sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Regresso no início de Setembro
José António Reyes
Nome completoJosé António Reyes Calderón
Data de nascimento
01.09.1983 (24 anos)
Nacionalidade
Espanhola
Altura: 1,78m
Peso: 75kg
Posição
Médio-ala esquerdo/Avançado
[Dados da carreira]
1999/00 Sevilha - 1J / 0G
2000/01 Sevilha - 1J / 1G
2001/02 Sevilha - 29J / 8G
2002/03 Sevilha - 34J / 9G
2003/04 Sevilha - 21J / 5G
Arsenal - 13J / 2G
2004/05 Arsenal - 30J / 9G
2005/06 Arsenal - 26J / 5G
2006/07 Real Madrid - 30J / 6G
2007/08 Atl. Madrid - 26J / 0G
Dados adicionais em: Profile and Statistics
A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e na alínea i) do artigo 3.º do Regulamento da CMVM n.º 4/2004, informa que chegou a acordo com o Club Atlético de Madrid, SAD para a cedência temporária do atleta José António Reyes Calderón até ao final da presente época desportiva, tendo direito no decurso da mesma ao exercício da opção de compra.
Independentemente do exercício da referida opção de compra, a Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD garantiu, pelo montante de 2.650.000 € (dois milhões e seiscentos e cinquenta mil euros), a titularidade de 25% dos direitos económicos decorrentes de uma futura transferência do jogador.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Mercado de transferências europeu
Quando falta exactamente um mês para fechar o mercado de transferências europeu, alguns clubes já têm os plantéis definidos, mas noutros ainda subsistem dúvidas quanto a entradas e saídas. Para a próxima temporada, tem-se observado que os clubes mais poderosos têm pautado a sua política desportiva por alguma cautela. De facto, salvo raras excepções, a movimentação de milhões tem ficado aquém de épocas anteriores, sendo a transferência mais mediática do Verão a de Ronaldinho Gaúcho, do Barcelona para o AC Milan, por 21 milhões de euros. Falta a grande "bomba" do defeso e essa pode ter a marca de Cristiano Ronaldo. Façamos, então, um exercício de análise às principais ligas europeias, destacando as cinco transferências de maior montante.Transferências Alemanha 2008/09
Transferências Espanha 2008/09
Transferências França 2008/09
Transferências Inglaterra 2008/09
Transferências Itália 2008/09
Transferências Portugal 2008/09
Fonte: Futebol Finance
terça-feira, 29 de julho de 2008
Quique Flores: limpeza de balneário?
Voltemos ao presente. As circunstâncias são diferentes, pois o Benfica vem de um 4.º lugar na Liga, após uma temporada decepcionante. Até ao momento, existem demasiadas incertezas quanto a saídas, mas já se contam 9! caras novas. A saber: Sidnei, Miguel Vítor (regresso), Ruben Amorim, Hassan Yebda, Jorge Ribeiro, Carlos Martins, Javier Balboa, Pablo Aimar e Urretavizcaya.
Pelo que já tinha escrito aqui, perspectiva-se mais uma revolução, de contornos ainda indefinidos. Suponho que será cedo para conhecer o verdadeiro alcance da política desportiva centrada na figura de Rui Costa, mas a mais recente surpresa à volta do nome de Petit deixa antever mundanças profundas no plantel encarnado. É caso para dizer: o que Artur Jorge "limpou" de vassoura...Quique Flores irá "limpar" de aspirador topo de gama!
Antes de opinar sobre o assunto propriamente dito, vejamos qual o anterior comportamento de Quique Flores, aquando das suas passagens por Getafe e Valência:
[Getafe] 2003/04
Entradas (9): Sergio (emp), Uranga (emp), Pachón (emp), Calleja (emp), Amaya, Belenguer, Bernaus, Mario, Míchel
Saídas (1): Edgar
[Getafe] 2004/05
Entradas (10): Gabi, Gallardo (emp), Sánchez Broto, Pernía, Raúl Albiol (emp), Daniel Kome, Yordi, Riki, Sergio Aragoneses (emp), Pulido
Saídas (4): Amaya, Baraja, Míchel, Uranga
[Valência] 2005/06
Entradas (15!): João Moreira, Edu, Regueiro, Mora, David Villa, Patrick Kluivert, Miguel, Hugo Viana (emp), Parri, De los Santos, Jorge López, Raúl Albiol, Butelle, Pedro López, Ruz
Saídas (20!): Ruz (emp), Palop, Xisco, Fabián Estoyanoff (emp), Sissoko, Fiore (emp), Salva, Canobbio, Redondo, Gavilán (emp), Corradi (emp), David Silva (emp), João Moreira (emp), Pedro López, Garrido, Di Vaio, Caneira (emp), Parri, Juanlu, José Enrique (emp)
Valência] 2006/07
Entradas (7): Morientes, Del Horno, Francesco Tavano, Joaquín, Gavilán, David Silva, Pallardó
Saídas (11): Fábio Aurélio, Fabián Estoyanoff (emp), Corradi, Mista, Pablo Aimar, Caneira (emp), Patrick Kluivert, Fiore (emp), Rufete, De los Santos, Francesco Tavano (emp)
A primeira temporada no Valência é reveladora do carácter reformista de Quique Flores. Ao contrário do que aconteceu no Getafe, clube de menor dimensão e com recursos financeiros mais limitados, a época 2005/06 foi marcada por uma autêntica revolução no que a entradas/saídas diz respeito. No Benfica, mediante a disponibilidade orçamental para transferências, o caminho parece ser idêntico.
As melhores contratações deste ano dão pelo nome de Rui Costa, (director desportivo), Quique Flores (treinador) e restante equipa técnica. Quanto a isso, não tenho a mínima dúvida. No aspecto da competência, posso dormir tranquilo. Reconheço, no entanto, que esta instabilidade acerca de possíveis reforços, aliada ao desconhecimento quanto às dispensas, causam alguma resistência e preocupação. De qualquer modo, confio que a avaliação futebolística seja feita com base em critérios de qualidade e há que apoiar as decisões tomadas. Os resultados encarregar-se-ão de comprovar esta teoria. Entretanto, os benfiquistas que não se deixem levar pelas notícias da imprensa desportiva.
Chegamos à situação de Petit. Em primeiro lugar, posso entender as motivações (€) do jogador. Em segundo lugar, acredito que neste processo o Benfica tenha tido um comportamento correcto. Contudo, desportivamente, não podia estar mais em desacordo. A última época menos conseguida de Petit não apaga, de maneira nenhuma, as outras cinco anteriores. Mesmo com a sua idade, poderia perfeitamente realizar mais duas ou três épocas de bom nível. Já para não falar de outros predicados do internacional português: experiência, carisma, entrega, profissionalismo.
Se me perguntassem qual o meu jogador preferido do Benfica, não hesitaria na resposta: Petit. Pelas razões apresentadas e porque sempre admirei a forma como defendeu a camisola do Benfica, dentro e fora do campo. Para mim, era um exemplo. Uma referência. A sua saída deixa-me triste. Ainda para mais, porque vejo que outros grandes clubes europeus prezam os seus "símbolo". Exemplos? AC Milan: Nesta, Maldini, Pirlo, Gattuso. Liverpool: Carragher, Gerrard. Barcelona: Puyol, Xavi, Iniesta. Real Madrid: Casillas, Gutti, Raúl. Juventus: Buffon, Nedved, Del Piero. Manchester Unied: Ferdinand, Scholes, Giggs. Gostava que o meu clube respeitasse mais as referências (algumas delas), porque não é fácil encontrar um jogador com mais de cinco anos de casa. E, quer queiram, quer não, ainda acho que dois ou três elementos dessa estirpe fazem falta.
Ainda assim, dou o benefício da dúvida a Rui Costa e a Quique Flores. Continuo a confiar na planificação que estão a desenvolver e aguardo, pacientemente, pelo desenrolar da época para tecer mais considerações. A todos os benfiquistas, quero deixar passar uma mensagem de tranquilidade e confiança. Todavia, percebo agora o que muitos valencianos escreveram no jornal a "Marca" online sobre o treinador espanhol...
Ao Petit, resta-me agradecer e desejar boa sorte!
(imagem retirada de http://www.slbenfica.pt/)

sexta-feira, 25 de julho de 2008
Parecer do Professor Freitas do Amaral
Freitas do Amaral considera, portanto, que as decisões tomadas pelo CJ no passado dia 4, já sem a presença do presidente do orgão e do seu «vice», estão «conformes à lei administrativa e processual». Na prática, e no que diz respeito às decisões mais faladas, o Boavista deverá descer de Divisão e Pinto da Costa, presidente do FC Porto, ser suspenso por dois anos.
Leia, na íntegra, o resultado do processo de averiguações. Clique aqui para obter o documento.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
#17 Prospecção: Sidnei
Nome completoSidnei Rechel da Silva Junior
Data de nascimento
23.08.1989 (19 anos)
Nacionalidade
Brasileira
Altura: 1,85m
Peso: 80kg
Posição
Defesa central
[Dados da carreira]
2007 Brasileirão - 20J / 0G
2008 Brasileirão - 4J / 1G
Estatística no GloboEsporte
A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, em cumprimento do Artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e na alínea i) do artigo 3.º do Regulamento da CMVM n.º 24/2000, informa que, concluídos os exames médicos, adquiriu 50% dos direitos desportivos do jogador Sidnei Rechel da Silva Junior ao Sport Club Internacional pelo montante de 5 milhões de euros, tendo celebrado com o referido atleta um contrato por 5 épocas desportivas, o qual inclui uma cláusula de rescisão no valor de 25 milhões de euros.
Caros leitores: 5 milhões de euros por 50% do passe? Em termos financeiros (e desportivos) estamos perante uma aposta arriscada ou um negócio de futuro? O tempo o dirá...quando puder, acrescentarei mais dados sobre o jogador.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Quique Flores: defesa em linha e variantes do 4x4x2
Defesa em linha
Pelas indicações dadas nos treinos, o treinador espanhol mostra ser adepto da defesa em linha. Numa apreciação meramente teórica, pode parecer uma opção de risco. Contudo, quando bem assimilada pelo quarteto defensivo, pode revelar-se uma estratégia eficaz, nomeadamente quando perante uma linha subida no terreno. Imagine-se, a título exemplificativo, uma defesa constituída por: Nélson, Luisão, David Luiz e Léo.
No meu entender, Quique Flores terá de observar os prós & contras desta opção, pois é reconhecido que jogadores como Luisão e Edcarlos não primam pela velocidade de reacção e sentem-se mais confortáveis num bloco-médio baixo. Por falar em bloco, a principal vantagem da defesa em linha prende-se com uma maior interligação dos diversos sectores, possibilitando uma natural redução de espaços à circulação de bola contrária e potenciando as virtudes associadas à pressão alta.
Variantes do 4x4x2
Ao considerarmos variantes de desenhos tradicionais (4x5x1, 4x4x2, 4x3x3, entre outros), há que respeitar questões de nomenclatura, ou seja, um 3x5x2 representa a existência de 3 defesas, 5 médios e 2 avançados. Todavia, quando consideramos, por exemplo, o 4x1x2x1x2, estamos a desagregar o 4x4x2 losango e a reconhecer espaços do meio-campo caracterizados por funções distintas. A saber: zona de recuperação (pivot defensivo), zona de transição (médios interiores) e zona de construção (organizador ofensivo).
Pelo observado na partida frente ao Estoril, Quique Flores mostra-se partidário do 4x4x2 dito clássico. Ainda pode ser prematuro aceitar este esquema como prioritário, pois faltam chegar 2 reforços e, actualmente, o treinador espanhol trabalha com 37 atletas. De qualquer modo, o próprio já afirmou que vai implementar mais do que um sistema, o que deixa antever variantes à táctica inicial.
O 4x4x1x1
O 4x2x3x1
Resumo
Pela análise das duas imagens (compostas por setas que ilustram movimentos de transição) pode-se entender o alcance da mensagem de Quique Flores. De facto, treinar o 4x4x2 clássico não significa que mediante as circunstâncias do próprio jogo, do adversário e do local onde se encontra a bola (zonas de pressão), a face táctica da equipa não possa tranfigurar-se para um 4x4x1x1 ou para um 4x2x3x1. Espero ter contribuído para relembrar alguns pormenores e promover a discussão destes aspectos vocacionados para uma vertente mais táctica. Agora, tudo depende da matéria-prima disponível.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Pablo "El Mago" Aimar
Nome completoPablo César Aimar
Data de nascimento
03.11.1979 (28 anos)
Nacionalidade
Argentina
Altura: 1,70m
Peso: 63kg
Posição
Médio ofensivo/N.º 10
Clubes:
River Plate (1996-2000); Valência (2000-06) e Saragoça (2006-08)
Currículo:
Selecção (51 jogos): campeão mundial de sub-20; duas vezes campeão sul-americano de sub-20; duas presenças em fases finais de Mundiais (2002 e 2006)
Com o River Plate: 2 títulos Apertura e 1 Clausura; 1 Supertaça sul-americana
Com o Valência: 2 Ligas de Espanha; 1 Taça UEFA; 1 Supertaça Europeia
http://www.pabloaimar.com.ar/
Há que louvar a capacidade negocial de Rui Costa e a forma como a Benfica SAD consegue a contratação de um jogador de qualidade inquestionável. "El Payaso" ou "El Mago" reúne inúmeros atributos técnicos susceptíveis de levar mais adeptos ao estádio, contribuir para o aumento de receitas de merchandising e criar redobrada ilusão pelas vitórias. Palavras como criatividade, certeza no passe e visão de jogo vão começar a fazer parte do vocabulários dos benfiquistas. A "novela" terminou com final feliz. Contornos do negócio:
A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, em cumprimento do Artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e da alínea i) do artigo 3.º do Regulamento da CMVM n.º 4/2004, informa que adquiriu 100% dos direitos desportivos do jogador Pablo César Aimar ao Real Zaragoza, SAD pelo montante de 6,5 milhões de euros, tendo chegado a um acordo de princípio com o atleta para a celebração de um contrato por 4 épocas desportivas, o qual inclui uma cláusula de rescisão no valor de 20 milhões de euros.
Paradoxalmente, há muito e nada a escrever sobre o jogador. Pablo Aimar é mundialmente conhecido e admirado por todos aqueles que adoram futebol. Fiquem-se com estas linhas: Estreando-se na primeira categoria do River Plate em 1996, ainda antes de completar 17 anos, Aimar estreou-se a marcar com a camisola dos «gallinas» em Fevereiro de 1998. Mas nessa altura já tinha no currículo um título mundial e um sul-americano de sub-20. Jogando como médio ofensivo (o clássico «mediapunta» de que tanto gostam os argentinos) ou segundo avançado, deu nas vistas pela técnica refinada e pela elegância, por contraste com uma planta física pouco imponente.
Em resumo, termino com uma pequena amostra do que levou Diego Maradona a dizer, em tempos, que Aimar era «dos poucos jogadores que me fariam pagar o bilhete para um jogo»:
Fonte: MaisFutebol
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Quique Flores: 4x2x3x1 ou 4x4x2?
Quique Flores: 4x2x3x1 ou 4x4x2?
Se quanto às caras, que vão compor a fotografia, as dúvidas persistem, quanto ao sistema táctico já se vislumbram algumas novidades. O treinador espanhol tem procurado treinar o 4-4-2 com a utilização de médios-ala. Espera-se, portanto, que o desenho se aproxime do modelo clássico, existindo a alternativa de um 4x2x3x1 mais defensivo e conservador. Em termos de princípios de jogo, também é visível que Quique Flores pretende utilizar a defesa em linha, explorando a técnica do fora-de-jogo. A pergunta que se coloca é: será este o esquema principal? Haverá espaço para o 4x3x3 ou para o 4x4x2 losango?
A experiência em Valência
Para responder a estas questões, nada como recuar até à época 2005/06. Vindo do Getafe, o actual treinador do Benfica chega a Valência com a missão de substituir Claudio Ranieri. Apesar das naturais diferenças quanto à realidade específica que rodeia ambos os clubes, resulta interessante conhecer qual a abordagem inicial protagonizada por Quique Flores. Mesmo que as circunstâncias sejam distintas e a história não se repita, uma coisa é certa: as ideias e convicções do homem forte encarnado não devem ser muito díspares. Vamos, então, analisar os seus primeiros passos, como forma de extrapolar o seu pensamento táctico para o futuro benfiquista.
Revolução - parte II?
Em primeiro lugar, o início de temporada foi marcado por uma autêntica revolução: cerca de duas dezenas de saídas e perto de quinze entradas. Só para citar alguns exemplos, saliente-se os empréstimos de Caneira, ao Sporting, e David Silva, ao Celta de Vigo, assim como as contratações de David Villa (Zaragoza), Patrick Kluivert (Newcastle) e Raúl Albiol (Getafe). Tal corropio de jogadores não impediu a implementação de um modelo de jogo consistente, baseado num grupo sólido. A prova disso mesmo é que o Valência alcançou o 3.º lugar na liga espanhola, atrás de Barcelona (campeão) e a um ponto do Real Madrid. Pelas indicações dos últimos dias, o futebol do Benfica será marcado, concerteza, sob o signo de uma revolução, mais ou menos, acentuada.
Valência 1-0 Real Bétis
27 de Agosto de 2005. Primeira jornada da liga espanhola. O Valência recebe o Real Bétis no Mestalla e vence pela margem mínima. Golo marcado por...Pablo Aimar, aos 53’ minutos. O primeiro onze titular segue os preceitos do 4x2x3x1: Cañizares (GR), R. Albiol (DD), Ayala (DC), Moretti (DC), F. Aurélio (DE), Albelda (MC), Baraja (MC), Rufete (MD/MOD), Vicente (ME/MOE), P. Aimar (MO) e Mista (PL). Curiosamente, vale a pena analisar as substituições realizadas por Quique Flores: (i) aos 62’ minutos (pouco depois do golo que garantiu a vitória), Mista dá o lugar a Patrick Kluivert; (ii) aos 81’ minutos, Marchena substitui Rufete; e (iii) aos 87’ minutos, P. Aimar troca com D. Villa. Conclusões? Talvez por ter sido o jogo inaugural, houve o cuidado de refrescar o ataque, num primeiro momento, e preencher a zona defensiva com a entrada de Marchena, aquando da segunda substituição.
Zaragoza 2-2 Valência
11 de Setembro de 2005. Segunda jornada da liga espanhola. O Valência desloca-se ao terreno do Zaragoza e empata a duas bolas. Golos marcados por Angulo e D. Villa. Primeira alteração a merecer destaque: Quique Flores passa do 4x2x3x1 para o 4x4x2 clássico. Onze titular da altura: Cañizares (GR), R. Albiol (DD), Ayala (DC), Moretti (DC), F. Aurélio (DE), Albelda (MC), Baraja (MC), Rufete (MD), Angulo (ME), Di Vaio (PL) e Mista (PL). Na segunda parte, a perder por 2-1, o treinador espanhol regressa ao 4x2x3x1: Vicente, mais incisivo, substitui Angulo e P. Aimar, entre linhas, troca com Di Vaio. Na frente, Mista coloca-se em cunha entre os centrais contrários. Aos 80’ minutos, nova jogada de risco: sai Baraja (MC) e entra D. Villa (PL). O Valência desenha um losango a toda a largura do relvado e o golo do empate surge um minuto depois, por intermédio de...D. Villa.
Barcelona 2-2 Valência
Depois de na 3.ª jornada registar-se novo empate a duas bolas, na recepção frente ao Deportivo, a 21 de Setembro dá-se o primeiro grande teste: visita a Camp Nou, para defrontar o Barcelona. Mais uma vez, 2-2 foi o resultado final. Quique Flores explanou a equipa titular em 4x2x3x1: Cañizares (GR), Caneira (DD), Ayala (DC), Marchena (DC), Moretti (DE), Albelda (MC), F. aurélio (MC), Rufete (MD/MAD), Vicente (ME/MAE), P. Aimar (MO) e D. Villa (PL). Aos 54’ minutos, o Valência vencia por 2-1, com golos da nova coqueluche: o espanhol D. Villa. Ao contrário do que se faria supor, o novo treinado encarnado não defendeu a margem mínima, pois Hugo Viana entrou para o lugar de F. Aurélio (na zona do meio-campo) e P. Aimar deu a sua vez ao ponta-de-lança Mista. Já agora, o golo do empate foi obtido por Deco aos 80’ minutos.
[Valência] Sistema(s) táctico(s): resumo
Ao longo de toda a prova caseira, o 4x2x3x1 foi o esquema mais utilizado, alternando, ocasionalmente, com o 4x4x2 clássico. Da análise efectuada, sublinhe-se ainda duas particularidades que ajudam a conhecer o pensamento táctico/estratégico de Quique Flores: (i) quando em desvantagem no marcador, a aposta recaía na saída de um médio centro (MC), pela respectiva entrada de um ponta-de-lança (PL), desenhando-se assim um 4x4x2 losango com alas e suportado por um único pivot defensivo; e (ii) quando em vantagem, era comum observar-se a entrada de mais um defesa central (DC), como forma de proteger a zona mais recuada, transformando o esquema táctico em algo parecido com o 5x4x1, assente num bloco médio-baixo.
[SL Benfica] Sistema(s) táctico(s): suposições
Depois deste breve exercício, estamos em melhores condições para prever a forma como Quique Flores irá moldar o novo Benfica. À partida, até pelas características dos jogadores, é passível que o 4x2x3x1 seja o sistema táctico mais natural. A grande dúvida reside no posicionamento e interligação entre os homens do meio-campo. Por exemplo, não existem certezas quanto à coexistência de médios-ala (extremos) como Di María e Javier Balboa, porque Sepsi ou Jorge Ribeiro, na esquerda, podem actuar com funções mais defensivas e Maxi Pereira pode desempenhar o mesmo papel do lado contrário.
Também não é a mesma coisa jogar com duplo pivot defensivo, ou com um médio centro mais recuado (Petit?) e outro mais de transição (Carlos Martins?). Neste caso, vamos dar nomes às palavras. Cenário 1: imaginem um meio-campo com Petit e Katsouranis (ou Fellipe Bastos) e Pablo Aimar na posição de n.º 10. Estaríamos perante um triângulo suportado por dois n.º 6, de características vincadas na marcação e recuperação. Cenário 2: imaginem, agora, um meio-campo composto por Petit (ou outro) e Ruben Amorim (ou Hassan Yebda), com Pablo Aimar (ou Carlos Martins e Freddy Adu) uns metros à frente. O triângulo ganha inclinação com a entrada de um n.º8, jogador mais participativo nas transições.
A hipótese do 4x4x2 losango
Mesmo sabendo que o Benfica dispõe de alguns atletas que podem desequilibrar junto às faixas, a vinda (ou não) de Pablo Aimar quase que exigia um 4x4x2 losango. Até pelas diversas alternativas disponíveis no plantel, que se pretende homogéneo. Para finalizar, atente-se nas diversas variantes possíveis: vértice recuado, Petit (Fellipe Bastos/Ruben Amorim); vértice direito, Katsouranis (Rubem Amorim/Hassan Yebda); vértice esquerdo, Carlos Martins (Jorge Ribeiro); e, vértice ofensivo, Pablo Aimar (Carlos Martins/Freddy Adu). Escolhas para todos os gostos.
Apesar de extenso, espero que este artigo tenha ajudado a perceber algumas das ideias tácticas de Quique Flores e principais vicissitudes do modelo de jogo, consoante o sistema utilizado.
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