domingo, 28 de setembro de 2008

[Liga Sagres 4.ª J] SL Benfica 2-0 Sporting CP

Já tinha saudades de escrever uma crónica, mas a disponibilidade para me sentar em frente ao computador não tem abundado. Também já tinha saudades de um jogo assim: boa moldura humana, óptima atitude dos jogadores, magnífica visão táctica do treinador e...um resultado que nos deixa de sorriso aberto até ao próximo embate. Vamos à análise do derby.

A primeira parte foi equilibrada, com um ou outro susto para cada lado, mas a intensidade competitiva ganhava maior expressão na luta de meio-campo. O ritmo da partida, quase sempre alto, acabava por disfarçar muitas cautelas defensivas na ocupação de espaços: o Sporting, com a linha mais recuada, espreitava o jogo directo para as costas dos jovens centrais encarnados; o Benfica, no sistema clássico, procurava equilibrar face à superioridade numérica do losango, evidenciando dificuldades na zona de construção. Os quarenta e cinco minutos terminavam com um empate que se aceitava.

Olho táctico

Tinha alertado que nos confrontos de maior exigência, a solução poderia passar pela inclusão de um jogador como Ruben Amorim, normalmente colocado à direita, pois oferecia perspectivas mais sólidas ao futebol encarnado. Não foi por essa "nuance" estratégica que o resultado pendeu para os da casa, mas talvez tenha sido por aí que Quique não perdeu. Penso que aprendeu a lição ao não optar pela inclusão de dois médios ala puros, correndo o risco da equipa partir-se no 4x2x4. Em termos de desenho táctico, atente-se na imagem seguinte:

Na segunda metade, o treinador do Benfica soube mexer nas peças e mudar a face do jogo. A entrada de Katsouranis, primeiro, e Pablo Aimar, mais tarde, foram decisivas para a equipa da casa soltar-se e começar a ganhar metros de relvado. Estranhamente, ou talvez não, o Sporting tem-se mostrado pouco atrevido nos jogos forasteiros e a linha atacante foi ficando orfã de um losango mais preocupado para tarefas de marcação. Os golos surgiram para o lado que mais procurou fazer pela vida, para a equipa que mais vibrou e jogou de forma apaixonada. Penso que essa atitude e vontade de vencer foi visível, numa perfeita comunhão entre adeptos, treinador e jogadores. Houve sangue, suor e lágrimas, numa exibição com chama e garra. À Benfica.

Olho táctico

Pode-se dizer que o Benfica ganhou a dois tempos. Primeiro, aquando da entrada do grego. Katsouranis soube posicionar-se a preceito, libertando Yebda (que jogador!) para aquele box-to-box constante. Assim, Quique Flores conseguiu que a equipa pressionasse mais à frente e as transições ofensivas começaram a ganhar outra dinâmica. Segundo, aquando da troca entre Nuno Gomes e Pablo Aimar. O argentino teve pormenores deliciosos, com intervenção directa no lance que fez a águia voar em direcção à vitória. A inteligência do camisola 10 na ocupação de espaços entre linhas fez virar o sentido do jogo e, aos poucos, o leão não teve capacidade para tapar todas as brechas que se iam abrindo. Para exemplificar as alterações posicionais, observe-se a imagem seguinte:

Para terminar da melhor forma, fiquemos com os momentos principais do derby lisboeta: os vídeos respeitantes aos golos apontados por Reyes e Sidnei.


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

[Uefa Cup 1st Round] Nápoles 3-2 SL Benfica

Era a primeira vez que ia assistir a um jogo do Benfica no meu novo lar e a expectativa de uma boa estreia era elevada. A exibição acabou por não corresponder, apesar do resultado oferecer boas perspectivas para a partida da 2.ª mão, a realizar no dia 2 de Outubro.
Com efeito, a eficácia demonstrada nos lances de bola parada tiveram o condão de disfarçar um desempenho colectivo longe do esperado, nomeadamente no aspecto dedicado à organização defensiva. Houve períodos de algum atrevimento ofensivo, o bom futebol apareceu de quando em vez e conceitos como personalidade e atitude foram imagem de marca da equipa. Todavia, é perceptível que os novos métodos de trabalho e os princípios de jogo associados não estão totalmente assimilados. Nesta fase da época, não é de espantar.
Em termos de sistema, nota-se claramente que o 4x4x2 idealizado por Quique Flores é exigente do ponto de vista físico e táctico, para além de não existir grande tradição em Portugal na adopção de duas linhas de quatro homens. Se Yebda e Carlos Martins (melhor desempenho do primeiro) até têm cumprido na função de colar os sectores, o mesmo já não se poderá dizer quanto ao rendimento demonstrado pelos médios ala. Quanto aos avançados, é de realçar que tanto Cardozo, como Nuno Gomes e, agora, David Suazo (estreia prometedora) têm mostrado acerto na finalização.
Deste modo, o principal desequilíbrio colectivo prende-se com a menor apetência defensiva demonstrada pelos médios ala, essencialmente na agressividade e ocupação de espaços. Pelo que tenho observado, jogadores como Balboa, Di María (quando encostado ao flanco) Reyes e Urreta não têm atingido um nível competitivo correspondente às ambições do Benfica. A principal consequência que daí advém é uma menor fluidez nos tão falados momentos de transição.
Ontem ficou demonstrado, mais uma vez, que o Benfica consegue dominar o adversário por largos minutos, mas raramente mostra capacidade para controlar o jogo. Uma das razões (há outras) corresponde à dificuldade em cumprir um plano posicional e manter critério na posse e circulação de bola. Caso os médios ala não potenciem um sentido mais colectivo, assente no modelo de jogo do treinador espanhol, existe o perigo do 4x4x2 partir-se num 4x2x4 pouco consistente.
Nos confrontos de maior exigência, a solução pode passar pela inclusão de um jogador com outras características, mantendo um dos médios ala com maior preponderância ofensiva. Esse jogador pode ser Ruben Amorim - normalmente colocado à direita - que oferece perspectivas mais sólidas ao futebol encarnado. Em termos gerais, creio que as exibições mais conseguidas - e que mais se aproximam do modelo de jogo de Quique Flores - foram as partidas amigáveis frente ao Feyenoord e Inter de Milão. A realidade transmitida pelos jogos oficiais espelha demora na evolução da qualidade de jogo.
De qualquer maneira, não está subjacente qualquer desconfiança ou crítica quanto à competência do grupo de trabalho e acredito que o caminho escolhido traga vitórias e alegrias aos adeptos. Coloco, apenas, breves reticências na abordagem efectuada a certas partidas de grau de dificuldade superior e não estou totalmente convencido quanto à formulação de "nuances" estratégicas que melhor equilibrem o sentido colectivo da equipa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

UEFA Champions League Fantasy Football‏

Na senda do que foi escrito a semana passada, o meu novo lar encontra-se num estado caótico. No sábado foi a mudança total do recheio e, por estes dias, há imensas tarefas por realizar. Só de olhar para as caixas a pedirem para serem desempacotadas e depois pensar no que há para arrumar, é de ficar com os cabelos em pé. Mas, não há razão para lamentações. Hoje recebo a visita do técnico da TvCabo e a semana europeia obriga a ter a televisão pronta a funcionar.
Por falar em semana europeia, temos mais uma edição da UEFA Champions League Fantasy Football. Como não poderia deixar de ser, também marco presença no futebol fantástico. Nesta época, como se pode ver pela imagem, voltei a apostar nas equipas inglesas, nomeadamente em Ferdinand (Manchester United), Skrtel e Gerrard (Liverpool ) e Theo Walcott e Adebayor (Arsenal). Na defesa Panucci e Demichelis devem garantir alguns golos (e pontos extra), enquanto na frente a dupla Quaresma e Ibrahimovic prometem fazer estragos. Quem quiser participar na liga privada Catenaccio é favor proceder do seguinte modo: no módulo 'Leagues' colocam o código "59837-13159" e automaticamente ficam a fazer parte da liga Catenaccio.
Em resumo:

Liga Record: código 10503113
Jogo d'A Bola: Catenaccio (no campo "procurar LIGA")
UEFA Champions League Fantasy Football‏: código 59837-13159 (no campo "join League")

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Regresso de férias

O regresso das três semanas de férias deu-se no dia do Benfica 1-1 FC Porto (sábado) e o dia 1 de Setembro marcou o retomar das obrigações profissionais. É verdade que demorei a dar sinais de vida, mas tal não se deve a qualquer sintoma de stress pós-férias. Pelo contrário. Faltam poucos dias para a escritura da nova casa e tenho que me debruçar sobre imensas prioridades: choramingar o spread e criar uma folha em excel para somar os impostos. A mudança vai-se realizar em breve e, nestas alturas, é que me dava jeito ter um assessor dedicado. O que vale é que logo a seguir ao caos que se avizinha, ainda me sobra uma semana de férias no sul de Espanha. Como tal, é muito provável que o blog ainda demore uns dias a entrar no chamado ritmo de cruzeiro.

Após este interregno, haveria muito para dizer. A Liga Sagres já vai na 2.ª jornada, o sorteio da Liga dos Campeões e Taça Uefa merecia análise exaustiva e a Selecção Nacional lá vai cumprindo com o que se exige. Para voltar a "apanhar o comboio", teria de puxar pela memória recente e mais vale começar do momento zero. Assim, aguardemos pelos próximos embates - Nápoles e Paços de Ferreira - para um ponto da situação mais detalhado. De qualquer modo, reafirmo o seguinte: a minha confiança na dupla Rui Costa/Quique Flores mantém-se intacta e não tardará muito para que o actual plantel comece a saborear vitórias.

Outra novidade deste defeso prende-se com mais uma edição da Liga Record. Na época anterior fiquei na 938.ª posição e, como seria de esperar, irei participar novamente. A imagem que ilustra este regresso diz respeito a alguns jogadores que se destacaram na última jornada e alguns deles fazem parte dos meus 23 fantásticos. Não posso é adiantar quais, porque o segredo é a alma do negócio. Para os interessados em conviver na Liga Catenaccio, é favor inserir o seguinte código: 10503113. Também o jogo d'A Bola marca presença neste espaço. Para aderirem à liga privada, façam o favor de escrever Catenaccio no campo "procurar LIGA" e associarem as equipas que desejarem. Espero que existam adversários à altura, mas (ironicamente) duvido. Até breve.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Regresso no início de Setembro

Informo que a partir do próximo fim-de-semana vou entrar num merecido período de férias. São cerca de três semanas de intervalo e o regresso está marcado para início de Setembro. De qualquer modo, as maravilhas da portabilidade vão-me permitir responder a comentários e escrever as crónicas dos particulares frente ao Feyenoord e Inter de Milão. Assim que exista disponibilidade, darei sempre uma vista de olhos às novidades. Até lá, aqui ficam os meus votos de boas férias aos restantes sortudos.

José António Reyes

Nome completo
José António Reyes Calderón
Data de nascimento
01.09.1983 (24 anos)
Nacionalidade
Espanhola
Altura: 1,78m
Peso: 75kg
Posição
Médio-ala esquerdo/Avançado

[Dados da carreira]
1999/00 Sevilha - 1J / 0G
2000/01 Sevilha - 1J / 1G
2001/02 Sevilha - 29J / 8G
2002/03 Sevilha - 34J / 9G
2003/04 Sevilha - 21J / 5G
Arsenal - 13J / 2G
2004/05 Arsenal - 30J / 9G
2005/06 Arsenal - 26J / 5G
2006/07 Real Madrid - 30J / 6G
2007/08 Atl. Madrid - 26J / 0G

Dados adicionais em: Profile and Statistics

A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e na alínea i) do artigo 3.º do Regulamento da CMVM n.º 4/2004, informa que chegou a acordo com o Club Atlético de Madrid, SAD para a cedência temporária do atleta José António Reyes Calderón até ao final da presente época desportiva, tendo direito no decurso da mesma ao exercício da opção de compra.

Independentemente do exercício da referida opção de compra, a Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD garantiu, pelo montante de 2.650.000 € (dois milhões e seiscentos e cinquenta mil euros), a titularidade de 25% dos direitos económicos decorrentes de uma futura transferência do jogador.




quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mercado de transferências europeu

Quando falta exactamente um mês para fechar o mercado de transferências europeu, alguns clubes já têm os plantéis definidos, mas noutros ainda subsistem dúvidas quanto a entradas e saídas. Para a próxima temporada, tem-se observado que os clubes mais poderosos têm pautado a sua política desportiva por alguma cautela. De facto, salvo raras excepções, a movimentação de milhões tem ficado aquém de épocas anteriores, sendo a transferência mais mediática do Verão a de Ronaldinho Gaúcho, do Barcelona para o AC Milan, por 21 milhões de euros. Falta a grande "bomba" do defeso e essa pode ter a marca de Cristiano Ronaldo. Façamos, então, um exercício de análise às principais ligas europeias, destacando as cinco transferências de maior montante.

Transferências Alemanha 2008/09

Na Alemanha, a prática costuma assentar na qualidade, ou seja, os principais emblemas compram pouco, mas bem. Depois do investimento centrado nas figuras de Franck Ribéry e Luca Toni, o Bayern de Munique tem abusado da discrição e nem sequer existem registos de algum negócio. Ao contrário, Wolfsburgo e Schalke 04 têm estado muito activos no mercado. Os primeiros apostam na defesa e foram buscar Andrea Barzagli e Cristian Zaccardo ao Palermo, envolvendo uma soma total de 21 milhões de euros. Os segundos contrataram Jefferson Farfán e Orlando Engelaar, num total de 16 milhões de euros. Já o Bayer Leverkusen, não hesitou em investir 10 milhões de euros na estrela brasileira Renato Augusto, ex-Flamengo.

Transferências Espanha 2008/09

Em Espanha, o Barcelona tem-se revelado como o grande animador do defeso. Das primeiras cinco posições, o clube catalão está presente em força e, tendo em conta o quadro auxiliar, é aquele que mais investiu: 77,5! milhões de euros, a que se acrescentam 8 milhões de euros por Henrique e 5 milhões de euro por Gerard Piqué. Para compensar o esforço financeiro, as saídas trataram de compensar com 48,5 milhões de euros: Deco (Chelsea, 10); Giovani dos Santos (Tottenham, 6); Gianluca Zambrotta (AC Milan, 8,5); Ronaldinho Gaúcho (AC Milan, 21); e, Oleguer (Ajax, 3).

Transferências França 2008/09

Como seria expectável, quer no relvado, quer no tabuleiro das transferências, em França domina o Olympique de Lyon. Se ainda juntarmos Miralem Pjanic (FC Metz, 7,5), concluímos que Jean-Michel Aulas já autorizou 45,2 milhões de euros em contratações. Quem acaba por usufruir do apetite voraz do campeão francês são clubes mais modestos: Lille, Metz e Nice enchem os cofres e podem tornar a Ligue 1 mais competitiva.

Transferências Inglaterra 2008/09

Chegamos à Premier League. Num passado recente (época 2007/08) era a liga que mais importava e onde se registava um maior investimento em jogadores. Nos dias de hoje, tem-se notado alguma prudência em matéria de política desportiva, mas até 31 de Agosto ainda podem surgir negócios surpreendentes. O Chelsea abrandou o ritmo, apesar dos 30,5 milhões de euros direccionados para a aquisição dos "passes" de Bosingwa e de Deco. Quem parece querer apostar é o Manchester City e o Tottenham. Os primeiros foram tentados pela fantasia de Jô (CSKA Moscovo, 24). Por sua vez, o clube de Londres já avançou com 39 milhões de euros, divididos por Gomes (PSV Eindhoven, 12), Luka Modric (Dínamo Zagreb, 21) e Giovani dos Santos (Barcelona, 6).

Transferências Itália 2008/09

No Calcio, procura-se regressar aos tempos de domínio com os principais clubes a reforçarem-se a preceito. O efeito José Mourinho pode trazer uma nova motivação ao futebol italiano e Massimo Moratti já tratou de oferecer duas "prendas" ao treinador português, num total de 25 milhões de euros. Contudo, o grande beneficiado do mercado tem sido o Palermo, onde pontifica Fabrizio Miccoli. As saídas de Cristian Zaccardo, Leandro Rinaudo, Amauri, Andrea Barzagli e Mariano González renderam a "bonita" soma de 53,3 milhões de euros.

Transferências Portugal 2008/09

Por fim, no plano nacional mantém-se uma luta acérrima entre FC Porto e SL Benfica, não sendo de menosprezar os 9,65 milhões de euros investidos pelo Sporting CP. A saber: Marat Izmailov (Lokomotiv Moscovo, 4,5); Hélder Postiga (FC Porto, 50%, 2,5); Leandro Grimi (AC Milan, 65%, 2,5); e, Ricardo Baptista (Fulham, 150 mil euros). Porém, o Benfica tem dominado a atenção do mercado, com um investimento que iguala os 20,76 milhões de euros, distribuídos por Carlos Martins (Huelva, 3), Javier Balboa (Real Madrid, 4), Urreta (Atletico River Plate Montevideu, 1,26), Ruben Amorim (Belenenses, 1), Pablo Aimar (Saragoça, 6,5) e Sidnei (Internacional PA, 50%, 5).

Fonte: Futebol Finance

terça-feira, 29 de julho de 2008

Quique Flores: limpeza de balneário?

Para começar, proponho um regresso ao passado. Depois do Benfica ter-se sagrado campeão na época 1993/94, marcada pelos 3-6 de Alvalade, Artur Jorge assume o comando na temporada seguinte. Na altura, entraram 16! jogadores e 14! abandonaram a Luz (Rui Costa, Hernâni, Schwarz, Kulkov, Yuran, entre outros). Na época 1995/96, outras referências deixaram o clube: Neno, Mozer, Vítor Paneira, Isaías e César Brito. A história da revolução protagonizada pela dupla Artur Jorge e Manuel Damásio é conhecida por (quase) todos.

Voltemos ao presente. As circunstâncias são diferentes, pois o Benfica vem de um 4.º lugar na Liga, após uma temporada decepcionante. Até ao momento, existem demasiadas incertezas quanto a saídas, mas já se contam 9! caras novas. A saber: Sidnei, Miguel Vítor (regresso), Ruben Amorim, Hassan Yebda, Jorge Ribeiro, Carlos Martins, Javier Balboa, Pablo Aimar e Urretavizcaya.

Pelo que já tinha escrito aqui, perspectiva-se mais uma revolução, de contornos ainda indefinidos. Suponho que será cedo para conhecer o verdadeiro alcance da política desportiva centrada na figura de Rui Costa, mas a mais recente surpresa à volta do nome de Petit deixa antever mundanças profundas no plantel encarnado. É caso para dizer: o que Artur Jorge "limpou" de vassoura...Quique Flores irá "limpar" de aspirador topo de gama!

Antes de opinar sobre o assunto propriamente dito, vejamos qual o anterior comportamento de Quique Flores, aquando das suas passagens por Getafe e Valência:

[Getafe] 2003/04

Entradas (9): Sergio (emp), Uranga (emp), Pachón (emp), Calleja (emp), Amaya, Belenguer, Bernaus, Mario, Míchel
Saídas (1): Edgar

[Getafe] 2004/05

Entradas (10): Gabi, Gallardo (emp), Sánchez Broto, Pernía, Raúl Albiol (emp), Daniel Kome, Yordi, Riki, Sergio Aragoneses (emp), Pulido
Saídas (4): Amaya, Baraja, Míchel, Uranga

[Valência] 2005/06

Entradas (15!): João Moreira, Edu, Regueiro, Mora, David Villa, Patrick Kluivert, Miguel, Hugo Viana (emp), Parri, De los Santos, Jorge López, Raúl Albiol, Butelle, Pedro López, Ruz
Saídas (20!): Ruz (emp), Palop, Xisco, Fabián Estoyanoff (emp), Sissoko, Fiore (emp), Salva, Canobbio, Redondo, Gavilán (emp), Corradi (emp), David Silva (emp), João Moreira (emp), Pedro López, Garrido, Di Vaio, Caneira (emp), Parri, Juanlu, José Enrique (emp)

Valência] 2006/07

Entradas (7): Morientes, Del Horno, Francesco Tavano, Joaquín, Gavilán, David Silva, Pallardó
Saídas (11): Fábio Aurélio, Fabián Estoyanoff (emp), Corradi, Mista, Pablo Aimar, Caneira (emp), Patrick Kluivert, Fiore (emp), Rufete, De los Santos, Francesco Tavano (emp)

A primeira temporada no Valência é reveladora do carácter reformista de Quique Flores. Ao contrário do que aconteceu no Getafe, clube de menor dimensão e com recursos financeiros mais limitados, a época 2005/06 foi marcada por uma autêntica revolução no que a entradas/saídas diz respeito. No Benfica, mediante a disponibilidade orçamental para transferências, o caminho parece ser idêntico.

As melhores contratações deste ano dão pelo nome de Rui Costa, (director desportivo), Quique Flores (treinador) e restante equipa técnica. Quanto a isso, não tenho a mínima dúvida. No aspecto da competência, posso dormir tranquilo. Reconheço, no entanto, que esta instabilidade acerca de possíveis reforços, aliada ao desconhecimento quanto às dispensas, causam alguma resistência e preocupação. De qualquer modo, confio que a avaliação futebolística seja feita com base em critérios de qualidade e há que apoiar as decisões tomadas. Os resultados encarregar-se-ão de comprovar esta teoria. Entretanto, os benfiquistas que não se deixem levar pelas notícias da imprensa desportiva.

Chegamos à situação de Petit. Em primeiro lugar, posso entender as motivações (€) do jogador. Em segundo lugar, acredito que neste processo o Benfica tenha tido um comportamento correcto. Contudo, desportivamente, não podia estar mais em desacordo. A última época menos conseguida de Petit não apaga, de maneira nenhuma, as outras cinco anteriores. Mesmo com a sua idade, poderia perfeitamente realizar mais duas ou três épocas de bom nível. Já para não falar de outros predicados do internacional português: experiência, carisma, entrega, profissionalismo.
Se me perguntassem qual o meu jogador preferido do Benfica, não hesitaria na resposta: Petit. Pelas razões apresentadas e porque sempre admirei a forma como defendeu a camisola do Benfica, dentro e fora do campo. Para mim, era um exemplo. Uma referência. A sua saída deixa-me triste. Ainda para mais, porque vejo que outros grandes clubes europeus prezam os seus "símbolo". Exemplos? AC Milan: Nesta, Maldini, Pirlo, Gattuso. Liverpool: Carragher, Gerrard. Barcelona: Puyol, Xavi, Iniesta. Real Madrid: Casillas, Gutti, Raúl. Juventus: Buffon, Nedved, Del Piero. Manchester Unied: Ferdinand, Scholes, Giggs. Gostava que o meu clube respeitasse mais as referências (algumas delas), porque não é fácil encontrar um jogador com mais de cinco anos de casa. E, quer queiram, quer não, ainda acho que dois ou três elementos dessa estirpe fazem falta.

Ainda assim, dou o benefício da dúvida a Rui Costa e a Quique Flores. Continuo a confiar na planificação que estão a desenvolver e aguardo, pacientemente, pelo desenrolar da época para tecer mais considerações. A todos os benfiquistas, quero deixar passar uma mensagem de tranquilidade e confiança. Todavia, percebo agora o que muitos valencianos escreveram no jornal a "Marca" online sobre o treinador espanhol...

Ao Petit, resta-me agradecer e desejar boa sorte!
(imagem retirada de http://www.slbenfica.pt/)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

#17 Prospecção: Sidnei

Nome completo
Sidnei Rechel da Silva Junior
Data de nascimento
23.08.1989 (19 anos)
Nacionalidade
Brasileira
Altura: 1,85m
Peso: 80kg
Posição
Defesa central

[Dados da carreira]
2007 Brasileirão - 20J / 0G
2008 Brasileirão - 4J / 1G

Estatística no GloboEsporte

A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, em cumprimento do Artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e na alínea i) do artigo 3.º do Regulamento da CMVM n.º 24/2000, informa que, concluídos os exames médicos, adquiriu 50% dos direitos desportivos do jogador Sidnei Rechel da Silva Junior ao Sport Club Internacional pelo montante de 5 milhões de euros, tendo celebrado com o referido atleta um contrato por 5 épocas desportivas, o qual inclui uma cláusula de rescisão no valor de 25 milhões de euros.

Caros leitores: 5 milhões de euros por 50% do passe? Em termos financeiros (e desportivos) estamos perante uma aposta arriscada ou um negócio de futuro? O tempo o dirá...quando puder, acrescentarei mais dados sobre o jogador.