exemplos de possíveis contratações a nível interno. Tratam-se de jogadores interessantes, com alguma margem de progressão e potencial para triunfar nos grandes do nosso futebol:

Fernando (U. Leiria)
Idade = 28 anos
Altura = 191 cm
Peso = 89 kg
Valor (aprox.) = 350.000 €
Descrição: guarda-redes equilibrado
Alvo: FC Porto (Vítor Baía abre vaga na baliza) e Benfica (mantém-se dúvida sobre o futuro de Moreira e Moretto)

Mangualde (P. Ferreira)
Idade = 25 anos
Altura = 170 cm
Peso = 69 kg
Valor (aprox.) = 350.000 €
Descrição: lateral direito determinado
Alvo: Sporting (Abel necessita de concorrente directo)

Paulo Jorge (Sp. Braga)
Idade = 26 anos
Altura = 185 cm
Peso = 84 kg
Valor (aprox.) = 1.250.000 €
Descrição: defesa central com capacidade de liderança
Alvo: Benfica (preparar substituição futura de Luisão)

Nivaldo (Belenenses)
Idade = 26 anos
Altura = 187 cm
Peso = 75 kg
Valor (aprox.) = 650.000 €
Descrição: defesa central com bom jogo aéreo
Alvo: FC Porto (eventualidade de Pepe ser transferido)

Antunes (P. Ferreira)
Idade = 20 anos
Altura = 175 cm
Peso = 69 kg
Valor (aprox.) = 400.000 €
Descrição: lateral esquerdo com forte pontapé
Alvo: Sporting (Ronny demora a impor-se e Tello decidiu-se pelo Besiktas)

Ricardo Chaves (Sp. Braga)
Idade = 29 anos
Altura = 180 cm
Peso = 75 kg
Valor (aprox.) = 1.000.000 €
Descrição: médio defensivo trabalhador
Alvo: Sporting (saída de Custódio abre vaga a outro pivot defensivo)

Kazmierczack (Boavista)
Idade = 25 anos
Altura = 191 cm
Peso = 80 kg
Valor (aprox.) = 1.500.000 €
Descrição: médio centro poderoso fisicamente
Alvo: FC Porto (meio-campo necessita de músculo)

José Pedro (Belenenses)
Idade = 28 anos
Altura = 186 cm
Peso = 77 kg
Valor (aprox.) = 1.750.000 €
Descrição: médio centrol criativo
Alvo: Benfica (Rui Costa tem de passar testemunho)

Nei (Naval)
Idade = 27 anos
Altura = 187 cm
Peso = 75 kg
Valor (aprox.) = 1.350.000 €
Descrição: ponta-de-lança oportuno
Alvo: Sporting (poderia ser o companheiro ideal para Liedson)

Roland Linz (Boavista)
Idade = 25 anos
Altura = 185 cm
Peso = 73 kg
Valor (aprox.) = 2.500.000 €
Descrição: ponta-de-lança de remate fácil
Alvo: FC Porto (dupla com Adriano seria temível)

Dady (Belenenses)
Idade = 25 anos
Altura = 191 cm
Peso = 84 kg
Valor (aprox.) = 2.000.000 €
Descrição: ponta-de-lança com virtudes no cabeceamento
Alvo: Benfica (Fernando Santos procura um goleador)

A lista poderia ser mais extensa e outros nomes poderiam ser apontados: Marco (guarda-redes, Belenenses), Lino (lateral esquerdo, Académica – confirmado pelo FC Porto), Bruno Amaro (médio centro, Nacional), Ruben Amorim (médio centro, Belenenses), Tiago Gomes (médio centro, Est. Amadora), Filipe Teixeira (médio ofensivo, Académica), Marcinho (médio ofensivo, Marítimo), Slusarski (ponta-de-lança, U. Leiria).

Investimento em figuras de top: parcerias financeiras

A alternativa orientada para o mercado externo implica alguns riscos acrescidos. Desde logo, em termos puramente monetários, pois é sobejamente conhecida a diminuta capacidade negocial dos principais clubes portugueses. Por sua vez, nem sempre a integração do atleta é pacífica e o jogador demora a assimilar princípios do modelo de jogo e adaptar-se à filosofia do clube.
Na visão dos sócios e simpatizantes dos três grandes, as possíveis contrariedades que foram referidas não fazem qualquer sentido. Nesta fase, o ideal seria que FC Porto, Sporting e Benfica já tivessem apresentado craques como Ronaldinho, Kaká e Drogba, só para citar alguns, mas a realidade é completamente diferente. Lamentavelmente, as grandes figuras mundiais pisam relvados em Espanha, Itália, Inglaterra e trata-se de uma ilusão sequer pensar que Portugal pode competir ao nível do topo da pirâmide. O primeiro nível de mercado implica investimentos avultados e torna-se missão impossível esgrimir forças com orçamentos de equipas como Chelsea, Real Madrid e AC Milan, por exemplo.
A solução passa pela obtenção de parcerias financeiras, onde a aquisição de determinado passe seja realizada, de forma conjunta, com um fundo de investimento. Outra hipótese, muitas vezes perseguida, diz respeito à negociação, com colossos europeus, de jogadores em final de carreira, acima dos trinta anos, em situação de empréstimo.
De tempos a tempos, um dos grandes consegue surpreender com a apresentação de um jogador de reconhecida qualidade, normalmente internacional pelo seu País. Também nesta situação, o factor moda marca presença. Nos finais da década de 80 e inícios de 90, era comum a vinda de jogadores de leste, alguns deles com características técnicas apreciáveis. Depois, a moda estendeu-se ao mercado brasileiro, quer devido às margens de custo, quer devido à relação histórica entre os dois Países. Nos dias que correm, preferencialmente em Inglaterra, França e Alemanha, os jogadores africanos têm ganho o seu espaço e, talvez, a vinda de Marco Zoro, natural da Costa do Marfim, para o Benfica, seja o primeiro passo no sentido de olhar para o mercado africano com outros olhos.
Em suma, os três grandes têm de contornar a menor disponibilidade financeira através da criação de um gabinete profissional que realize uma prospecção bem orientada, com a existência de um conjunto de olheiros de categoria inatacável. A história recente demonstra que FC Porto, Sporting e Benfica não devem ultrapassar o limite máximo (por jogador) de 10 milhões de euros. Actualmente, existe maior consciencialização por parte dos dirigentes e a saúde financeira obriga a alguma contenção. Ainda assim, apresenta-se um conjunto de jogadores que preenchem os requisitos desse patamar orçamental:

Joris Mathijsen (Hamburgo)
Idade = 27 anos
Altura = 182 cm
Peso = 72 kg
Valor (aprox.) = 10.000.000 €
Descrição: defesa central resistente

Fernando Cavenaghi (Bordéus)
Idade = 23 anos
Altura = 181 cm
Peso = 78 kg
Valor (aprox.) = 10.000.000 €
Descrição: ponta-de-lança muito oportuno

Stiliyan Petrov (Aston Villa)
Idade = 27 anos
Altura = 180 cm
Peso = 74 kg
Valor (aprox.) = 9.500.000 €
Descrição: médio centro tecnicista

Cristiano Lucarelli (Livorno)
Idade = 31 anos
Altura = 188 cm
Peso = 85 kg
Valor (aprox.) = 9.000.000 €
Descrição: ponta-de-lança poderoso

Christian Poulsen (Sevilha)
Idade = 27 anos
Altura = 182 cm
Peso = 76 kg
Valor (aprox.) = 9.000.000 €
Descrição: médio defensivo de grande cultura táctica

Victor Obinna (Chievo)
Idade = 20 anos
Altura = 182 cm
Peso = 80 kg
Valor (aprox.) = 8.500.000 €
Descrição: avançado explosivo

Luca Castellazzi (Sampdória)
Idade = 31 anos
Altura = 191 cm
Peso = 86 kg
Valor (aprox.) = 3.000.000 €
Descrição: guarda-redes experiente

Mariano Pernía (Atlético Madrid)
Idade = 30 anos
Altura = 177 cm
Peso = 81 kg
Valor (aprox.) = 6.500.000 €
Descrição: lateral esquerdo de forte remate

Sidi Keita (Lens)
Idade = 22 anos
Altura = 177 cm
Peso = 73 kg
Valor (aprox.) = 5.000.000 €
Descrição: médio centro enérgico

Kim Kallstrom (Lyon)
Idade = 24 anos
Altura = 181 cm
Peso = 79 kg
Valor (aprox.) = 7.500.000 €
Descrição: médio ofensivo talentoso

Formação e política desportiva

Antes de mais, o planeamento da política desportiva deve obedecer a critérios orçamentais rigorosos e ajustados à realidade financeira do clube, sem perder de vista objectivos ligados ao que se passa dentro das quatro linhas.
Existem várias abordagens sobre como operacionalizar uma política desportiva coerente com os valores do clube e diferentes estratégias podem atingir resultados de sucesso. Veja-se o caso do mais recente campeão europeu: o onze titular do AC Milan é constituído, maioritariamente, por jogadores italianos, sendo grande parte da chamada prata da casa. Basta observar a contínua aposta do clube em veteranos como Paolo Maldini, para verificar que a política desportiva milanesa não menospreza os bilhetes de identidade.
Em Portugal, de forma contrária, temos o exemplo flagrante da política seguida pelo Sporting. É sobejamente conhecida a capacidade do clube leonino para formar jogadores de elevada qualidade e se, no passado, reconhecem-se os nomes de Figo, Quaresma, Simão, Cristiano Ronaldo, no presente a Academia de Alcochete continua a produzir talentos como João Moutinho, Miguel Veloso e Bruno Pereirinha. Dos três grandes, o Sporting é, sem dúvida, aquele que orienta a sua política desportiva para uma das suas vertentes mais importantes: a formação.
Vejamos algumas jovens promessas que podem ter a sua oportunidade e que se encontram na rampa de lançamento para a próxima época:

FC Porto

Bura (18 anos)
Altura = 190 cm
Peso = 82 kg
Descrição: defesa central
Pontos fortes: envergadura física

André Castro (19 anos)
Altura = 179 cm
Peso = 75 kg
Descrição: médio defensivo
Pontos fortes: certeza no passe

Vieirinha (21 anos)
Altura = 171 cm
Peso = 66 kg
Descrição: médio ala
Pontos fortes: drible e aceleração
Marcelo Santiago (19 anos)
Altura = 182 cm
Peso = 65 kg
Descrição: ponta-de-lança
Pontos fortes: força e capacidade de impulsão

Sporting

Daniel Carriço (18 anos)
Altura = 180 cm
Peso = 75 kg
Descrição: defesa central
Pontos fortes: marcação

Tiago Pinto (19 anos)
Altura = 176 cm
Peso = 65 kg
Descrição: lateral esquerdo
Pontos fortes: apetência ofensiva

Bruno Pereirinha (19 anos)
Altura = 173 cm
Peso = 68 kg
Descrição: médio
Pontos fortes: versatilidade posicional

Adrien Silva (19 anos)
Altura = 178 cm
Peso = 75 kg
Descrição: médio centro
Pontos fortes: técnica e inteligência

Fábio Paim (19 anos)
Altura = 180 cm
Peso = 75 kg
Descrição: médio ala
Pontos fortes: drible e jogadas de 1x1

Yannick Pupo (19 anos)
Altura = 175 cm
Peso = 72 kg
Descrição: médio ofensivo
Pontos fortes: marcação de bolas paradas

Benfica

Pedro Correia (20 anos)
Altura = 175 cm
Peso = 64 kg
Descrição: lateral direito
Pontos fortes: capacidade de desarme

João Coimbra (21 anos)
Altura = 183 cm
Peso = 82 kg
Descrição: médio
Pontos fortes: concentração competitiva

Kaz Patafta (18 anos)
Altura = 172 cm
Peso = 71 kg
Descrição: médio ofensivo
Pontos fortes: visão de jogo

Yu Dabao (19 anos)
Altura = 185 cm
Peso = 78 kg
Descrição: ponta-de-lança
Pontos fortes: colocação de remate

versão integral

#9 Onze do Mês: Julho 2007

Craques para 2007/2008

Carreiras promissoras


Guarda-redes
Timo Hildebrand (Estugarda – 28 anos)
Colega de Fernando Meira na conquista da Bundesliga

Defesa direito
Andrea Barzagli (AC Milan – 25 anos)
Na sua posição é dos melhores da Série A

Defesa central
Alexis (Valência – 21 anos)
Uma das maiores promessas do futebol espanhol

Defesa central
Christoph Metzelder (Real Madrid – 26 anos)
Novo galáctico alemão é titular da Mannschaft

Defesa esquerdo
Taye Taiwo (Marselha – 22 anos)
Nigeriano percorre todo o corredor canhoto

Médio defensivo
Lucas Leiva (Liverpool – 20 anos)
Melhor jogador do Campeonato Sul-Americano em Sub-20

Médio direito
Luka Modric (Dínamo Zagreb – 21 anos)
Wonderkid criativo a manter debaixo de olho

Médio centro
Owen Hargreaves (Manchester United – 26 anos)
Internacional inglês vindo do Bayern Munique

Médio esquerdo
Dudu Cearense (CSKA Moscovo – 24 anos)
Dunga acredita no jogador para a Canarinha

Avançado
Klaas-Jan Huntelaar (Juventus – 22 anos)
Talento natural faz lembrar Marco Van Basten

Avançado
Afonso Alves (SC Heerenveen – 26 anos)
Brasileiro foi Bota de Ouro com 34 golos

No banco

Guarda-redes
Diego Cavalieri (Palmeiras – 24 anos)
Goleiro de maior futuro no actual futebol brasileiro

Defesa central
Micah Richards (Manchester City – 19 anos)
Cobiçado pelos principais clubes da Premier League

Médio defensivo
Yaya Touré (Mónaco – 24 anos)
Este Verão muitos clubes andarão atrás dele

Médio ofensivo
Renato Augusto (Flamengo – 19 anos)
Apontado como o novo Ronaldinho

Avançado
Rolando Bianchi (Reggina – 24 anos)
No Calcio teve 18 remates certeiros

Treinador

Juande Ramos (Sevilha – 52 anos)
Troféus conquistados dizem tudo

#8 Onze do Mês: Junho 2007

Mercado português à atenção dos três grandes

Possíveis contratações para 2007/2008


Guarda-redes
Marco (Belenenses – 29 anos)
Boa surpresa na presente temporada

Defesa direito
Mangualde (Paços de Ferreira – 25 anos)
Colega de C. Ronaldo nos juniores do Sporting

Defesa central
Paulo Jorge (Sp. Braga – 26 anos)
Capitão arsenalista merece patamar superior

Defesa central
Cissé (Boavista – 22 anos)
Thuram axadrezado tem larga margem de progressão

Defesa esquerdo
Lino (Académica – 29 anos)
Melhor marcador da Briosa

Médio defensivo
Ricardo Chaves (Sp. Braga – 29 anos)
A chave que fecha os caminhos da baliza

Médio direito
Bruno Amaro (Nacional – 24 anos)
Facilidade de remate é bom cartão de visita

Médio centro
José Pedro (Belenenses – 28 anos)
Salto pode estar para breve

Médio esquerdo
Ruben Amorim (Belenenses – 22 anos)
Polivalência abre portas ao 4x4x2 losango

Avançado
Dady (Belenenses – 25 anos)
Um dos goleadores da bwin Liga

Avançado
Roland Linz (Boavista – 25 anos)
Uma aposta a ter em conta

No banco

Guarda-redes
Fernando (U. Leiria – 28 anos)
Dos menos batidos logo atrás aos três grandes

Defesa central
Nivaldo (Belenenses – 26 anos)
Valor seguro para travar o perigo adversário

Médio defensivo
Kazmierczak (Boavista – 24 anos)
Envergadura física faz a diferença em Portugal

Médio ofensivo
Filipe Teixeira (Académica – 26 anos)
Um dos preferidos da Mancha Negra

Avançado
Slusarski (U. Leiria – 25 anos)
Outro polaco que tem dado nas vistas

Treinador

Domingos (U. Leiria – 38 anos)
Performance no U. Leiria deve ser tomada em consideração