Posse de bola determinantePortugal dominou o jogo, o que é visível pela percentagem de posse de bola. Ao intervalo tinha 63 por cento e até marcar o primeiro golo o jogo foi praticamente de sentido único. A equipa de Luiz Filpe Scolari também foi mais disciplinada, cometendo apenas dez faltas, quatro delas depois do golo inaugural, contra 23 da Turquia - um indicador da qualidade, bem como da quantidade da sua posse de bola.
Ocasiões de golo
Ambos os golos surgiram de jogadores inesperados, que nunca tinham marcado por Portugal. E ambos foram resultado de uma forma de jogar mais aberta e ofensiva, em vez da contenção. A Turquia não criou uma única oportunidade de golo flagrante e só ameaçou a baliza lusa ocasionalmente, através de cruzamentos e pontapés de canto. Em oposição, Portugal fez oito remates à baliza, dois dos quais ao poste - por intermédio de Cristiano Ronaldo e Nuno Gomes - e um outro que embateu na barra da baliza, da autoria do capitão português (Nuno Gomes), num remate de cabeça.
Pontuação (de 1 a 10 ) e análise Catenaccio:
Ricardo (6,5)
Não teve muito trabalho, mas esteve concentrado e atento aos cruzamentos. Exige-se maior cuidado a jogar com os pés.
Bosingwa (7,5)
Procurou envolver-se ofensivamente, mas sem descurar o espaço de jurisdição. Raramente foi ultrapassado em duelos individuais.
Pepe (9) (melhor em campo)
Excelente exibição. Atrás, não deu qualquer hipótese aos seus adversários directos e, à frente, na marcação de pontapés de canto, esteve em foco. Mereceu o golo que marcou.
Ricardo Carvalho (7)
Esteve mais discreto que o colega de sector, mas soube comandar a defesa com acerto. Revelou atenção nas dobras.
Paulo Ferreira (7)
Sabia-se que não iria usufruir de muita liberdade para subir no terreno, mas teve a virtude de não complicar. Vale pelo posicionamento e rigor táctico.
Petit (7,5)
A desconfiança sobre a sua condição física foi plenamente esquecida. Sem ter sido brilhante, foi importante na manutenção de equilíbrios colectivos.
João Moutinho (8,5)
O maior elogio que se lhe pode fazer é que encheu o campo, quer no auxílio transmitido na transição defensiva, quer na condução de bola e na criação de linhas de apoio e de passe. Uma formiguinha de trabalho.
Deco (8)
Fez jus às suas qualidades, nomeadamente ao pautar o ritmo de jogo e coordenar os lances ofensivos. Muito bem no passe longo, a solicitar a entrada dos extremos.
Simão (7)
Não teve jogadas de génio a que já nos habituou, mas esteve perto de marcar na marcação de um livre directo. Não se escondeu e soube jogar para o interesse da equipa.
Cristiano Ronaldo (7)
Do "puto maravilha" espera-se sempre algo grandioso. Não realizou uma exibição de encher o olho, até porque esteve sempre muito rodeado por vários adversários. Ainda assim, graças à sua presença condicionou, de que maneira, a artilharia turca.
Nuno Gomes (7,5)
Podem acusá-lo de, mais uma vez, ter demonstrado insuficiências na finalização. De qualquer modo, esteve muito interventivo e pode queixar-se de falta de sorte naqueles remates que embaterem no poste e na barra. Delicioso o pormenor da tabelinha com Pepe.
Nani (6)
Procurou mostrar serviço mas, por uma razão ou por outra, não esteve feliz no último passe.
Raul Meireles (6,5)
Entrou para dar segurar a bola e oferecer maior vivacidade e frescura ao meio-campo. Conseguiu desempenhar esse papel e, ainda, teve tempo para confirmar a vitória.
Fernando Meira (-)
Entrou já na parte final, como forma de assegurar a magra vantagem. Mal teve tempo para tocar na bola mas, logo a seguir, Portugal fechou a contagem.



