sexta-feira, 2 de maio de 2008

[Uefa Cup 1/2] Zenit St. Petersburg 4-0 Bayern Munique

A equipa russa escreveu esta quinta-feira uma página dourada da sua história, já que deixou pelo caminho o poderoso Bayern de Munique de Ribéry, Klose, Podolsky, Toni e C.ª. Antes de comentar as incidências da partida, proponho um breve apontamento sobre o duelo inglês de Stamford Bridge. Não tive oportunidade de seguir a outra meia-final, entre Glasgow Rangers e Fiorentina.
Quanto ao Chelsea-Liverpool, sou levado a concordar com a opinião da generalidade da imprensa: o equilíbrio foi nota dominante, mas desta feita a fortuna sorriu à equipa londrina depois de, num passado recente, ter sido prejudicada pelo polémico golo fantasma, ainda Mourinho liderava os destinos dos Blues. Por falar no "Special One", esta vitória também lhe pertence. Foi o treinador português que escolheu estes jogadores e criou esta equipa. O Chelsea não ganhava o título nacional há 50 anos e era como que o Belenenses lá do sítio. Foi José Mourinho que deu expressão ao futebol dos Blues e permitiu que, agora, Avram Grant recolha os louros.
De resto, a eliminatória valeu pelos 30 minutos do prolongamento, quando as equipas se libertaram de amarras tácticas e encararam o desafio de peito aberto. Os golos foram aparecendo e o espectáculo ganhou intensidade. Provou-se que o Chelsea está em melhor forma e demonstrou maior eficácia nos momentos decisivos. Posto isto, voltemos ao assunto da crónica.
Penso que ninguém esperava uma vitória da equipa russa por números tão expressivos, mas desde os dezasseis-avos-de-final, quando ultrapassaram o Villarreal, que fiquei de olho neste Zenit St. Petersburg. Depois da equipa espanhola, seguiram-se Marselha e Bayer Leverkusen. A meu ver, o favoritismo do Bayern de Munique esfumou-se no jogo da 1.ª mão - empate a uma bola - apesar de estar bem viva a forma como a equipa alemã ultrapassou o obstáculo chamado Getafe. A goleada provou que um misto de eficácia e concentração foi mais do que suficiente para contrariar qualquer tentativa de reacção.
No início da campanha europeia, o nome mais sonante do conjunto russo seria concerteza Dick Advocaat. O treinador holândes já tinha passado por PSV Eindhoven e Glasgow Rangers, curiosamente o adversário da final. Para além dessas experiências mais relevantes, em termos de clubes, chegou a ser seleccionador do seu país (de 1993-1995 e 2002-2004), tendo liderado os destinos de Emiratos Árabes Unidos e Coreia do Sul, antes de partir para a aventura russa. Por conseguinte, há alguns meses, a estrela mais cintilante nem pisava o rectângulo de jogo.
Depois desta caminhada fantástica, as estrelas surgem, agora, no relvado. Um dos jogadores que mais se tem destacado é Andrei Arshavin. Trata-se de um n.º 10 talentoso, eleito melhor jogador russo em 2006, tendo falhado o jogo da 2.ª mão devido a castigo. De qualquer modo, a qualidade começa na baliza. Malafeev é um digno representante da escola soviética e séria opção para defender as redes da selecção russa no Euro 2008. No quarteto defensivo, à direita, Anyukov deu nas vistas pela forma como domina as transições pelo seu corredor. Daí para a frente, Fayzulin, Denisov e o argentino Dominguez, ex-River Plate, são jogadores de grande qualidade e bem referenciados junto dos grandes emblemas europeus. Para finalizar, o surpreendente Pogrebnyak, actual melhor marcador da Taça UEFA, com 11 golos.
O futebol russo encontra-se em bom momento, graças à união de dois vectores: por um lado, a crescente capacidade de investimento que engorda os orçamentos dos principais clubes; por outro lado, a formação continua a marcar pontos, mantendo-se fiel a predicados científicos de uma escola muito valorizada no passado. O Zenit St. Petersburg já supreendeu o mundo do futebol e, daqui para a frente, devemos estar ainda mais atentos ao fenómeno, incluindo a possibilidade de encarar oportunidades na prospecção.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

[Champions League 1/2] Man Utd 1-0 Barcelona

Mais do que o confronto entre o futebol inglês e espanhol, a expectativa residia sob o desafio entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Qual deles seria mais brilhante, ao ponto de alcançar a tão ambicionada final? O português caminha, a passos largos, para a consagração como o melhor do mundo, mas foi um inglês a resolver a contenda: Paul Scholes, 33 anos, nacionalidade inglesa, 16.ª época ao serviço do Manchester United. O golo foi absolutamente fantástico e...decisivo.
Curiosamente, o remate certeiro do experiente médio cenoura representa o único elo de ligação com o típico futebol protagonizado por Manchester United. O momento da noite, ao minuto 13, foi 100% inglês: no remate de meia-distância, na naturalidade do autor, nos festejos dos adeptos. De resto...bem, qualquer semelhança com o futebol inglês é pura coincidência. É a italianização do futebol.
Quem observou a forma como o Manchester se comportou neste duplo confronto com o Barcelona, não pode ter deixado de reparar no tacticismo revelado por Alex Ferguson. Desenganem-se aqueles que esperavam um tipo de futebol vistoso e espectacular, feito de posse e constante pressão alta, orientado para um ataque sem tréguas. Nada disso. O Manchester, na figura do seu treindor, entendeu que para fazer parte da história é mais importante dominar os equilíbrios colectivos do que propriamente dominar o jogo. Recordam-se da forma cínica como a equipa inglesa jogou no Olímpico de Roma?
Bem sei que a final, a disputar em Moscovo, será entre dois clubes ingleses. Mas, será suficiente para afirmar que o futebol britânico domina a Europa? Sim e não. Obviamente, que são os clubes ingleses que merecem os mais rasgados elogios, mas convém não esquecer que o melhor jogador do United é português, o treinador do Liverpool é espanhol e os plantéis incluem línguas e culturas dos mais variados pontos do globo. Até o futebol é diferente. Mais continental, como é costume afirmar. Por outras palavras, o futebol inglês, para evoluir e lutar por troféus, teve de renegar parte da sua identidade e tornar-se mais latino. O tema merece reflexão e daria um bom motivo de conversa.
Para finalizar, mais um dado estatístico: nas eliminatórias frente a Roma e Barcelona, o Manchester não sofreu qualquer golo. Foram 4 partidas com as redes invioláveis. Será que o receio de perder sobrepõe-se à vontade de vencer?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

#11 Prospecção: Guillaume Hoarau

Nome completo
Guillaume Hoarau
Data de nascimento
05.03.1984 (24 anos)
Nacionalidade
Francesa
Altura: 1,91m
Peso: 76kg
Posição
Avançado centro


[Resumo 2007/08] Competição - Jogos / Golos (Minutos)
Ligue 2 Orange - 34J / 27G (7 penalty) (3.059)
League Cup - 2J / 1G (95)
French Cup - 3J / 2G (285)

[Dados da carreira] League 2
2006/07 Gueugnon - 21J / 8G (1.763)
2006/07 Le Havre - 5J / 0G (145)
2005/06 Le Havre - 28J / 4G (724)
2004/05 Le Havre - 9J / 1G (151)
2003/04 Le Havre - 1J / 0G (16)

Os números impressionam: com 27 golos apontados em 34 jornadas, Guillaume Hoarau é o melhor marcador da presente edição da Ligue 2, em França. Nascido na distante ilha da Reunião, o ponta-de-lança tem nacionalidade francesa e pontifica nos quadros do Le Havre, actual líder da tabela quando faltam 4 jogos para o seu término. Após uma passagem no Gueugnon (por empréstimo), tem sido a principal revelação do segundo escalão francês, despertando já o interesse de clubes de maior gabarito. Exemplos? Lens e AS Roma.
Que dizer quanto às principais qualidades futebolísticas de Guillaume Hoarau? Para começar, sobressai pela enorme estatura (1.91m) mas, pelas informações que disponho, trata-se de um avançado equilibrado: demonstra inteligência para fugir às marcações e capacidade em recuar para procurar a bola. É destro e, sem ser explosivo, possui atributos técnicos acima da média, assim como intuição na cara do golo. Como o Le Havre joga habitualmente em 4x4x2, costuma ter o montenegrino Nicola Nikezic como colega de sector.
Para finalizar, diga-se que Guillaume Hoarau tem vindo a apresentar evolução extremamente positiva, tornando-se num ponta-de-lança bastante interessante para constar nos cadernos de prospecção de clubes de maior dimensão. Para clubes portugueses, com alguma capacidade financeira, seria uma séria opção a ter em conta. Sem dúvida, um nome a reter.


Fonte: ZeroZero e French Football League

terça-feira, 22 de abril de 2008

#10 Prospecção: Dieumerci Mbokani

Nome completo
Dieumerci Mbokani Bezua
Data de nascimento
22.11.1985 (22 anos)
Nacionalidade
Rep. Dem. do Congo
Altura: 1,85m
Peso: 75kg
Posição
Avançado centro


[Resumo 2007/08] Competição - Jogos / Golos (Amarelos/Vermelhos)
Championnat - 24J / 9G (2/-)
Coupe de Belgique - 4J / 2G (1/-)
Uefa Cup - 2J / 1G (-/-)

[Dados da carreira]
Na época 2006/07 teve 8 aparições na equipa principal do Anderlecht e marcou 5 golos. É descrito, pela imprensa belga, como o próximo Didier Drogba.

Já ouviram falar de um ponta-de-lança fisicamente possante, nascido em Kinshasa, na República Democrática do Congo? Não, não me refiro a Ariza Makukula. Trata-se de Dieumerci Mbokani, avançado que, recentemente, sagrou-se campeão pelo Standard de Liège, equipa treinada pelo nosso bem conhecido Michel Preud´homme. Na partida do passado fim-de-semana contribuiu, decisivamente, para a vitória frente ao rival Anderlecht, com a obtenção de 2 golos.
Estamos, sem dúvida, perante mais uma pérola africana, com imensa margem de progressão. Inclusive, a imprensa belga aponta o jovem congolês como o futuro Didier Drogba. Desde logo, assemelha-se ao avançado do Chelsea pelos fantásticos atributos físicos e, nesta temporada, tem revelado razoável acerto na hora de finalizar, com um registo de 12 golos em 30 presenças na equipa principal (20 como titular).
Para terminar, diga-se que está ligado contratualmente ao Standard de Liège até 2012, mas estaria aqui uma oportunidade de negócio muito interessante para alguns clubes portugueses. No meu entender, creio que estamos perante um n.º 9 de enorme futuro.


Fonte: ZeroZero e Standard de Liège Site Oficial

segunda-feira, 21 de abril de 2008

E se fosse Michel Preud´homme...

...o novo treinador do Sport Lisboa e Benfica? Como forma de esquecer uma semana negra, que me dizem analisarmos a carreira de um homem que tão boas recordações deixou na nação benfiquista?
A imprensa desportiva, fazendo jus à sua genética especuladora, já avançou imensos nomes para futuros treinadores do clube encarnado. Assim de repente, podendo me esquecer de algum, recordo-me de: Jorge Jesus, Manuel Cajuda, Humberto Coelho, Carlos Queiróz, Alberto Malesani, Marcelo Lippi, Roberto Donadoni, Luiz Felipe Scolari, Michael Laudrup.
Voltemos a Michel Preud´homme. Atentem na notícia:

Preud´homme conduz Standard Liège ao título de campeão

O Standard Liège sagrou-se este domingo campeão belga, algo que já não acontecia desde 1983. O antigo guarda-redes do Benfica Michel Preud´homme é o grande responsável pelo feito do clube.
O Standard Liège conquistou o nono título do seu palmarés depois de vencer o rival Anderlecht por 2-0, beneficiando também do empate (0-0) do Club Brugge no reduto do Gent.


[Dados da carreira] Depois dos relvados

2006/07 Standard Liège - Treinador (A partir de 30 de Agosto de 2006)
2005/06 Standard Liège - Director Desportivo
2004/05 Standard Liège - Director Desportivo
2003/04 Standard Liège - Director Desportivo
2002/03 Standard Liège - Director Desportivo
2001/02 Standard Liège - Treinador
2000/01 Standard Liège - Treinador
1999/00 S.L.Benfica - Director De Relações Internacionais

Já sabemos que não existem treinadores perfeitos. Estes, caso existam, encontram-se em Manchester, Liverpool, Milão ou, nos últimos meses, Setúbal. Por outras palavras, os treinadores de top estão fora das possibilidades financeiras permitidas pela SAD encarnada, existindo até a dúvida de, neste momento conturbado, o clube poder apresentar um projecto estável e ambicioso.
Deste modo, trata-se de um ponto a favor do belga: a sua contratação poderia cumprir desígnios ligados a plataformas orçamentais e, aos olhos dos benfiquistas, é um treinador que pode atingir a marca da perfeição. Na baliza, deixou um registo de qualidade superior. Se for tão bom a treinar, como era a defender...
A circunstância de Michel Preud´homme ser um nome admirado e respeitado pela nação encarnada joga, sem dúvida, a seu favor. À partida, seria muito bem recebido e os focos de insatisfação - nem José Mourinho reuniria unanimidade - seriam pouco visíveis e sem expressão. Para além disso, o treinador belga defendeu as redes do clube desde a época 1994/95 até 1998/98 (5 temporadas) levando-o a interiorizar a tão famosa mística. Em suma, o seu conhecimento do futebol português, das suas idiossicracias e funcionamento muito próprio, apontariam para uma adaptação feita à velocidade da luz.
Para finalizar, nem tudo se resume a um amontoado de afectividades e lembranças. Há curriculum para apresentar e trabalho prático para ser valorizado. O título conquistado este fim-de-semana é sinal de que estamos perante um treinador ambicioso e competente. Ainda por cima, é adepto do 4x4x2 clássico, sistema táctico mais do agrado de sócios e adeptos encarnados.
Estes foram alguns dos pontos fortes que me levaram a colocar a hipótese de Michel Preud´homme poder vir a ser treinador do Benfica para 2008/09. E os leitores? Querem contrariar, enumerando prováveis desvantagens desta opção? Qual a vossa opinião?

#9 Prospecção: Toni Kroos

Nome completo
Toni Kroos
Data de nascimento
04.01.1990 (18 anos)
Nacionalidade
Alemã
Altura: 1,80m
Peso: 68kg
Posição
Médio centro


[Resumo 2007/08] Competição - Jogos / Golos (Minutos)
Bundesliga - 8J / 0G (-)
DFB Pokal - 2J / 0G (-)
Uefa Cup - 5J / 1G (-)

[Dados da carreira]
Uefa Sub17 4J / 3G
Melhor marcador da fase final 2007

Seguindo os passos de históricos médios centro (quem não se lembra de Lothar Matthaeus), o Bayern Munique conta, nas suas fileiras, com um digno representante da tradição germânica: Toni Kroos.
Ainda bastante jovem (18 anos) tem tido fugazes aparições no onze titular do líder da Bundesliga, mas vai ganhando minutos e experiência numa clara aposta de futuro. Já na competição Sub17, foi o melhor marcador do evento, à frente do inglês Victor Moses, carregando a sua equipa às costas e assumindo a condução e, muitas vezes, a conclusão das iniciativas ofensivas da sua selecção.
Trata-se de um médio ofensivo ou segundo ponta de lança, mas gosta particularmente de assumir a condução de jogo ofensivo desde trás e de ter liberdade para aparecer também sobre os flancos, prefencialmente à esquerda, tirando partido depois de diagonais em direcção ao centro, de forma a aplicar o seu excelente remate de pé direito. Para além destes predicados, demonstra velocidade, capacidade de aceleração, potência física e uma técnica individual bem acima da média, o que lhe permite criar inúmeros desequilíbrios no um para um e realizar várias assistências para finalização em zonas próximas da área. Para complementar o protagonismo evidenciado no passe e no bom posicionamento, revela-se como um bom marcador de lances de bola parada, tanto directos como indirectos.
Em suma, apesar da natural margem de progressão, pode estar aqui o sucessor de Michael Ballack.


Fonte: ZeroZero e Bayern de Munique Site Oficial

sábado, 19 de abril de 2008

Manifestação "Orgulho Benfiquista"

A ideia surgiu na comunidade de adeptos SerBenfiquista: Um grupo de adeptos indignados pela situação de crise em que se encontra o Sport Lisboa e Benfica decidiu convocar uma manifestação em frente ao Estádio da Luz, no SÁBADO, DIA 19 DE ABRIL DE 2008, pelas 15h00, para todos os adeptos que desejam a marcação de eleições antecipadas.




Entretanto, sabe-se que a manifestação marcada este sábado para o Estádio da Luz, por adeptos do Benfica insatisfeitos com o actual momento do clube, resultou na recolha de cerca de 100 assinaturas...(ler mais).

Não estive presente na dita manifestação. Primeiro, porque não tinha disponibilidade para tal. Segundo, porque não concordava a 100% com as consequências que daí poderiam advir. Esta foi a razão principal, pois em situação limite arranjaria sempre oportunidade para expressar o meu ponto de vista.
Comecemos por uma breve introdução. Sou sócio há perto de dezoito anos, com o n.º 25.998 e votei, apenas, numa ocasião. Foi numa noite longíqua em que Vale e Azevedo tornou-se o 32.º presidente da história do clube. Ao contrário de vários amigos, e da maioria dos benfiquistas, os meus 20 votos foram para Luís Tadeu. Desde sempre me pareceu um homem sério que poderia encarnar o rosto de uma mudança responsável e honesta. Depois, a seu favor goza o facto de encontrar-se longe do denominado grupo de "abutres" que, em momentos de crise, aparecem invariavelmente na comunicação social. Nunca votei em Luís Filipe Vieira.
Quem visita este espaço, sabe que não tenho especial simpatia e admiração pelo actual presidente. Nunca apreciei o discurso demagógico e populista, assim como a forma dúbia como se relaciona no mundo do futebol. Trata-se de um homem que não me inspira confiança, com um passado passível de ser questionado. Está longe de representar o meu ideal de presidente de uma instituição como o Sport Lisboa e Benfica.
Desde há sensivelmente dois anos que venho alertando para o avolumar de erros desportivos e as consequências que, mais tarde ou mais cedo, iríamos sentir. Não vale a pena repetir ad eternum os mesmos argumentos, mas a crise de resultados é elucidativa do estado calamitoso a que chegou o clube. Creio que o tempo de Luís Filipe Vieira está a esgotar-se e acredito que o futuro espreita num cenário de renovação.
Contudo, mesmo desconfiando do anunciar de novos ciclos , de reformulações ou remodelações meramente conjunturais, sou avesso a decisões revolucionárias levadas pelo sabor da precipitação. Pior do que uma liderança a roçar a incompetência seria o cenário do poder cair nas mãos erradas, tal como aconteceu num passado recente. Prefiro a reflexão face a estados de alma desprovidos de razão. Sou favorável à manutenção do bom senso ao invés da instalação do caos generalizado.
Quer então dizer que a manifestação não surtiu qualquer efeito positivo? Antes pelo contrário.
Por um lado, porque a crítica fundamentada tem de ultrapassar a barreira das palavras. Torna-se crucial que cada benfiquista descontente dê o melhor de si, apresentando soluções e contribuindo, da melhor forma possível, para o sucesso do clube. Sem passar do mundo das ideias para a prática dos actos, as palavras perdem impacto e a crítica pode ser adjectivada como desonestidade intelectual.
Por outro lado, os acontecimentos desta tarde - não me refiro ao triste espectáculo verificado no Seixal - tiveram o condão de despertar consciências, levando-nos a pensar na melhor opção para o rumo a seguir. Pelo menos, neste domínio, a manifestação serviu para agitar a nação benfiquista, mostrando que sócios e simpatizantes não estão completamente indiferentes e resignados.
A minha maior esperança reside no facto de existir, na comunidade online de adeptos e na blogosfera, massa crítica disponível para esgrimir argumentos e debater ideias concretas. É certo que o movimento não teve expressão visível. Mas, são os pequenos passos que fazem as grandes caminhadas.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

[Taça de Portugal 1/2] Sporting CP 5-3 SL Benfica

Como começar a crónica de um derby que mais pareceu uma partida de matraquilhos? O que escrever numa altura destas? Quem está habituado aos meus comentários conhece, concerteza, a minha visão sobre o dia-a-dia encarnado. Repetir, pela milionésima vez, as mesmas críticas e argumentos é uma perda de tempo. Inclusive, tentei apontar soluções, quando escrutinei questões como a política desportiva e a estrutura organizacional, mas penso que chegou a hora de substituir as palavras por actos de mudança sérios.
Vamos debater as incidências da partida. A estratégia de colocar Di María como avançado solto, acompanhado por Nuno Gomes, resultou muito bem. Sabendo que o Sporting ia procurar ter o domínio do jogo, era natural que sobrasse espaço nas costas da defesa leonina. Esse hiato de relvado foi bem aproveitado pela m(a)estria de Rui Costa, aliado à irreverência de Rodríguez e, lá está, graças à mobilidade e velocidade do argentino.
Ao intervalo, o resultado era justo. Porventura, até poderia ter números mais expressivos, mas abstenho-me de opiniões sobre a arbitragem. Depois da vergonha (não me ocorre outra expressão) da derrota 0-3 com a Académica, os jogadores davam mostras de querer reagir à adversidade de uma época feita de equívocos. Pura ilusão.
A dada altura, recebi um telefonema do meu amigo Jorge Diogo, sportinguista presente no estádio. As suas palavras eram de total resignação. Chegou a dizer-me que o Di María era um belíssimo jogador, inúmeras vezes mal aproveitado. Nem o mais acérrimo sócio leonino acreditaria na reviravolta.
Na segunda parte, tudo diferente. O Benfica demasiado recuado, a defender em cima da área, perdendo o domínio e controlo do jogo. Algumas pedras nucleares foram mostrando défice físico e a intensidade posta nos duelos individuais começou a pender para os homens vestidos de verde. Adivinhava-se um golo, a qualquer momento. Após o 1-2, sentia-se que os jogadores do Benfica estavam mais expostos ao erro individual e jogavam sem confiança. Sem mentalidade. Os percalços da temporada tiveram o condão de desestabilizar o balneário e a questão anímica torna-se elemento crucial. De qualquer modo, creio que o problema vai para além do que se passa no relvado: é extra-futebolístico. Cada um dos sócios e adeptos encarnados que retire as devidas ilações.
Ironicamente, o Sporting teve uma atitude a fazer os velhos tempos do Benfica: mesmo diante das maiores contariedades, nunca desistiu e soube reagir com enorme atitude e eficácia. Pouco há a dizer sobre a justiça do resultado. Quanto aos números do marcador, por muito que custe, temos de encarar a realidade dos factos e, nesse sentido, relembrar as maiores goleadas do Sporting ao Benfica:

5-0
18.10.1936
Campeonato de Lisboa
Campo das Amoreiras

5-0
14.12.1941
Campeonato de Lisboa
Campo Grande

6-1
16.02.1947
Campeonato Nacional
Campo do Lumiar

5-1
14.11.1948
Campeonato Nacional
Estádio do Jamor

7-1
14.12.1986
Campeonato Nacional
Estádio José de Alvalade

Temos de assumir, de uma vez por todas, que para os lados da Luz existem problemas graves a serem resolvidos. Estamos perante uma verdadeira crise desportiva que ameaça dinamitar toda uma instituição, longe do seu passado glorioso. Na minha perspectiva, é urgente tomar medidas, pois os paliativos já não curam a doença.
Saliento a presença de nove mil benfiquistas em Alvalade e demonstro o meu apreço pelo apoio incondicional que sempre têm demonstrado. Nos melhores e piores momentos, sabem marcar posição de forma apaixonada. Aproveito, também, para felicitar aqueles treze adeptos que, durante a semana, se dirigiram ao Seixal em busca de explicações. Proponho que numa próxima ocasião os nove mil se juntem aos treze. Estamos à espera de quê? De mais um vexame nacional, agora no Estádio do Dragão? Chega de palavras vãs e passemos a actos que defendam o bom nome do nosso clube.
A este propósito, termino com uma mensagem de um sócio benfiquista que todos conhecem: António Ramos, o "Barbas", sócio n.º 6.111. Vale o que vale, mas pode (e deve) ser encarado como um sinal.

Barbas lança apelo: «Basta!»
CARTA ABERTA AOS SÓCIOS ENCARNADOS

"(...) Bem sei que a equipa do Benfica ficou aquém das expectativas, está com um plantel desequilibrado, carente de mais qualidade, mas penso que chegou a hora de todos os benfiquistas dizerem “basta”!

(...) Basta de sermos a única equipa que arrasta os sócios e simpatizantes aos estádios deste País, permitindo aos clubes as suas maiores receitas da época, ou seja o seu Euromilhões, e depois os seus dirigentes lançam autênticas passadeiras vermelhas aos dirigentes do FC Porto!

Por tudo isto e por muito mais que o espaço certamente me permitiria, venho lançar um desafio a todos os benfiquistas, aqueles que são verdadeiros sócios e não apenas aos notáveis, para um almoço/convívio a ter lugar no final da época, onde discutiremos todos estes assuntos – os mesmos serão debatidos e encontraremos as soluções dos procedimentos que os sócios e adeptos benfiquistas deverão adoptar para mostrar ao Mundo a força do Benfica!"

António Ramos, "O Barbas" Sócio n.º 6.111 do SLB

sábado, 12 de abril de 2008

[bwin Liga 26.ª jornada] SL Benfica 0-3 Académica

Cheguei do Estádio da Luz, comi uma peça de fruta e, como não poderia deixar de ser, sentei-me em frente ao computador, a ler as mais diversas reacções à "catástrofe" desta noite.
Começo por afirmar que o momento mais triste não foi protagonizado por Miguel Pedro, Berger ou Luís Aguiar. Faltavam cerca de 10 minutos para o final quando vejo uma miúda, que deveria ter entre os 10 a 12 anos, levada pela mão de um Pai inconsolável. Quando passaram perto de mim, ouço a seguinte frase: "Pai, eu não disse que preferia ter ido ao McDonald's"?
Depois da exibição bem conseguida no Bessa, os adeptos compareceram em número bastante considerável. Na blogosfera identificada com o ideal encarnado, foram vários os pedidos para uma comparência em massa, quase como um chamamento à esperança que resta(va) até ao fim da temporada. Mais uma vez o público correspondeu. Mais uma vez saímos defraudados. Desanimados. Envergonhados.
A "Briosa" não vencia os encarnados como visitante desde a época 1953/54 mas igualou a pior derrota caseira de sempre das águias em jogos do campeonato nacional. Nem o mais faccioso adepto de capa e batina esperaria tal resultado. A realidade não podia ser mais irónica e cruel.
Quando relembro a desconfiança respeitante a Edcarlos, fico perplexo como aos 4 minutos Luisão consegue fazer o impensável: falha colossal num atraso de bola e o avançado da Académica a entrar na área encarnada e a abrir o marcador. Após o "filme de terror" realizado por Luisão, a restante sequência protagonizada pelo "girafa" e pelo seu colega Nélson, foi como se nas bancadas estivéssemos a assistir a uma trágico-comédia. Será que Luís Filipe, Edcarlos e Maxi Pereira fariam melhor? Quando a dúvida se coloca é porque o "filme" já acabou há muito e ficámos estáticos a olhar para um "pano negro".
Chegou a hora de uma intervenção mais pessoal. Depois do terceiro golo, pensei que havia ameça de bomba ou tinham raptado a águia Vitória. Vi um mar de gente a abandonar o Estádio mas, como sempre, fiquei até ao fim. Chamem-me masoquista. É certo que nos últimos 20 minutos já não falava com ninguém. Limitava-me a tapar as mãos, com frio, e a olhar para o relvado com aquele semblante de quem já viveu situações semelhantes, num passado não muito distante. O jogo teve 90+4 minutos, porque se tivesse prolongamento poderia ter vindo para casa com uma derrota de mão cheia.
Hoje, a "Catedral" estava repleta de famílias e crianças, talvez pelo facto dos menores de 18 anos não terem de pagar bilhete. Perto de mim, estavam novos e velhos, homens e mulheres. Eu tenho trinta e três anos, sou sócio há dezassete e hoje senti-me como um elemento de uma geração à parte. Por um lado, é visível o desencantamento no olhar daqueles que têm quarenta, cinquenta ou mais anos. Agitam-se nas bancadas. Barafustam. Mas, acabam por não resistir ao desgosto e terminam derrotados. Perderam a esperança. Por outro lado, é notória a resignação na cara daqueles que ainda lutam com o borbulhar da adolescência. Agitam-se nas bancadas, mas sem a paixão dos mais velhos. Barafustam, mas falta-lhes o espírito de vitórias e a presença da história. Entende-se o fenómeno quando olhamos para as estatísticas: um adepto do FC Porto com dezoito anos, já viu o seu clube campeão em doze ocasiões. Assim, compreende-se quem prefira ir ao McDonald's.
Não querendo generalizar, até porque o sentimento não escolhe idades, julgo que pertenço a uma geração que está no limiar de dois mundos. Da glória e do fracasso. Pertenço ao tempo em que o Benfica partilhava o domínio nacional com o FC Porto e dividia campeonatos. Pertenço a um tempo de dirigentes ainda competentes, de treinadores qualificados, de jogadores de classe. Porém, também fui observando o lado escuro da decadência, da quebra de hegemonia desportiva e do declínio financeiro. Não vivi o período dourado das conquistas europeias, mas senti as noites "infernais" do antigo Estádio da Luz. Talvez esteja na fronteira: já sou velho para saber decifrar o peso da história, mas ainda sou novo para não perder a esperança.
Esta noite, ao terminar o jogo, apeteceu-me um regresso ao passado. Lembrei-me de como há dez ou quinze anos atrás, este resultado teria consequências completamente diferentes. Desde logo, jogadores e dirigentes sentiriam a fúria de valentes milhares de adeptos que não arredariam pé tão cedo. Violência nunca, mas um clamor colectivo na hora certa faz milagres.
O futuro não se conquista com falinhas mansas, mas sim com o legítimo direito à indignação. Lembram-se do FC Porto antes de José Mourinho? Recordam-se dos cânticos utilizados? Essas frases de "joguem à bola, palhaços joguem à bola" e "são uma vergonha, vocês são uma vergonha", serviram, como gritos de união no balneário de um FC Porto que venceu a Taça Uefa e a Liga dos Campeões, nos anos seguintes.
Sou a favor de apoio incondicional durante 90 minutos, mas não consigo tolerar, de ânimo leve, exibições como a desta noite. Não há desculpas. Os jogadores mereceram todos os assobios e impropérios no final da partida e, se calhar, ainda ficou aquém. Neste sentido, durante toda a época desportiva, as claques fazem o seu trabalho fantástico de apoio e paixão por uma causa, mas são acéfalas e cegas na hora em que se devia abanar o status quo. Aquela ladainha no final do jogo é irritante. A atitude correcta, no momento certo não é uma forma de criticar o Benfica. É uma forma de ajudar a torná-lo mais forte, como forma de agitar mentalidades e promover a mudança.
Durante a semana, após a bela exibição no Bessa e, principalmente, derivado de acontecimentos ligados à arbitragem e aos casos de corrupção, desejei que o Estádio da Luz apresentasse uma moldura humana que fosse o espelho fiel da união e força benfiquista. Pela blogosfera pedia-se que o patamar dos 50.000 fosse ultrapassado. Os adeptos sempre responderam. A equipa é que nunca soube receber esse apoio. Não ganhámos ao FC Porto. Nem ao Sporting. Tampouco ao Braga. Nem ao Nacional. Idem para o V. Guimarães. Nem sequer ao Getafe. Na bwin Liga, perdemos dezoito pontos em casa. Hoje foi a gota de água. A paciência esgotou-se.
No próximo jogo, frente ao Belenenses, o meu pedido é diferente. Não vão ao Estádio. Fiquem em casa, a ver pela televisão ou escolham outro programa mais interessante, desde que não seja o McDonald's. A sério, não vão. Esqueçam a fasquia dos 50.000 ou prenúncios de casa cheia. O ideal mesmo seria uma lotação a rondar os níveis de Leiria. Vamos tentar contribuir para o fenómeno das bancadas vazias, como sinal de protesto. Talvez os jogadores não sintam a pressão da nossa presença.
Depois, frente ao V. Setúbal, esqueçam estas últimas linhas. Na despedida, o Rui Costa merece um estádio com 65.000 almas a cantar.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O regresso do futebol inglês

Pelo segundo ano consecutivo, o futebol inglês mostra a sua força: Chelsea, Liverpool e Manchester United atingem as meias-finais da Champions League. A diferença está no nome do clube que acompanha os três clubes ingleses: na temporada 2006/07 a língua italiana intrometeu-se e, curiosamente, o AC Milan foi o vencedor; na presente época é o Barcelona que faz parte do quarteto. Trata-se do regresso do futebol inglês?

Façamos uma breve retrospectiva histórica. Em finais da década de 70, inícios de 80, os clubes ingleses dominavam o panorama futebolístico europeu. Senão vejam:

1983/84 Liverpool
1982/83 Hamburgo
1981/82 Aston Villa
1980/81 Liverpool
1979/80 Nottingham Forest
1978/79 Nottingham Forest
1977/78 Liverpool
1976/77 Liverpool

Já agora, anos antes, diga-se que Ajax e Bayern de Munique venceram por três vezes consecutivas. A equipa holandesa, liderada por Johan Cruyff, de 1970/71 a 1972/73. O clube bávaro, superiormente assistido pelo emblemático Franz Beckenbauer, de 1973/74 a 1975/76.
Voltemos ao futebol britânico. Torna-se impressionante como em oito épocas, apenas o Hamburgo conseguiu intrometer-se entre Liverpool, Nottingham Forest e Aston Villa. O domínio era quase absoluto.
O incremento do hooliganismo acabou por ditar o fim do império. Com efeito, o ponto de viragem deu-se na final de 1984/85, que o Liverpool perdeu com a Juventus de Platini. O resultado pouco importa, pois a tragédia de Heysel, em que morreram 39 pessoas, dificilmente será esquecida. Consequência: os clubes ingleses foram castigados exemplarmente, tendo ficado impedidos de participar nas competições europeias durante cinco longos anos. Foi o período da travessia no deserto.
No final da década de 80, o futebol italiano assume a pole position da visibilidade. Quem não se lembra, por exemplo, das inúmeras Taças Uefa conquistadas por clubes transalpinos e do fabuloso AC Milan de Arrigo Sacchi. Tal facto era encarado, pelo mundo do futebol, como um natural ciclo do poder.
Avancemos até ao momento actual e observem os dados do quadro seguinte:

Olhando para a imagem, acima representada, conclui-se que o Real Madrid marca os anos 90 e início da década seguinte. Nessa altura, em Portugal, a Sport TV dava os primeiros passos e quem não se recorda das fintas de Figo e dos golos de Ronaldo? Era a fase da Liga das Estrelas. Porém, nos últimos tempos, o predomínio espanhol tem vindo a esbater-se, acentuadamente, em favor do futebol inglês. Quais as razões para esse ressurgimento?
Os factores que levaram ao domínio da década de 80, são ligeiramente diferentes na conjuntura actual. Obviamente, não há grandes equipas sem bons jogadores, mas as causas para um novo ciclo de poder manifestam-se nas seguintes premissas: dinheiro, leia-se capacidade de investimento na qualidade dos plantéis, em grande parte graças ao enorme crescimento das receitas televisivas; renovação de mentalidades, ao nível da metodologia de treino e conceptualização do modelo de jogo, a que não é alheio uma maior abertura a jogadores e treinadores estrangeiros.
Os tempos do típico futebol britânico, demasiado dependente do jogo directo e da famosa expressão "kick and run", são princípios do passado, utilizados em circunstâncias muito especiais. A este propósito, veja-se a nacionalidade dos treinadores do momento: Chelsea (Avram Grant, israelita); Liverpool (Rafa Benítez, espanhol); e Manchester United (Alex Ferguson, escocês). Some-se a passagem inovadora de José Mourinho pelos relvados de Sua Majestade e acrescente-se o facto do onze titular do Arsenal não ter qualquer jogador inglês. As diferenças do jogar são sintomáticas e, presentemente, ninguém estranha ver o Manchester United jogar em Roma como uma equipa italiana. Sinais dos tempos.
Acredito que os próximos quatro ou cinco continuarão a ser marcados pelo poderio do futebol inglês mas, como em tudo na vida, chegará a altura de um novo ciclo. Na minha opinião, será o futebol italiano a marcar, novamente, posição. É certo que o Calcio encontra-se a viver um período de reduzido fulgor, uma fase de menor espectacularidade. Os escândalos de corrupção e os casos constantes de agressões entre adeptos, têm o condão de manchar o futebol italiano, levando grande parte dos jogadores a ameaçar preferir outros campeonatos. Para piorar, prováveis investidores - como magnatas do tipo Roman Abramovich - seguem o vento da globalização e deslocalizam os seus milhões para paragens mais atraentes.
No entanto, se o presente é negro, o futuro pode ser colorido. A paixão pelo jogo nunca esteve em causa e o país futebolístico dispõe de escolas de formação de topo e profissionais do melhor que o mundo tem para oferecer. Aliás, no meu entender, os melhores treinadores (na generalidade) encontram-se no Calcio o que leva a crer que, assim resolvidos alguns dos problemas identificados, o futebol italiano poderá voltar a ser dominante. Até que esse dia surja no horizonte, é tempo de olhar para o regresso do futebol inglês.