
Em primeiro lugar, expressar aos leitores as minhas desculpas por esta ausência mais prolongada. O início de Dezembro foi marcado por semana e meia de férias, período esse dedicado a concluir uma aventura académica que começou no ano lectivo 2006/07: finalmente, passados 3 trimestres exigentes - com 9 disciplinas, exames e trabalhos de grupo - e após quase 2 anos a desenvolver uma Dissertação de Mestrado em Contabilidade Internacional no ISCTE, o projecto de investigação chegou ao fim. Com enorme orgulho e satisfação, no passado dia 15 de Dezembro, ultrapassei (com sucesso) a apresentação das provas públicas de Mestrado (vulgo defesa da Dissertação), denominada: 'Divulgação de informação e direitos de inscrição desportiva sobre jogadores de futebol: Estudo da IAS 38 em clubes de futebol europeus'. Mais um desafio que foi alcançado.
Deste recolher obrigatório, uma das poucas coisas que me ligou à realidade foi o Benfica: (i) estive presente numa noite chuvosa de domingo, juntamente com mais 41.205 espectadores, para assistir a uma nova goleada, desta feita contra a Académica de Coimbra; (ii) observei, pela televisão, a desilusão pelo empate consentido (e não conquistado) em Olhão; e, (iii) acompanhei, em mais uma noite europeia, a vitória caseira que encerrou uma brilhante fase de grupos da UEFA Europa League. Sobre o jogo com o AEK Atenas, já sem motivos de interesse prático, louve-se a
performance de Di María, principalmente aquele golo de 'letra'. Pena que o argentino tenha tanto de bom jogador (na recepção, passe, condução de bola e técnica), como de excesso de parvoíce: estranhos sentimentos que Di María provoca, ora arrebatando as bancadas com lances de génio, ora enervando os benfiquistas dos 7 aos 77 anos de idade.
Entretanto, três assuntos fazem parte do dia-a-dia encarnado e merecem a atenção dos benfiquistas. A saber: (i) as contratações (possíveis?) do defesa central Durval, do Sport Recife, do pivot defensivo Airton, do Flamego e do ponta-de-lança Alan Kardec, do Vasco da Gama; (ii) o sorteio dos 16 avos-de-final da UEFA Europa League, que ditou o confronto com o Hertha de Berlim; e, (iii) o clássico de domingo frente ao FC Porto, marcado para as 20h15.
Em relação ao primeiro tema, confesso que a ideia de um Esporte Lisboa e Benfica não me deixa muito animado. Se consigo entender a necessidade de uma alternativa a Javi García, focalizada na possibilidade Airton, jovem de 19 anos com óptimas referências, já torço o nariz quanto às outras opções. Espero bom senso da parte de Rui Costa e C.ª, pois esta política desportiva à 'Football Manager' deixa-me desanimado.
Hertha de Berlim, último classificado da Bundesliga. É preciso aprofundar? Obviamente, é para seguir em frente, rumo aos oitavos-de-final e 'piscando o olho' às boas recordações do Velódrome. Não somos o Sporting. Vale mesmo a pena desenvolver?
Por fim, partida com os (únicos) rivais, na pior fase da época: castigos, lesões, febres e 'bicos de papagaio'. Tudo acontece. Pensar num onze titular provável é como resolver um joguinho de Sudoku: um autêntico quebra-cabeças para Jorge Jesus. De qualquer modo, até com Luís Filipe e Jorge Ribeiro como 'carrileros', o pensamento seria sempre o mesmo: vitória, vitória e vitória. Só faltava dar-se o caso de vencer o concurso
"Lugar de Ouro" (para azar do Benfica), na modalidade abandono do meu local de apoio para 'fazer uma perninha' no relvado. Olhando para os dois cenários, o segundo até era capaz de ser menos prejudicial aos interesses da equipa. Fora de brincadeiras... sem contar com Sidnei, Ruben Amorim, Ramires, Fábio Coentrão, Di María, Pablo Aimar e sabe-se lá que mais 'desgraças' ainda podem acontecer, mantenho a fé na vitória. Lá estarei para confirmar esse desejo. Longe da relva, no meu lugar habitual.