quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Craques do futuro #3: Emir Bajrami

O médio-esquerdo internacional Sub-21 pela Suécia, Emir Bajrami, poderá estar na lista de possíveis reforços dos leões. Em traços gerais, e salvo as devidas comparações, o jogador em causa tem algumas semelhanças com o argentino Di María: actua, preferencialmente, como médio-ala esquerdo, tem enorme qualidade para desequilibrar no 1v1 e, inclusive, veste a camisola n.º 20. Vamos conhecer melhor Emir Bajrami...

'Profile'
Emir Bajrami
IF Elfsborg Boras (Suécia)
Data de nascimento
07.03.1988 (21 anos)
Camisola n.º 20
1.ª Nacionalidade: Suécia
2.ª Nacionalidade: Albânia
Altura: 1,78m
Peso: 77kg
Pé preferido: esquerdo

Posição no terreno de jogo:
Principal: médio ofensivo esquerdo
Secundária: não aplicável










Estilo de jogo:
Dribbler

Representação
Agente: Svensson Jonas
Contrato: Expira em 2011

Finanças
Valor de mercado estimado: € 2.5M-5M
Salário estimado anual: € 4.5K

Temporada 2009:
Presenças – Golos / Assistências – Amarelos / Vermelhos
31 – 7/5 – 3/0

Temporada 2008:
Presenças – Golos / Assistências – Amarelos / Vermelhos
30 – 5/3 – 4/0

Temporada 2007:
Presenças – Golos / Assistências – Amarelos / Vermelhos
14 – 1/0 – 1/0

Media Files:
Emir Bajrami - vídeo I
Emir Bajrami - vídeo II
Emir Bajrami - vídeo III

Atributos (de 0 a 5)
Impulsão & Cabeceamento (2)
Técnica & Criatividade (5)
Aceleração & Velocidade (5)
Força & Resistência (3)

Avaliação final: Emir Bajrami é um médio-ala ofensivo muito talentoso, dotado de uma técnica incrível e de um fabuloso pé esquerdo. Foi uma das estrelas da selecção sueca Sub-21 que atingiu as semi-finais do Europeu Sub-21 em 2009. A liga sueca mostra indícios de ser pequena para o seu talento e o jogador já demonstrou interesse em emigrar para um campeonato de maior dimensão. Vale a pena mantê-lo 'debaixo de olho'.

Fonte: A pesquisa foi efectuada com base no site IMScouting.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Império Vermelho

O antigo director de comunicação do Benfica, João Malheiro, apresentou esta tarde (ontem) um livro sobre figuras do Benfica ao longo dos 103 anos que as águias já competiram. O seu objectivo é, agora, escrever sobre Jorge Jesus, actual treinador da equipa de futebol.

Como já vem sendo hábito nestas ocasiões, marquei presença no evento que teve lugar no Estádio da Luz. Cheguei pouco antes das 18h00, dirigi-me à megastore e, nas palavras dos funcionários, até fui o primeiro cliente a adquirir o livro «O Império Vermelho». Antes do lançamento oficial, enquanto estava a observar o treino dos 'miúdos', oportunidade para trocar algumas breves impressões com Toni sobre antigas estórias da década de 60.

Malheiro pegou nos 103 anos em que o Benfica competiu, escolheu um jogo – ganho pelas águias, claro – e elegeu uma figura. O jornalista explicou que não optou por eleger a figura do ano já que, se assim fosse, durante muitos anos teria de escrever sempre sobre Eusébio. «Para o ano quero escrever sobre Jorge Jesus», desafiou, numa ideia clara de que tem fé de que o seu clube se sagre campeão nacional.

O treinador, que esteve na mesa de honra, tal como Rui Costa, Luís Filipe Vieira e Paulo de Carvalho – o canto escreveu o prefácio da obra – acabou por deixar o espaço em silêncio. O mesmo aconteceu com os dirigentes e ainda com os jogadores David Luiz e Nuno Gomes, que também compareceram na festa de lançamento do livro.

Para além das figuras já citadas, velhas glórias da águia, como António Simões, José Augusto, Toni, Diamantino, Chalana, Carlos Manuel, Nené e Veloso também marcaram presença. Para completar a sala, uma mistura composta por muitas caras bonitas, mais alguns nomes conhecidos do desporto nacional e imensos jornalistas de vários orgãos de comunicação social. O espaço acabou por ser diminuto para 'quem gosta de ver e ser visto', tal a quantidade de flashes e entrevistas em ritmo de produção em série.

Posta de lado a confusão típica destes acontecimentos, o final de tarde terminou da melhor forma: sentado no 3.º Anel, entre imperiais e um prato de camarões, a debater o passado e o futuro do Sport Lisboa e Benfica. Nas imediações do restaurante/cervejaria, grande movimentação e tempo de espera (6 horas!) na aquisição do bilhete 'mágico' que permite assistir ao escaldante derby marcado para o dia 28 de Novembro. A invasão já começou...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Craques do futuro #2: Semir Stilic

Tal como o seleccionador Carlos Queiroz, também a maioria dos portugueses encontra-se familiarizada com a ameaça que algumas referências do ataque da Bósnia-Herzegovina podem proporcionar: Zvjezdan Misimovic e Edin Dzeko do Wolfsburgo; Miralem Pjanic do Lyon; e, Vedad Ibisevic do Hoffenheim. Mas, há outros jogadores que podem 'incomodar'. Já ouviram falar de Semir Stilic?

'Profile'
Semir Stilic
Lech Poznan (Polónia)
Data de nascimento
08.10.1987 (22 anos)
Camisola n.º 14
Nacionalidade: Bósnia-Herzegovina
Altura: 1,83m
Peso: 80kg
Pé preferido: ambos (preferencialmente o esquerdo)

Posição no terreno de jogo:
Principal: médio ofensivo centro
Secundária: médio ofensivo direito e esquerdo










Estilo de jogo:
Playmaker

Representação
Agente: Danko Dikic
Contrato: Expira em 2011/2012

Finanças
Valor de mercado estimado: € 2.5M-5M
Salário estimado anual: € 150

Temporada 2009/10 (época presente):
Presenças – Golos / Assistências – Amarelos / Vermelhos
15 – 0/3 – 3/0

Temporada 2008/09 (época anterior):
Presenças – Golos / Assistências – Amarelos / Vermelhos
41 – 12/8 – 4/0

Media Files:
Semir Stilic - vídeo I
Semir Stilic - vídeo II
Semir Stilic - vídeo III

Atributos (de 0 a 5)
Impulsão & Cabeceamento (3)
Técnica & Criatividade (5)
Aceleração & Velocidade (4)
Força & Resistência (4)

Avaliação final: Semir Stilic é um talentoso médio ofensivo dotado de enorme criatividade e atributos técnicos. Seguido por vários clubes europeus, incluindo a equipa inglesa do Arsenal, o jovem bósnio preferiu optar pelo Lech Poznan de forma a jogar com maior regularidade nesta fase de crescimento futebolístico. O seleccionador Miroslav Blazevic afirma que podemos estar perante o 'novo' Zvonimir Boban: enorme destreza na recepção, qualidade técnica no passe e fantástico remate com ambos os pés. Nome para apontar nos cadernos de prospecção.

Fonte: A pesquisa foi efectuada com base no site IMScouting.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Robert Enke 1977-2009

Soube ontem da notícia, ao final da tarde, mas só hoje tive a calma necessária para expressar o pesar pelo seu trágico desaparecimento. No início da época 1999/00, tinha este jovem que escreve 24 anos, Robert Enke chegou ao Sport Lisboa e Benfica. Portanto, recordo-me bem da sua inquestionável valia como guarda-redes, para além de ser também, pelo que afirmam alguns antigos companheiros, um indivíduo dotado de enormes qualidades humanas. Agora, restam as lembranças. Um atleta fantástico. Um homem com um percurso de vida exemplar. Deixo a minha homenagem com algumas imagens que espelham grande saudade...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

[Liga Sagres] 10.ª jornada: SL Benfica 1-0 Naval

Um golo pode traduzir vários estados de espírito: contentamento, desânimo, êxtase, resignação, tristeza. Adjectivo de escolha mútipla. Um golo tem esse condão, de tanto nos colocar a chorar, inclusive de alegria, como de nos fazer sorrir até ao júbilo no seu estado mais elevado. Um golo pode ser marcado de cabeça, de pé esquerdo, ou direito, de costas, joelho, ou calcanhar. Enfim, é só escolherem. Um golo pode ser obra do acaso, um golpe de sorte irrepetível; mas, também pode ser majestoso, daqueles que têm milhares de views no YouTube, ou que passam ininterruptamente em todos os canais de televisão. Para um qualquer adepto, um golo pode representar alívio ou um certo gozo especial, mediante o adversário e as circunstâncias do momento. Por sua vez, pode simbolizar o timing certo para uma vitória decisiva: quer seja na baliza 'norte', do antigo Estádio da Luz, como aquele marcado por Vata numa meia-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus; como pode ser na baliza 'sul', a 'grande', já na novinha 'Catedral', como aquele marcado por Luisão frente ao Sporting. Um golo pode ser tanta coisa. Pode ser, como ontem, num jogo importante a contar para a Liga Sagres: um golo cobiçado, desejado, justo e merecido. Um golo que activou um 'vulcão' encarnado, composto por 41.981 crentes. Que pode significar um campeonato. Obrigado, Javi García. Obrigado, Benfica.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

[Liga Sagres] 9.ª jornada: Sp. Braga 2-0 SL Benfica

Depois dos acontecimentos do passado fim-de-semana, pouco tenho a adiantar sobre o jogo que já não tenha sido aflorado pela blogosfera ou pela imprensa especializada. Porém, desejo escrever algumas frases para memória futura.

Quando um emblema médio português, seja o Boavista, num passado recente, o Belenenses, o Vitória de Guimarães, o Sporting de Braga, ou outro qualquer, ao fim de algum tempo, projecta as bases para uma subida de patamar, assente num plano ambicioso de maior destaque no futebol nacional, os traços gerais dessa aproximação aos ditos 'grandes' tornam-se evidentes. Trata-se de uma mera circunstância pontual, influenciada por uma série de exibições e resultados prometedores? Ou, em sentido inverso, vislumbram-se sinais de crescimento consolidados e sustentados por uma direcção estável, um treinador competente e um elenco de executantes acima da média? Quando um desses clubes começa a demonstrar tiques de 'grande', será algo meramente conjuntural ou, porventura, um sintoma associado a um projecto sólido e bem construído, orientado para um futuro, de médio e longo prazo, com garantia de sucesso desportivo?

Até ao passado sábado, estava perfeitamente convencido que a estrutura futebolística do Sporting de Braga encontrava-se naquela parte decisiva do trajecto onde poderia, finalmente, intrometer-se na famosa luta entre os três 'grandes'. Estava enganado. Este Sporting de Braga nunca será 'grande', porque não respeita um rumo consistente, assente em predicados de crescimento gradual, sustentado e com uma imagem que o distinga dos demais. Este Sporting de Braga tem, apenas, tiques de 'grande'. Ainda por cima, demasiado vistos por outras bandas. A liderança não se afirma por uma lógica de virtudes, antes copia exemplos próximos que pouco dignificam o dirigismo nacional. A concepção de um modelo de jogo que privilegie o bom futebol esbate-se em atitudes provocatórias e comportamentos típicos de um clube de aldeia que disputa o seu derby regional. A meu ver, ficou evidente que este Sporting de Braga está longe de ser um 'grande'. A começar no seu presidente, em sentido literal, passeando pelas bancadas e continuando dentro do campo, nas imediações do túnel, onde os jogadores confundem agressão com sentido de afirmação.

Onde é que já vi isto? Em anos muito recentes, numas estranhas camisolas axadrezadas. Não deixa de ser curioso que esse projecto ambicioso e megalómano se tenha esvaído para divisões secundárias. Não é 'grande' quem quer. É 'grande' quem pode e quem faz por merecer. Suponho que, para algumas pessoas, ainda demore algum tempo a assimilar essa constatação. Da nossa parte, cá vos esperamos na 2.ª volta para recordar esse facto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O estado de euforia

Os três estados da matéria são facilmente reconhecidos: sólido, líquido e gasoso. Ironicamente, poderia mencionar o estado online, segundo o qual todos os seres humanos se agrupam em determinados formatos HTML. Contudo, olhemos para as últimas novidades científicas. Em meados de Agosto deste ano, diversos investigadores apontaram para a descoberta de um novo estado, de natureza superior, previsto por intrincadas fórmulas matemáticas: o estado eufórico, traduzido numa sensação fisiológica de bem-estar.

Este estado de euforia, quase permanente, tem invadido um número infindável de lares benfiquistas, levando ao desespero uma fatia algo considerável da população portuguesa. Segundo os últimos relatos, trata-se de uma verdadeira pandemia, potencialmente mais ameaçadora que o vírus H1N1. Esta nova estirpe atravessa todo o país, contagiando homens e mulheres, velhos e crianças, pessoas de todas as raças, credos e estratos sociais. Para uma larga franja de historiadores, maioritariamente adeptos de teorias da conspiração, o estado eufórico significa um passo decisivo no estabelecimento da "New World Order".

No meio deste ambiente tenebroso, a comunicação social está longe de ser inocente. Não há como esconder: depois de cada jogo em que o Benfica esteja envolvido, mais e mais pessoas são afectadas por um clima de euforia contagiante. Este novo surto gripal, qual moderno estado da matéria, tem coberto o país de forma imparável e a imprensa desportiva não se cansa de repetir, até à exaustão, que os adeptos encarnados encontram-se num estado de euforia constante. Sinceramente, já começo a ficar cansado da utilização abusiva da expressão.

Por exemplo: apenas como mero exercício de suposição (nem sei como me fui lembrar disto), tenho alguma pena que o treinador Manuel Machado não seja profissional da comunicação social. Já viram como poderíamos alcançar o 'nirvana', atingindo um estado de êxtase superior? Ora reparem: após cada vitória, poderíamos alternar o optimismo com a alegria do resultado, o entusiamo com a satisfação do dever cumprido, inclusive o contentamente com a exultação do nível exibicional. Vá lá, esforcem-se um bocadinho...

Para terminar, confesso que também já fiquei contagiado pela sensação de arrebatamento transmitida pela euforia. Não há como disfarçar, até porque raro é o dia em que não adormeço com um sorriso parvo no rosto. Vou relatar um episódio que espelha bem esta mudança: no outro dia, repimpado a saborear uma apetitosa refeição, tendo um vinho tinto excelente por companhia, um familiar próximo olha-me nos olhos divertido e diz-me que já estou excessivamente alegre, pelo que devia beber mais água e deixar de lado o Afredo Roca Malbec de 2004. A situação é de tal ordem que alguns amigos já me perguntaram se andava a fumar haxixe. Não estou preocupado, mas já me avisaram que, em casos muitos graves, a euforia pode dar lugar ao deslumbramento. A palavra até arrepia. É capaz de ser perigoso, não?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

[Liga Sagres] 8.ª jornada: SL Benfica 6-1 Nacional

Mais uma vitória. Mais uma fantástica exibição, coroada por número expressivos. Efectivamente, começam a faltar adjectivos para este início de época tão avassalador. Contando os jogos a que assisti no Estádio da Luz (Vitória de Setúbal 8, Bate Borisov 2, Leixões 5, Everton 5 e Nacional 6), a média de golos faz parecer que estamos na presença daquele ritmo frenético do hóquei em patins. Para que Manuel Machado entenda, refiro-me ao seguinte: jogo desportivo de equipa praticado em campo, sobre o gelo ou em patins e cujo objectivo é introduzir nas redes da baliza adversária uma pequena bola ou disco (no hóquei sobre o gelo), batendo-a com o stick. Puro engano: é mesmo de futebol que se trata, muito embora, na maioria das vezes, mais pareça que os nossos jogadores deslizam pelo relvado, como se tivessem patins... por falar no treinador do Nacional, um último comentário: um cretino é um cretino; um tesourinho deprimente é um manancial, fonte de bens (grande quantidade de ouro, prata, coisas preciosas), graças, virtudes que abate as forças, humilhante, aviltante. Estamos entendidos, ou é preciso um dicionário?

Sobre as incidências da partida, que há a dizer? Pretendem dar ênfase aos denominados casos do jogo? Quais deles? O (não) penalty cometido sobre Pablo Aimar? Os golos anulados ao Benfica, um deles claramente mal tirado? E que tal debater o golo marcado pelo Nacional em fora de jogo e a entrada do Patacas aos 42 minutos da primeira parte? Pois, se calhar é melhor deixar estes assuntos para os habituais ressabiados (desconfiados, espantadiços, melindrados, agastados, zangados), como sejam as típicas personagens que cospem azia em programas de televisão ou as confrangedoras figurinhas que destilam ódio na imprensa desportiva. A nomeação do árbitro Vasco Santos foi uma jogada curiosa, só que este ano vão ter de esforçar-se muitíssimo mais. Agora, também não abusem: por norma, as sequelas no cinema pecam na qualidade em relação ao original. Vocês sabem do que estou a falar...

Porém, apesar de toda essa 'dor de cotovelo' alheia, prefiro partilhar a vitória com os outros 47.010 espectadores que marcaram presença em mais uma gloriosa jornada. Desejava muito a vitória. Festejei muitíssimo a goleada. A melhor resposta é presenteada dentro do campo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

[Europa League] SL Benfica 5-0 Everton FC

Na presente época, contando os jogos no Estádio da Luz, pontuei pela ausência nas partidas frente ao Marítimo e ao Vorskla Poltava, pois encontrava-me a gozar um merecido período de férias. A estreia não podia ter sido melhor: vitória por 8-1 frente ao Vitória de Setúbal. A juntar a Bate Borisov (2-0), Leixões (5-0) e Everton (5-0) já gritei golo em 20 ocasiões. Resultado: média de 5 golos por jogo. Impressionante!

Após a partida com o Vitória de Setúbal, fiquei convicto que o resultado espelhava uma superioridade incontestável, porém com números difíceis de igualar, ou de serem sequer aproximados. Logo na jornada seguinte, no Restelo, a minha mulher dizia-me que iríamos voltar a golear. Limitei-me a sorrir, com aquele ar de quem já anda nisto há imenso tempo e tem a noção de que goleadas não nascem nas árvores. Surpreendemente, ou talvez não, o Benfica venceu por 4-0 com mais uma exibição de encher o olho. Algumas jornadas depois, aquando da visita à Mata Real, o meu prognóstico reservado admitia um cenário de acordo com aquilo que a história recente traduzia. Mais uma vez, os benfiquistas que me rodeiam mais de perto mostravam-se plenamente confiantes quanto ao desfecho final. Frente ao Everton, a mesma forma de pensar: da minha parte, a satisfação numa vitória por 1-0 reflectia alguma cautela assente na convicção de estar perante um jogo complicado; do lado da família benfiquista próxima, a certeza de mais uma goleada. Sinceramente, dou por mim a pensar se estou a sonhar. Pelo contrário. Acordei foi de um pesadelo que durava há vários anos e, agora sim, estou acordado para uma realidade que há muito estava esquecida.

Não interessa como começa. Interessa como acaba. Certo. Gosto de pensar que o discurso (de dentro para fora) dos responsáveis encarnados é o mais correcto. Em termos de conquistas (taças e troféus importantes), o Benfica ainda não ganhou nada palpável. É verdade. Contudo, tem vindo a ganhar algo que estava quase irremediavelmente perdido: a confiança e satisfação dos adeptos (incrível assistir à euforia de dois sócios benfiquistas, provavelmente com o dobro da minha idade... pulavam, cantavam e gritavam olés como se fossem crianças a viver a gloriosa década de 60), a opinião unanimemente positiva da imprensa desportiva (com excepção de alguns escribas com dores de cotovelo) e o respeito dos adversários. Não sei até que ponto este nível exibicional irá manter-se. No entanto, dia após dia, mais esta onda vermelha assume proporções de 'case study'. O que começou por ser fortuito e amparado por circunstâncias felizes, ameaça transformar-se em algo perfeitamente justificável: entre muitas outras variáveis que entram na fórmula do sucesso, um modelo de jogo solidificado e assimilado por óptimos executantes.

A vida deve ser vivida com o máximo de intensidade. Trata-se de um daqueles 'pensamentos do dia 'que passarei a adoptar com maior crença e fervor: aproveitar a maré, vivendo cada jogo como se fosse uma final e cada golo como se fosse decisivo para o resultado final. Sempre com os pés bem assentes na terra, mas com o coração vermelho inchado por uma euforia que vagueia nas ruas, nos transportes, nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho. Como já li por essa blogosfera fora, o Benfica reencontrou-se com a história. Deixou de ser um sonho. O subconsciente deu lugar a uma portentosa realidade. Já viram como está uma sexta-feira estupenda?

[Europa League] Fantasy Football 2009/10 (3.ª jornada)

Tal como vem sendo hábito, disponibilizo a pontuação respeitante à 3.ª jornada da Europa League. Aproveito para felicitar o Pedro Antunes pelos magníficos 181 pontos acumulados que lhe conferem a liderança destacada. Esta semana também não me correu nada mal: graças à aposta em Di María e Saviola, a capitão, subi para a 8.ª posição, graças à bonita soma de 78 pontos. Aqui fica a classificação...

# Equipa - Treinador - JO / TOT

1 SL Batenavó - Pedro Antunes 56 / 181

2 querosertreinador - Bruno Pereira 81 / 171

3 So Show - Zeze Alex Oliveira 53 / 163

4 nevermind - filipe amado 51 / 159

5 Futebol Total - Jose Lemos 65 / 150

6 Lambada do Badocha - primo do veiga 54 / 148

6 Belem p´ra Sempre - João Rodrigues 59 / 148

8 Catenaccio - Ricardo Cunha 78 / 148

9 Funkerman - Pedro Lima 37 / 145

10 SOA Portugal FC - Paulo Jacinto 39 / 142

11 El ninos - Gonçalo Cardoso 58 / 140

12 Singha Beer - Hugo Miguel 39 / 138

13 VegetaDB 2 - Pedro Santos 58 / 138

14 Benfica1975 - Pedro Rodrigues 44 / 131

15 Aguias Paroquiais - Hélio Valério 28 / 131

16 Benfica de Portimao - Carlos Miranda 46 / 130

17 JC Aljezurense - Sérgio Marreiros 47 / 129

18 CMBV Red Devils - Cristovao Vale 31 / 127

19 SL Benfica - Luís Duarte 40 / 126

20 Unidos do Alportel - Bruno Nunes 38 / 124

20 Red Pass Blogue - João Gonçalves 54 / 124

22 Freamunde - Pedro Nogueira 42 / 123

23 Finta & Remata - Mário Ventura 31 / 120

24 Blog do Forneiro - Antonio Ventura 51 / 119

25 Todos à Molhada - Nuno Cardoso 43 / 115

26 where Eagles dare - Bruno Diniz Madeira 60 / 111

27 FC Ramalha - Pedro Alves 59 / 110

28 FC Edmapi - edgar pires 35 / 105

29 REDEVILS - Carlos Presa 32 / 100

30 Sport da Cividade - Pedro Mendes 43 / 99

31 Augusto - Pedro Augusto 68 / 99

32 Os Gloriosos - João Bizarro 33 / 96

33 FlipWannabes - Filipe Beato 46 / 86

34 Tarrastalenses - Ricardo Almeida 53 / 82

35 Academica Erasmus - Tiago Ferreira 39 / 77

36 NRP Benfica - Pedro Melo 43 / 72

37 Alforrecas - António Figueiredo 28 / 50


Ranking aumentou

Ranking decresceu

Ranking manteve-se

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