quarta-feira, 19 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Organograma funcional da Benfica Futebol SAD
representação gráfica da organização de uma instituição ou serviço, que indica os seus elementos constitutivos e as relações existentes entre eles.
A repartição de funções pelos vários departamentos da Sociedade no quadro do processo de decisão empresarial é baseada no seguinte organograma funcional da Benfica Futebol SAD:
Fonte: Relatório e Contas da SAD relativo ao ano de 2006/2007
Peço desculpa pela imagem não estar muito visível, mas irei tentar melhorar esse aspecto. Sugiro que abram uma nova janela para melhor observarem a representação gráfica actual da Benfica Futebol SAD. Adiante.
Se quanto às Áreas de Suporte não há nada a contestar, resulta lógico que o Futebol Profissional e de Formação encontra-se demasiado dependente da visão pessoal de Luís Filipe Vieira. Sendo certo que as decisões mais relevantes, em matéria desportiva, são tomadas no âmbito da direcção da SAD, creio que neste ponto há espaço para a crítica e para uma reformulação no quadro do processo de decisão empresarial. Ao futebol, actividade "core business" dos clubes transformados em Sociedades Anónimas Desportivas, exige-se a criação de uma estrutura profissional, descentralizada por departamentos e hierarquicamente disciplinada.
Então qual o organograma que melhor serve os propósitos de um clube com a dimensão do Sport Lisboa e Benfica? Para já, sem adiantar nomes, a minha concepção encontra-se ilustrada na imagem que se segue:
Teoricamente, parece-me que estamos perante uma organização mais consentânea com os pergaminhos do clube. Por aquilo que a imprensa desportiva tem noticiado, o organograma funcional da Benfica Futebol SAD poderá corresponder a este cenário. Na minha opinião, seria um rumo a seguir.
Para que, na prática, a hipótese se concretize, Luís Filipe Viera terá de manifestar a humildade suficiente para atribuir responsabilidade a orgãos mais competentes e a sabedoria certa para gerir todo o processo de reformulação. Não que isso signifique a total ausência nas matérias relacionadas com o futebol, mas faço votos para que o presidente tenha o bom senso de limitar a sua influência nas grandes decisões e imponha as suas virtudes na implementação de novos projectos. O Canal Benfica surge-me como o desafio mais premente.
Face à representação gráfica actual, teríamos três novas áreas ou departamentos funcionais: Administração do "core business", Direcção Desportiva e, para concluir, a Direcção de Prospecção, como orgão de "staff". Enquanto os orgãos de linha são unidades de trabalho com poder de decisão, a Direcção de Prospecção, a cargo de Rui Águas, presta assessoria ou desenvolve actividades específicas para o titular do orgão a que se ligam.
E quanto a nomes? Quais as figuras que preenchem requisitos de excelência? Bem, ainda estamos em fase de reflexão e há que aguardar, pacientemente, por novidades. Tenho as minhas preferências mas, sem querer especular, gostaria de comunicar a minha verdade sobre o que poderá acontecer: na Administração do Futebol, Humberto Coelho; na Direcção Desportiva, tal como tem vindo a ser comentado ao longo dos últimos meses, Rui Costa; na Direcção de Prospecção mantém-se Rui Águas. Três gerações de benfiquistas para transmitir a tão falada mística e dar suporte de confiança e serenidade ao coordenador do futebol encarnado. E quanto ao treinador? Provavelmente a palavra certa até seria manager. Carlos Queiróz poderia muito bem ser a peça que falta para preencher o puzzle 2008/09.
segunda-feira, 17 de março de 2008
#6 Prospecção: Darío Cvitanich
Nome completoDarío Cvitanich
Data de nascimento
16.05.1984 (23 anos)
Nacionalidade
Argentina
Altura: 1,75m
Peso: 67kg
Posição
Avançado móvel
[Resumo 2007/08] Competição - Jogos / Golos (Minutos)
Clausura 2008 - 5J / 5G (444)
[Dados da carreira] (suplente utilizado)
2006/07 Banfield 19J (6) / 10G
2005/06 Banfield 11J (10) / 5G
2004/05 Banfield 2J (10) / 3G
Procuram um avançado móvel, com sentido de baliza e capaz de oferecer complementaridade a um ponta-de-lança fixo? Darío Cvitanich apresenta condições para constar de uma lista de prospecção dos clubes europeus. A estatística fala por si: no torneio Clausura 2008, leva 5 golos em igual número de jogos.
O argentino aproveita bem os espaços vazios e denota inteligência de movimentos perto da área. Fisicamente ágil, foge bem às marcações e, embora sem poder de choque, sabe cabecear a preceito.
Ainda jovem (23 anos), tem margem de evolução, joga numa equipa mediana (Banfield) e o custo do seu passe não é proibitivo. Assim o descubram antes que a cobiça de River Plate ou Boca Juniors se concretize.
Para melhor conhecerem Darío Cvitanich, digitem o seu nome no campo de pesquisa do YouTube. O resultado são golos. Para já, aqui ficam dois vídeos referentes a partidas disputadas no corrente mês.
Fonte: ZeroZero e Planeta do Futebol
#5 Prospecção: Stefan Lichtsteiner
Nome completoStefan Lichtsteiner
Data de nascimento
16.01.1984 (24 anos)
Nacionalidade
Suiça (Internacional A)
Altura: 1,81m
Peso: 78kg
Posição
Defesa direito
[Resumo 2007/08] Competição - Jogos / Golos (Minutos)
La Ligue - 26J / 5G (2.222)
Coupe de France - 2J / 1G (230)
Coupe de la Ligue - 1J / 0G (184)
[Dados da carreira]
2006/07 Lille 24J / 0G (1.658)
2005/06 Lille
2004/05 Grasshoppers
2003/04 Grasshoppers
2002/03 Grasshoppers
Dia 15 de Junho, a Suíça, co-anfitriã do Euro 2008™, encerra a participação no Grupo A diante de Portugal, em Basileia, naquele que será o primeiro duelo entre os dois países numa grande competição internacional. Será uma boa oportunidade para observar Stefan Lichtsteiner, dono do corredor direito da equipa francesa do Lille. Internacional A, destacou-se ao serviço do Grasshoppers e esta temporada tem revelado especial apetência pelas redes adversárias. O FC Porto encontra-se à espreita:
O defesa-direito do Lille, Lichtsteiner, é apontado como desejado pelo FC Porto para a próxima temporada. O site Tuttomercato noticiou, ontem, um possível interesse dos dragões no jogador suíço de 24 anos, que tem contrato até ao final da temporada 2008/09.
Muito dificilmente Jesualdo Ferreira contará com José Bosingwa para a época seguinte, graças ao constante assédio por parte de clubes da Premier League. A visibilidade do Euro 2008™ pode significar a concretização do negócio, ficando a SAD do FC Porto com vários milhões para colmatar a perda desportiva. Stefan Lichtsteiner será, concerteza, um dos nomes em cima da mesa.
Fonte: ZeroZero e Lille Site Oficial
sábado, 15 de março de 2008
#1 Ao Raio-X: Vitória de Guimarães
História de prestígio
Na cidade que viu nascer Portugal, o Estádio D. Afonso Henriques liga as memórias da história com o orgulho do presente. Reduto de vimaranenses, afonsinos ou conquistadores, palco do Vitória Sport Clube, também conhecido como Vitória de Guimarães, ali mora o monumento de um futuro que se espera brilhante.
Determinado em prosseguir essa história e acrescentar-lhe novos capítulos de sucesso, o Vitória Sport Clube procura hoje um projecto de renovada ambição, tendo como principal suporte a fidelidade e apoio dos seus muitos associados e adeptos. Conseguirá a cidade de Guimarães voltar a fazer história?
O conquistador do séc. XXI
Para escrever o currículo desportivo de Manuel Cajuda seriam precisas páginas e páginas de papel A4. São 25 anos de carreira e 430 jogos na divisão principal do futebol português, feito que engrandece o percurso de um homem que ousa disputar os lugares de inspiração olímpica.
Por trás de uma máscara exibicionista, esconde-se um treinador competente capaz de aliar teorias do futebol moderno a uma vivência prática de muitos anos. De postura algo polémica e discurso desafiante, o seu modelo de jogo assenta num 4x2x3x1, mas em determinadas circunstâncias existe a sabedoria táctica para procurar esquemas alternativos.
Depois de uma passagem elogiada em Braga, rival minhoto do V. Guimarães, o desafio actual será elevar a fasquia de um clube que deseja intrometer-se na zona das medalhas. A tarefa não se afigura fácil, mas a esperança vive no espírito de conquista de Manuel Cajuda, como se levasse nas mãos a espada do rei fundador.
Artistas do futebol espectáculo
Se o Estádio D. Afonso Henriques fosse uma sala de cinema, o relvado representaria um ecrã panorâmico 16x9 e aos jogadores estaria destinado o protagonismo de um belo filme de futebol.
Aliás, mais importante do que a táctica, vista de forma estática, merece destaque a qualidade técnica de algumas individualidades. Manuel Cajuda soube conciliar a ordem com a mobilidade e improviso dos maiores talentos, respeitando a imagem de um clube habituado à prática de bom futebol.
Como seria de esperar, o "sucesso de bilheteira" tem mais hipóteses de ser atingido quando na presença de óptimos executantes. No sector mais recuado, Geromel distingue-se pela forma como pisa o tapete verde e passeia a sua classe com a bola nos pés. Adivinha-se uma carreira promissora.
Na zona intermediária, graças à liderança de Flávio Meireles, outros talentos encontram espaço para soltar o seu futebol: João Alves, Desmarets e Fajardo, jogador dinâmico e talhado para desequilibrar em qualquer metro quadrado de terreno.
No ataque, o melhor marcador dá pelo nome de Miljan Mrdakovic. Em seu auxílio, referência positiva para Alan e menção honrosa para o argelino Ghilas, vindo do Cannes, uma das supresas da bwin Liga.
O pentágono reforçado por dois quadrados
Quando Manuel Cajuda afirma que o V. Guimarães não tem modelo de jogo, poder-se-ia pensar que o menor enfoque nas questões tácticas revela algum tipo de desconhecimento ou preconceito. Todo o contrário. O diagnóstico desse discurso humorístico aponta para uma forma irónica de gerir "mind games", como se houvesse um especial prazer em provocar momentos de ilusão.
A verdade é que o treinador algarvio aprecia jogos de estratégia e manuseia habilmente diversos conceitos de geometria. A sua forma de jogar assenta, preferencialmente, no 4x2x3x1 como esquema habitual:
A disposição dos jogadores segue predicados posicionais, obedecendo a uma ideia de esqueleto central como forma de garantir equilíbrio entre os vários sectores. Porém, na prática, são as diferentes dinâmicas individuais e colectivas que dão colorido e movimento ao modelo.
No V. Guimarães, é normalmente o trio da zona de construção que oferece essa imprevisibilidade. A imagem seguinte representa o exemplo dessa metamorfose:
O esquema seguinte ilustra um claro exemplo dessa maleabilidade táctica, pois a polivalência e versatilidade dos centrocampistas permite construir a figura geométrica do losango:
Consolidação como 4.º grande
Para além dos normais candidatos ao título, apenas Belenenses, em 1945/46 e Boavista, na época 2000/01, conseguiram alcançar o troféu mais apetecido. Juntamente com Académica, Sp. Braga e V. Setúbal, por exemplo, o V. Guimarães faz parte daqueles clubes que entusiasmaram gerações de adeptos e marcaram um período de maior fulgor na história.
Na presente temporada, o Vitória Sport Clube tem dado passos certos no caminho da visibilidade, mas as derrotas recentes na bwin Liga, frente a Benfica e Nacional, vieram quebrar o sonho da champions league. Para suplantar o degrau da maturidade, falta controlar melhor a ansiedade e saber lidar com a pressão. Só assim será possível transformar o sonho de crescimento em realidade.
quinta-feira, 13 de março de 2008
[Uefa Cup 1/8] Getafe 1-0 SL Benfica
Não sei se o Getafe é o Estrela da Amadora de Espanha, como já tenho lido. Aquilo que sei é que a equipa da zona de Madrid faz a sua estreia em competições da Uefa e jogava sem oito ou nove dos habituais titulares. É certo que o Benfica perdeu a eliminatória na derrota do dia 6 de Março, mas esperava-se mais.
Por conseguinte, não é fácil escrever sobre a partida de ontem. Para quê falar de táctica, quando nem sequer existe um modelo de jogo definido? Para quê falar de talento, quando nem sequer se vislumbra atitude, empenho e motivação? Repetir os mesmos argumentos, torna-se fastidioso. Os principais problemas estão identificados, as razões foram apontadas em crónicas anteriores. Ainda assim, fique ciente o seguinte: a paixão não se perde e a esperança num futuro melhor não esmorece. Resta-nos isso, porque o momento actual é de completa descrença.
Ontem, após a eliminação, peguei no livro de José Marinho "Pela Mística Dentro" e devorei página, atrás de página. Foi a minha forma de esquecer a exibição e uma tentativa de ganhar ânimo com a leitura de estórias e episódios de boa memória. Aconselho o livro a todos. Principalmente nesta altura de maior descrédito, de apagamento da chama benfiquista. Ao contrário de Luís Filipe Viera que teima em anunciar novos ciclos que, com todo o respeito, só analfabetos aplaudem, José Marinho mostra-nos o ciclo da história, levando-nos a acreditar que o percurso do passado pode tocar o sucesso do futuro.
terça-feira, 11 de março de 2008
Política desportiva de aposta na formação
Nos meses mais próximos, a direcção da SAD, liderada por Luís Filipe Vieira, terá a derradeira oportunidade de promover a profissionalização da estrutura de futebol. Espera-se que de uma forma mais tranquila e acertada. Para tal, torna-se fundamental definir um organigrama e atribuir responsabilidades dentro de uma hierarquia conhecida por todos.Para cumprir com o delineado, há que clarificar a figura do director desportivo e definir o perfil do futuro treinador, dentro de parâmetros que respeitem a grandeza da instituição. Assim que o sucessor de Camacho seja apresentado, será possível perspectivar a época 2008/09 em todas as suas vertentes: liderança, comunicação (interna e externa), metodologia de treino, sistema táctico base/alternativo e conceptualização do modelo de jogo.
Outro aspecto, não menos importante, diz respeito à política de contratações. A preferência será dada ao mercado sul-americano, de leste, nacional ou haverá uma maior aposta nos jovens valores que começam a despontar na equipa de juniores? As linhas seguintes são dedicadas ao papel da formação.
No meu entender, qualquer que seja o futuro treinador do Benfica, gostaria de observar uma maior aposta em jogadores vindos da formação. Para mim é ponto de honra. Não significa que o clube encarnado siga a política leonina, porque sou favorável à existência de uma espinha-dorsal constituída por elementos mais experientes. No entanto, sou da opinião que num plantel de, por exemplo, 25 jogadores, o regresso de jovens emprestados e/ou promoção de jogadores oriundos da equipa de juniores. deve corresponder a uma percentagem perto dos 20%. Aqui ficam as minhas razões para uma maior aposta na formação:
Transmissão de sangue novo e frescura física ao colectivo, permitindo pensar num processo de renovação gradual;Dependendo do treinador, sistema táctico preferencial e modelo de jogo asssociado, alguns dos jovens ligados ao Benfica têm primazia sobre outros e as oportunidades necessitam de ser pensadas pela futura estrutura do futebol profissional.
Criação de laços afectivos com os adeptos, possibilitando o aportuguesamento da equipa de futebol;
Identificação com a história do clube, a famosa mística benfiquista, garantindo o aparecimento do sentimento de "amor à camisola";
Harmonia nas relações de balneário, pois o processo de aprendizagem sugere paciência e humildade, dimunuindo focos de desestabilização;
Controlo da massa salarial, potenciando a contratualização por objectivos e premiando o rendimento efectivo.
Ainda assim, supondo que tivesse responsabilidade na(s) escolha(s), adianto a minha visão pessoal sobre algumas individualidades. Começo por Fábio Coentrão. Caso o Benfica mantenha Cristián Rodríguez, ganha força a manutenção do empréstimo do jogador - ao Nacional ou outro clube da bwin Liga - até pelo facto de tanto Di María, como Freddy Adu, pisarem habitualmente o corredor esquerdo. Sobre João Coimbra optaria pela mesma solução. Continuemos. Após uma curta experiência no plantel encarnado, decidia pelo regresso de Miguel Vítor, Ruben Lima e Romeu Ribeiro, enquanto procurava o empréstimo de Yu Dabao a um clube mais competitivo. Esta opção segue os motivos referidos anteriormente. Para cumprir com a percentagem de 20%, atrás evidenciada, ficam a faltar 2 jogadores. Graças ao belíssimo trabalho efectuado por João Alves oferecia a oportunidade a alguns valores, protagonistas de recentes convocatórias de Camacho. O meu destaque vai para:
Nome completoDavid Martins Simão
(camisola 6)
Data de nascimento
15.05.1990 (17 anos)
Internacionalizações: 5
Altura:
Peso:
Posição
Médio interior/ofensivo
[Resumo 2007/08] Edição - Jogos / Golos / Minutos (Amarelos - Vermelhos)
2007/08 Juniores - 20J / 1G / 1.534Min. (3A - 1V)
2006/07 Juvenis A - 17J / 11G / 1.388Min. (1A - 0V)
Nome completoMiguel Alexandre Jesus Rosa
(camisola 10)
Data de nascimento
13.01.1989 (19 anos)
Internacionalizações: 10
Altura: 1,74m
Peso: 67kg
Posição
Médio interior/ofensivo
[Resumo 2007/08] Edição - Jogos / Golos / Minutos (Amarelos - Vermelhos)
2007/08 Juniores - 21J / 12G / 1.845Min. (1A - 1V)
2006/07 Juniores - 16J / 2G / 1.378Min. (0A - 0V)
Nome completoAndré Filipe da Silva Carvalhas
(camisola 7)
Data de nascimento
07.03.1989 ( 19 anos)
Internacionalizações: 35
Altura: 1,66m
Peso: 63kg
Posição
Avançado móvel/Médio ofensivo
[Resumo 2007/08] Edição - Jogos / Golos / Minutos (Amarelos - Vermelhos)
2007/08 Juniores - 23J / 17G / 1.915Min. (3A - 0V)
2006/07 Juniores - 23J / 8G / 2.033Min. (1A - 0V)
A conjuntura actual apresenta um clima de incertidão que aconselha prudência e muitas das decisões estão sujeitas a circunstâncias difíceis de apurar. De qualquer modo, não me vou esquivar ao desafio e avanço com um resumo que espelha as minhas convicções:
Miguel Vítor, defesa central
Ruben Lima, defesa/lateral esquerdo
Romeu Ribeiro/David Simão, médio defensivo/interior
Miguel Rosa, médio interior/ofensivo
André Carvalhas, avançado móvel/médio ofensivo
Esta seria a escolha dos meus 5 magníficos, que perfaz o patamar de 20%. Porém, não fica por aqui. Em Dezembro, por altura da reabertura de mercado, lembrando os empréstimos de Miguel Vítor, Ruben Lima, Romeu Ribeiro e Yu Dabao, tomaria decisão idêntica face a Miguel Rosa e André Carvalhas, salvo a ocorrência de um progresso individual inquestionável. O período compreendido entre Agosto e Dezembro seria de enorme utilidade, pela aprendizagem junto do plantel principal e, após o mercado de Inverno, o intuito passaria por garantir rodagem competitiva noutra realidade. Em substituição destes, ou de outros nomes, sempre dependendo da evolução manifestada, apontaria o plantel de juniores como viveiro preferencial: André Magalhães, 19 anos, lateral direito (português); Leandro Pimenta, 17 anos, médio (português); Fellipe Bastos, 18 anos, médio defensivo (brasileiro); Abdoulaye Fall, 19 anos, médio defensivo (senegalês); Orphée Demel, 19 anos, avançado centro (costa-marfinense); e, Wang Gang, 19 anos, avançado móvel (chinês).
Termino com um pedido aos leitores. Penso que este espaço é de leitura obrigatória, para alguns, e tem vindo a ganhar fidelidade, por parte de muitos outros. Contudo, gostaria que existisse mais feed-back entre mim e os leitores, mais motivos de debate, mais troca de opiniões. O tema relacionado com a aposta na formação incide sobre cenários, conjecturas e hipóteses, mas levanta tópicos de discussão, a meu ver, pertinentes. Digam de vossa justiça e partilhem a vossa visão sobre este aspecto da política desportiva. Obrigado.
segunda-feira, 10 de março de 2008
A demissão de José António Camacho
Penso ser cedo para retirar conclusões imediatas. Daqui por meses, talvez anos, teremos o distanciamento certo para compreender o impacto real desta segunda passagem do treinador espanhol. A meu ver, o futuro vai mostrar que Camacho foi mais vítima do que réu. Nada como o tempo para nos dar essa lição. Por conseguinte, qual a imagem que ficará para as gerações vindouras?
Quando um dia os meus filhos me perguntarem quem foi Camacho, terei de distinguir o homem do treinador. As suas qualidades humanas da competência profissional. Se no primeiro caso faltam-me adjectivos que elogiem o homem, na segunda situação surge-me um sentimento de desconfiança face ao treinador.
Desde a primeira passagem pelos encarnados que enalteço a frontalidade do espanhol, o seu discurso directo e sincero. Inclusive, reconhece-se o apreço que nutria pelo Benfica e o respeito que sempre manifestou em relação à instituição. Também, na hora da despedida, teve um comportamento digno e a sua saída abre espaço para que a Direcção da SAD tenha o tempo necessário para preparar a temporada seguinte.
Contudo, sou da opinião que Camacho apresenta limitações na vertente táctica e na metodologia de treino. Considerem esta apreciação como uma constatação de um leigo habituado a observar o fenómeno desportivo, pois não tenho os conhecimentos técnicos para proceder a uma avaliação objectiva. De qualquer modo, no meu entender, o treinador espanhol é o principal responsável pelas dificuldades na operacionalização de um modelo de jogo adaptado à exigência de um grande clube e co-responsável – juntamente com o departamento clínico e restante equipa técnica – na gestão da condição física da equipa. Para bem da sua carreira, aconselharia seguir o exemplo de outros treinadores e procurar munir-se de mais e melhor formação na área da táctica e do treino. A evolução do futebol exige uma actualização de conhecimentos constante.
Volto ao tópico anterior. Camacho foi vítima ou réu? Penso que foi mais vítima do que réu por dois motivos. Primeiro, porque a responsabilidade da construção do plantel tem de ser associada à Direcção da SAD. Desde há meses que tenho vindo a criticar a planificação desportiva e, ao contrário de muitos benfiquistas, penso que a actual equipa está muito longe de ser a melhor dos últimos dez anos. Segundo, no seguimento da falta de qualidade de alguns elementos do plantel, faço minhas as palavras de Rui Costa quando refere que os jogadores devem assumir as suas responsabilidades. Para além de carências técnicas, nota-se falta de estrutura mental para jogar num clube da dimensão do Benfica.
Por conseguinte, vale a pena comparar a performance do Benfica com a excelente campanha protagonizada pelos Vitórias, de Guimarães e de Setúbal. No futebol de alta competição nada acontece por acaso. Teria muito a escrever, quem sabe noutro post, mas merece a pena destacar alguns pontos. Provavelmente, a Direcção destes outsiders é mais capaz e competente, os treinadores são globalmente melhores e até os jogadores são, porventura, melhores profissionais. De facto, não é normal tanto Guimarães, como Setúbal, mostrarem melhores argumentos futebolísticos quando existe um fosso enorme em termos de orçamento. Como não considero - na generalidade - os jogadores do Benfica inferiores em termos técnicos, a diferença só pode ser encontrada no panorama mental e físico. Se calhar, os jogadores comandados por Manuel Cajuda e Carlos Carvalhal são melhores profissionais, conseguem manter os índices motivacionais num plano elevado e fazem jus ao conceito de atletas de alta competição.
Vale a pena pensar neste último parágrafo. Reflectir sobre as palavras de Rui Costa e prestar atenção à pista deixada por Camacho. Caso o Benfica não siga um caminho mais exigente e profissional – começando na Direcção e acabando no elemento mais modesto – o futuro, a curto prazo, será desastroso. A perspectiva de um supermercado de jogadores e cemitério de treinadores deve assustar qualquer adepto encarnado. Ninguém quer o regresso dos tempos de Manuel Damásio, pois não?
sábado, 8 de março de 2008
Economia e finanças do futebol
Actualidade Resultados Desportivos - Será uma questão de activos?
Analisando a relação entre a política de investimento do Sporting Clube de Portugal no reforço do plantel e os resultados desportivos, verifica-se que, o caminho delineado pela direcção da SAD suporta duas opções estratégicas: por um lado, rigorosa contenção da massa salarial dos elementos que compõem a equipa de futebol; por outro lado, apurada restrição orçamental no reforço qualitativo do plantel leonino. {Ler mais»}
Há dias, analisando os relatórios & contas dos três grandes portugueses, escrevi sobre a relação que se coloca entre a política de investimento no reforço do plantel e os resultados desportivos.
O tema citado acaba por destacar tópicos com cabimento no conceito do site "Futebol Finance", tendo ficado combinado o compromisso de uma participação que se pretende regular e periódica. Julgo tratar-se do estreitar de uma colaboração, com início neste espaço, mas que vem no seguimento do meu especial interesse por assuntos do "Sport Business", visto a minha dissertação de mestrado incidir no estudo dos Activos Intangíveis das Sociedades Anónimas Desportivas.
Para terminar, é minha intenção despertar o interesse pela economia e finanças do futebol, contribuindo para uma maior visibilidade, quer dos meus textos, como do site "Futebol Finance", o qual sugiro visita atenta.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Quando a classe mistura-se com atitude
"Joga cada jogo como se estivesses a defender o título de campeão". A frase é atribuída a Angelos Charisteas. Podia ser aplicada aos ídolos da imagem: Paolo Maldini e Rui Costa. Outra, de Patrick Vieira, faz-nos pensar nalguns jogadores que dão tudo pela equipa: "apenas quando transpiras verdadeiramente a camisola é que a mesma se tornará parte de ti". Contudo, a minha preferida é de Lionel Messi: "joga pelo nome na frente da camisola e lembrar-se-ão sempre do nome nas costas".Em certas alturas, fico a pensar se existe uma razão (racional?) pela qual os adeptos admiram determinados jogadores. Em sentido contrário, porque é que não admitem falhas, de qualquer espécie, em relação a outros? Porque é que Quaresma é, tantas vezes, alvo de assobios, enquanto Lisandro López é merecedor dos maiores elogios? Será pelos golos que o argentino marca? E quando os ídolos da massa associativa são jogadores que pisam terrenos longe da baliza ou até primam pela discrição? O factor de diferenciação encontra eco numa palavra: atitude.
Ontem, ao presenciar a partida do meu clube frente ao Getafe, pude testemunhar esta relação de amor-ódio. Nem sempre os chamados goleadores, ou aqueles jogadores de maior valia técnica, denominados de "artistas", são os mais queridos pelos adeptos. Óbvio que Rui Costa reúne um consenso quase generalizado, mas que dizer de um jogador tipo Bynia, largamente elogiado pela nação benfiquista? O camaronês não se destaca pelo número de golos. Tampouco pela relação com a bola, pois não denota virtuosismo no drible, nem desenvolve jogadas de encantar a plateia. A resposta está, mais uma vez, na atitude. Nas frases de Patrick Vieira e Lionel Messi. Os adeptos de um clube esperam vitórias. Não perdoam é falta de empenho.
No meu entender, um jogador de futebol pode ser definido sob três dimensões: técnica, física e psicológica/mental.
No primeiro caso, os atributos técnicos manifestam-se na recepção, no passe, no cabeceamento, no remate e na qualidade para executar lances de bola parada.
Na segunda situação, valoriza-se a agilidade, a força, a impulsão, a resistência, a velocidade, para citar alguns exemplos.
Para a última dimensão, aquela que mais me interessa de momento, destaco as seguintes características: agressividade, concentração, determinação, inteligência, influência e índice de trabalho. De preferência, misturadas numa "caixinha mágica" a que dou o nome de decisão táctica: saber quando passar a bola; saber como gerir o ritmo; saber como se posicionar, em função dos colegas e dos adversários, da bola e dos espaços; saber como dominar os movimentos de transição. Saber, no fundo, tomar a decisão correcta, no momento certo. Sempre em prol da equipa.
Rui Costa consegue isso tudo com classe. Bynia, por seu lado, cativa pelo empenho. Cada qual, ao seu estilo, joga cada jogo como se estivesse a defender o título de campeão.