domingo, 31 de janeiro de 2010

1º Sport Lisboa e Benfica Fans Twitter Meeting

Muitas vezes, a internet é acusada de travar a socialização 'in loco', ao fomentar a individualidade do ser humano, sentado confortavelmente por detrás de um monitor de computador. No entanto, quando o assunto intitula-se Benfica, a internet, ou a rede social twitter, neste caso, tem o condão de aproximar pessoas que nunca antes se tinham cruzado: descobrem-se benfiquistas vizinhos que partilham o mesmo código postal, potenciam-se reencontros de antigos colegas de escola e travam-se novas amizades, sempre com o vermelho como pano de fundo.

Desde há vários meses que o twitter é palco de conversas diárias sobre o mais glorioso clube de Portugal. Ao longo do tempo, à medida que cresce a familiaridade à volta de 140 caracteres, vão-se cimentando amizades virtuais e identificando pontos comuns de interesse. Assim nasceu o 1.º Sport Lisboa e Benfica Fans Twitter Meeting.

Data do acontecimento: sábado, 30 de Janeiro de 2010. Hora marcada: 11h30, junto à estátua de Eusébio. Local de almoço: 3.º Anel, com o lema 'mamar o polvo à lagareiro e depois saltar para primeiro'. Numa tarde muito bem passada, em plena cavaqueira benfiquista, estiveram presentes cerca de 20 convivas twitteiros. O meu abraço a todos eles: @andreafonso, @chateaufiesta, @Dores, @jbizarro, @pedromrsl, @ROMZ72, @zemarinho, @JG1904, @ZorGabor, @PedroEGSeabra, @joaohartley, @Miguel1975, @vistoalupa, eu próprio @catenacc10 e, também, o @NROM75, o @Paulosantosoo1, do blogue ApenasFutebol e o Pedro, do blogue Mágico SLB que apareceram um pouco mais tarde, ainda a tempo de umas cervejas antes da partida com o Guimarães (fiquei a dever uma rodada, para uma próxima ocasião). Espaço, agora, para algumas fotografias tiradas pelo 'repórter' @ZorGabor:







Para terminar, faço minhas as palavras do @joaohartley, do blogue Pardais ao Ninho "Depois do 1º encontro TwitterBenfica, realizado ontem na Catedral da Luz, apenas uma conclusão (desejo) fica":

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Qual o vosso jogador 'encarnado' favorito?

É comum falar-se no melhor jogador da liga portuguesa, ou no melhor futebolista do clube 'a', 'b', ou 'c'. Tal avaliação depende de um conjunto alargado de factores: número de golos marcados, número de assistências, relevância no seio da equipa, entre vários outros aspectos. A apreciação é, muitas vezes, subjectiva. No entanto, o intuito desta entrada não vai no sentido de ser feito um diagnóstico sobre qual o melhor jogador a pisar os relvados portugueses. Pelo contrário, é meu objectivo argumentar os motivos que me levam a preferir o jogador 'x' em detrimento do futebolista 'y'. Até porque, in my opinion, o meu jogador favorito pode nem ser o melhor atleta no seu ramo de actividade...

Indo directo ao assunto, centremos a nossa atenção única e exclusivamente no universo encarnado. No meu entender, Pablo Aimar é o melhor jogador do Benfica. Ponto. Contudo, não se trata necessariamente do meu futebolista preferido. Porquê? Porque o 'mago' argentino tem uma qualidade técnica claramente acima da média, aliada a uma forma de pensar e pautar o jogo que o faz destacar no meio de uma floresta de chutões e empurrões. Aimar é um jogador (médio) completo - na recepção, no passe, na inteligência de processos. Uma verdadeira 'estrela' do futebol mundial, ao qual só devemos agradecer por nos proporcionar momentos de rara beleza num campo de futebol. Mas (há sempre um mas), esta constatação carece de um sentimento de identificação com algumas características do jogador em questão. Falta uma espécie de click futebolístico. Passo a explicar...

Por exemplo, por razões distintas, aprecio muito a personalidade de atletas como Luisão e David Luiz. Sem esquecer as suas mais-valias enquanto atletas, agrada-me, sobremaneira o seguinte: (i) a força mental e capacidade de liderança do sub-capitão encarnado, assente na classe, tranquilidade e num registo profissional impecável (esqueçamos o 'caso' passado com o grego Katsouranis); (ii) a determinação e empatia com os adeptos benfiquistas do jovem central brasileiro, apesar de algumas asneiradas mercê da, por vezes, excessiva impetuosidade demonstrada nalguns lances. Em suma, ambos são jogadores 'à Benfica' que muito admiro. Da mesma forma, aprecio imenso a garra de Maxi Pereira, o voluntarismo de Javi García, a consistência de Ramires, o atrevimento de Fábio Coentrão ou a eficácia de 'Tacuara' Cardozo. No fundo, ao 'amar' o Benfica, aprende-se a gostar dos jogadores.

Chegamos ao homem que a imagem retrata. Propositadamente, deixei Saviola para a parte final deste texto. Em primeiro lugar, não querendo desfazer a qualidade dos restantes membros do conjunto encarnado, o argentino é dos melhores jogadores que constituem o plantel. Com tudo o que essa opinião possa ter de subjectivo, porque nem sempre resulta lógico estar a comparar futebolistas que actuam em posições diferentes no terreno de jogo, Saviola é (mesmo) dos melhores jogadores do Benfica actual, como se pode comprovar pelos seus números da presente temporada. Em segundo lugar, o avançado argentino é, sem grande margem para dúvidas, meu jogador favorito do Benfica. Porquê?

Em primeiro lugar, porque existe o tal factor de identificação com o futebol de 'el conejo'. Em miúdo, quando jogava à bola na rua, era (ou tentava ser) uma espécie de Saviola: gostava de ter a bola, de fintar os adversários, de passar despercebido entre os defesas, à espera da melhor oportunidade para rematar a bola por entre duas pedras a servir de baliza. Para além disso, partilhamos a mesma estatura (1,69m) e somos, em certa medida, fisionomicamente parecidos. Alguns amigos mais próximos chegam mesmo a chamar de Saviolita. Um orgulho. Em segundo lugar, o jogador encarnado tem tudo aquilo que admiro num avançado, quer esteja com ou sem bola: (i) quando em posse, é soberbo a decidir entre esconder o esférico, prosseguir em drible, ou optar por um passe certeiro para um colega melhor colocado, impressionando pela leveza na recepção (orientada), qualidade técnica no passe (muitas vezes, ao primeiro toque) e posterior desmarcação para o espaço vazio; (ii) sem bola, é igualmente decisivo, quer na forma como sub-repticiamente se 'esconde' das marcações junto ao 2.º poste, quer na utilização que faz da sua inteligência de movimentos, permitindo que a equipa, no geral, encontre canais de penetração em direcção à baliza adversária e que Cardozo, em particular, seja um dos goleadores mais felizes do mundo por ter a companhia de um enorme talento de 1,69m. Sim, Javier Saviola é mesmo um jogador fantástico!

E para si, caro leitor, qual a camisola que gostaria de 'vestir'?

sábado, 23 de janeiro de 2010

O adversário do Sport Lisboa e Benfica

Para Luís Freitas Lobo, "mais do que cinco continentes e sete mares, o mundo é um infinito conjunto de campos de futebol com muitas casas á volta". Trata-se de uma frase que resume bem a paixão do conhecido analista desportivo. Sem contrariar o sentido emocional da mesma, apenas acrescentaria o seguinte excerto: "(...)" onde emergem as mais variadas rivalidades clubísticas. O futebol não teria a magia e o impacto (positivo) junto da sociedade, sem o 'picante', correctamente doseado, de uma saudável competição. Será possível ficar indiferente à emoção dos sentidos perante um Boca Juniors vs River Plate? Um Celtic vs Glasgow Rangers? Um Barcelona vs Real Madrid? Um Everton vs Liverpool? Ou, ainda, um Lazio vs Roma? E, em Portugal?

Se perguntarem a um adepto do FC Porto qual o seu principal adversário, a resposta será óbvia. Se colocarem a mesma interrogação a um simpatizante do Sporting, a resposta será idêntica. Em relação à primeira questão, concordo. Basta levantar a cabeça para observar o rival que está imediatamente acima em número de campeonatos conquistados. Em relação à segunda inquisição, discordo. Por razões normais, seria preciso subir 13 degraus na escada da principal competição portuguesa para atingir o mesmo patamar curricular. Agora, para além da natural atenção 'carinhosa' dos rivais azuis e verdes, qual será, então, o principal adversário do Sport Lisboa e Benfica?

Em conversa com alguns amigos 'encarnados', as opiniões dividem-se. Por um lado, há quem olhe para a rivalidade clubística com uma visão tradicional de proximidade geográfica, respeitando uma espécie de passagem de testemunho dos mais velhos. Trata-se da rivalidade estrutural entre o Benfica e o Sporting. Por outro lado, há quem veja a rivalidade clubística com uma visão mais moderna de conflito regional, atendendo aos desafios impostos pelas últimas décadas. Como está bom de ver, refiro-me, em tom guerreiro, à rivalidade conjuntural entre o Benfica e o FC Porto. Como a nossa existência não gira à volta de sentimentos de cólera, ódio, rancor ou puro sarcasmo, há que optar por um alvo específico que garanta o 'reunir de tropas'.

Compreendo o peso da tradição e o carácter particular de um derby, mas desde há algum tempo que o clássico tem vindo a capitalizar maior importância: o Sporting não deixará de representar o papel de opositor histórico, mas o principal contendor actual dá pelo nome de FC Porto. Como em muitos outros aspectos, sou bastante pragmático. Na verdade, gosto de analisar os números, estudar os factos e, após discussão e reflexão, revelar um sentido prático sobre conceitos e situações. A verdade é só esta: o Sporting apresenta 18 títulos nacionais conquistados; o FC Porto alcançou a marca de 24 troféus 'capturados'. Claro que destes, 2/3 foram obtidos através de meios ílicitos que a justiça portuguesa fez o favor de ignorar, mas o fantástico tripulha fez questão de deixar para memória futura. Em resumo?

O Sporting mantém o seu rumo aristocrático de auto-flagelação - vidé os recentes acontecimentos verificados entre o seu director de futebol, Sá Pinto, e o seu principal goleador, Liedson. O FC Porto insiste no clima de guerrilha, estendendo os 'tentáculos do polvo' a várias esferas nacionais, quer se trate de influências nos sectores de justiça, passando por intimidações junto de orgãos de comunicação social, até culminar nos meios que justifica(ra)m os fins, ou seja, nos envolvimentos entre a mais antiga profissão do mundo e os agentes do futebol. Destas, e outras, actividades, mais ou menos respeitosas, a fronteira é cada vez mais ténue. As diferenças estreitam-se. Para terminar...

O Sporting não aborrece. O Sporting não ameaça. O Sporting provoca, apenas, duas vezes durante o ano, hora e meia de transtorno emocional, ainda que muito semelhantes ao nervoso miudinho sentido quando defrontamos o Belenenses. Cada vez mais. O Sporting não é rival directo na hegemonia do futebol português. Pelo contrário, por todas as razões e mais algumas, o FC Porto é o verdadeiro 'alvo a abater'. No entanto, enormes diferenças separam estes dois competidores directos. O FC Porto, na pessoa do seu dirigente máximo, agride, engana, ilude, insulta, ludibria e prevarica.

Em sentido contrário, a instituição Sport Lisboa e Benfica não afronta, não investe, não ofende e não provoca. Não abusa de cânticos insultuosos. Não faz da ira e da raiva uma forma única de existência. A filosofia de vida encarnada não busca o confronto externo, antes exalta o carácter positivo daquilo que a equipa de futebol é capaz de transmitir no relvado, em perfeita comunhão com a união de uma onda vermelha centrada na admiração por um símbolo vivo. Por muito que tentem influenciar a opinião pública, de modo a camuflar a realidade, haverá sempre um tripulha qualquer disposto a repor a verdade.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O notável anti-Benfica

Afinal, não é só o Barcelona que é 'mais do que um clube'. O notável (cof cof) anti-Benfica é, também, mais do que um clube, uma entidade com, ou sem, substância física que extravassa classes sociais e faixas etárias, atravessando as mais diversas localidades de Portugal. Não sendo glorioso, como o seu mais directo rival, o anti-Benfica é grandioso na sua prosápia linguística, dando essência a um estado de alma pontuado pela tacanhez de espírito. De facto, esta moldura ideológica, regada por sentimentos de ódio e inveja, assume as mais variadas cores, formas e sotaques.

Mais do que um clube, o anti-Benfica é uma instituição nacional. A única que consegue competir, de igual para igual, com o glorioso Benfica. Em primeiro lugar, na comparação que se pode fazer em número de adeptos e simpatizantes, traduzida na quantidade de espectadores presentes nos jogos proporcionados pelo anti-Benfica. Em segundo lugar, de cariz extremamente concorrencial, no carácter mediático existente nos orgãos de comunicação social, onde pululam comentadores, jornalistas e outras tristes figuras ávidas em realizar ataques incontrolados e desenfreados. Tal como o parasitismo, o anti-Benfica não vive por si só: antes alimenta-se da realidade alheia, sugando os fracassos e insucessos de outrém para sobreviver na sua triste existência.

Mais do que um clube, o anti-Benfica é uma entidade com as mais variadas cores, formas e sotaques. Em certas ocasiões, veste o azul carregado dos mares tenebrosos; noutras circunstâncias, aparece trajado com um verde cetim típico dos salões nobres. Com ou sem óculos 3D, também a aparência física não conhece impossíveis, pois o desgosto pelo bem alheio encontra-se corporizado em crianças e idosos, de sul a norte do país, no continente e nas ilhas, gordos e magros, altos e baixos, com ou sem palito na boca. Não são precisos óculos especiais, nem um ouvido apurado, para os identificar à primeira imagem ou conhecer ao primeiro queixume. Lamentavelmente, para todos eles, é quando o rival respira saúde desportiva que mais aparecem e mais se fazem ouvir: barafustam, esbracejam, esperneiam e contorcem-se diante da evidente superioridade contrária. A sua existência só faz sentido à medida dos êxitos e sucessos do glorioso Benfica.

Caros consórcios benfiquistas, até Maio ainda teremos muito que sofrer...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Prémio Relíquia da Internet

Foi num misto de grande surpresa e satisfação que recebi, da parte do conhecido Dezazucr, do blogue Um Zero Basta, este Prémio Relíquia da Internet, na modalidade Clarividência Benfiquista. Não conhecia o prémio, mas a distinção honra e valoriza este espaço. O meu agradecimento pela lembrança.

Como mandam os procedimentos, devo passar o meu reconhecimento a outros cinco blogues, assim como difundir as regras de passagem de testemunho. A saber:

1 - Exibir a imagem do "Prémio Relíquia da Internet" que acabou de ganhar, em qualquer área do blogue (barra lateral, por exemplo);

2 - Publicar um post a informar que ganhou o selo e o link do blog que o ofereceu;

3 - No mesmo post, publicar as regras e indicar os cinco blogues a quem oferece o prémio;

4 - Avisar os blogues escolhidos com um email ou comentário, enviando-lhes o código do selo e o endereço de seu blog;

5 - Conferir se os blogues escolhidos por si passaram o selo e as regras.

Posto isto, os 5 blogues indicados por mim são:

'Mágico SLB' (Clarividência Benfiquista)

'Apenas Futebol' (Inteligência Táctica)

'Red Pass' (Benfiquismo)

'Tertúlia Benfiquista' (A defesa do Glorioso)

'Ontem Vi-te no Estádio da Luz' (Eloquência Benfiquista)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Próspero Ano Novo

Repetindo os votos do ano anterior, desejo um próspero 2010 com óptimas razões para sorrir. Num misto de paciência e sabedoria, espero que consigam ultrapassar os momentos menos bons, saboreando cada pedaço de alegria que a vida nos proporciona. Avancem, de uma vez por todas, para aquele projecto que constantemente têm adiado e persigam os vossos sonhos. Façam de 2010 um ano marcante. Pela positiva.

Como faltam poucas horas para dobrar o novo ano, impõe-se um balanço destes últimos 12 meses. A melhor forma encontrada para esse exercício traduziu-se numa criteriosa selecção dos artigos que fui escrevendo, ao longo do ano. Uma espécie de top 10 Catenaccio.

Não poderia finalizar sem deixar de agradecer todos os incentivos recebidos, contando com as visitas diárias e comentários feitos neste espaço, esperando que 2010 traga mais motivos para nos encontramos neste 'cantinho' virtual. Do mais antigo para o mais recente, tempo de recordar o melhor de 2009:

1. A mística perdida do Sport Lisboa e Benfica

2. Os Senhores da Europa

3. Como deve o Benfica jogar no Dragão?

4. A reflexão interna da família benfiquista

5. O código genético do Sport Lisboa e Benfica

6. A novidade IMScouting

7. [Europa League] Relatório 1: FC BATE Borisov

8. [Europa League] Relatório 2: AEK Atenas

9. [Europa League] Relatório 3: Everton FC

10. O estado de euforia

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

[Liga Sagres] 14.ª jornada: SL Benfica 1-0 FC Porto

Uma das maiores 'molhas' da minha vida, plenamente justificada numa vitória muito desejada. A EQUIPA do Benfica, no relvado, mostrou a raça, o querer e ambição, em perfeita comunhão com os adeptos, nas bancadas. Com votos de Feliz Natal, a todos os leitores, ouçam a emoção e vejam a loucura instalada na 'Catedral'. Viva o Benfica!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

[Europa League] SL Benfica 2-1 AEK Atenas

Em primeiro lugar, expressar aos leitores as minhas desculpas por esta ausência mais prolongada. O início de Dezembro foi marcado por semana e meia de férias, período esse dedicado a concluir uma aventura académica que começou no ano lectivo 2006/07: finalmente, passados 3 trimestres exigentes - com 9 disciplinas, exames e trabalhos de grupo - e após quase 2 anos a desenvolver uma Dissertação de Mestrado em Contabilidade Internacional no ISCTE, o projecto de investigação chegou ao fim. Com enorme orgulho e satisfação, no passado dia 15 de Dezembro, ultrapassei (com sucesso) a apresentação das provas públicas de Mestrado (vulgo defesa da Dissertação), denominada: 'Divulgação de informação e direitos de inscrição desportiva sobre jogadores de futebol: Estudo da IAS 38 em clubes de futebol europeus'. Mais um desafio que foi alcançado.

Deste recolher obrigatório, uma das poucas coisas que me ligou à realidade foi o Benfica: (i) estive presente numa noite chuvosa de domingo, juntamente com mais 41.205 espectadores, para assistir a uma nova goleada, desta feita contra a Académica de Coimbra; (ii) observei, pela televisão, a desilusão pelo empate consentido (e não conquistado) em Olhão; e, (iii) acompanhei, em mais uma noite europeia, a vitória caseira que encerrou uma brilhante fase de grupos da UEFA Europa League. Sobre o jogo com o AEK Atenas, já sem motivos de interesse prático, louve-se a performance de Di María, principalmente aquele golo de 'letra'. Pena que o argentino tenha tanto de bom jogador (na recepção, passe, condução de bola e técnica), como de excesso de parvoíce: estranhos sentimentos que Di María provoca, ora arrebatando as bancadas com lances de génio, ora enervando os benfiquistas dos 7 aos 77 anos de idade.

Entretanto, três assuntos fazem parte do dia-a-dia encarnado e merecem a atenção dos benfiquistas. A saber: (i) as contratações (possíveis?) do defesa central Durval, do Sport Recife, do pivot defensivo Airton, do Flamego e do ponta-de-lança Alan Kardec, do Vasco da Gama; (ii) o sorteio dos 16 avos-de-final da UEFA Europa League, que ditou o confronto com o Hertha de Berlim; e, (iii) o clássico de domingo frente ao FC Porto, marcado para as 20h15.

Em relação ao primeiro tema, confesso que a ideia de um Esporte Lisboa e Benfica não me deixa muito animado. Se consigo entender a necessidade de uma alternativa a Javi García, focalizada na possibilidade Airton, jovem de 19 anos com óptimas referências, já torço o nariz quanto às outras opções. Espero bom senso da parte de Rui Costa e C.ª, pois esta política desportiva à 'Football Manager' deixa-me desanimado.

Hertha de Berlim, último classificado da Bundesliga. É preciso aprofundar? Obviamente, é para seguir em frente, rumo aos oitavos-de-final e 'piscando o olho' às boas recordações do Velódrome. Não somos o Sporting. Vale mesmo a pena desenvolver?

Por fim, partida com os (únicos) rivais, na pior fase da época: castigos, lesões, febres e 'bicos de papagaio'. Tudo acontece. Pensar num onze titular provável é como resolver um joguinho de Sudoku: um autêntico quebra-cabeças para Jorge Jesus. De qualquer modo, até com Luís Filipe e Jorge Ribeiro como 'carrileros', o pensamento seria sempre o mesmo: vitória, vitória e vitória. Só faltava dar-se o caso de vencer o concurso "Lugar de Ouro" (para azar do Benfica), na modalidade abandono do meu local de apoio para 'fazer uma perninha' no relvado. Olhando para os dois cenários, o segundo até era capaz de ser menos prejudicial aos interesses da equipa. Fora de brincadeiras... sem contar com Sidnei, Ruben Amorim, Ramires, Fábio Coentrão, Di María, Pablo Aimar e sabe-se lá que mais 'desgraças' ainda podem acontecer, mantenho a fé na vitória. Lá estarei para confirmar esse desejo. Longe da relva, no meu lugar habitual.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

[Europa League] Bate Borisov 1-2 SL Benfica

Vitória na Bielorússia. Três pontos conquistados. Apuramento garantido. Vitória no Grupo I. Missão cumprida.

Desta forma, já é possível ir formando o puzzle relativo ao sorteio dos 16 avos-de-final, marcado para o dia 18 de Dezembro em Nyon. A este respeito, cumpre-me informar o seguinte: Os clubes do mesmo país não poderão defrontar-se nos 16 avos-de-final. Os 12 vencedores de grupos da UEFA Europa League e os quatro melhores terceiros classificados da UEFA Champions League terão como adversários os 12 segundos classificados da fase de grupos da UEFA Europa League e os restantes conjuntos que transitam da UEFA Champions League. Os vencedores dos grupos e os quatro melhores terceiros classificados disputam as partidas da segunda mão em casa. Os vencedores e segundos classificados do mesmo grupo não poderão, também, defrontar-se.

Como tal, mediante estes pressupostos, se as 'contas' estivessem já terminadas, estes poderiam ser os possíveis adversários do Benfica: Estugarda e Hertha (Alemanha); Anderlecht, Club Brugge e Standard Liège (Bélgica); Atlético Madrid, Athletic Bilbao e Villareal (Espanha); Lille (França; Panathinaikos (Grécia); Roma (Itália); Hapoel Tel-Aviv (Israel); Twente (Holanda); Sparta Praga (Rep. Checa) e Rubin Kazan (Rússia). Alguma preferência?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

[Liga Sagres] 11.ª jornada: Sporting CP 0-0 SL Benfica

Um jogo entre os 'grandes' de Lisboa tem sempre associado um grau de emoção acrescido, mercê de uma rivalidade secular. Porém, um «derby» sem golos trava a emoção do espectáculo. Daqui por meia dúzia de anos, ninguém se vai lembrar do encontro que teve lugar no dia 28 de Novembro: este «derby» não deixa história e tem poucos episódios de interesse para recordar. Assim, à falta de motivos para festejos, de qualquer dos lados da 'batalha', sobra o lado mais racional do próprio jogo: a beleza artística de um belo quadro futebolístico deu lugar a um rigoroso embate estratégico, transformando o relvado num inflamado tabuleiro de xadrez...

Do lado do Sporting, Carlos Carvalhal teve uma abordagem inteligente. Sabendo que o Benfica é muito forte nas 'aberturas' e nas técnicas utilizadas nos 'finais', leia-se movimentos ligados à organização ofensiva, o treinador leonino apostou, e bem, nas virtudes do 'meio jogo': sem supresa, um 4x2x3x1 bem reforçado nas 'casas' centrais. Não sendo sempre possível dominar a partida, havia que controlar o apetite sanguíneo do adversário, encurtando espaços e bloqueando as 'peças' mais valiosas do Benfica. Em vários momentos do jogo, a estratégia foi bem sucedida: em primeiro lugar, o duplo pivot, constituído por Adrien Silva (mais fixo) e Miguel Veloso (com maior liberdade para iniciar a transição), funcionou como uma 'parede de peões' difícil de contrariar; em segundo lugar, à direita, Vukcevic era o 'bispo' que prometia estragos no flanco mais fraco do rival; por fim, enquanto Matías pisava terrenos do lado esquerdo, o capitão João Moutinho, ao centro, era uma espécie de 'cavalo' capaz de condicionar a primeira fase de construção centrada em Javi García.

Do lado do Benfica, 'mestre' Jorge Jesus tinha um handicap: o adversário conhecia a sua forma de actuar, mas existiam muitas dúvidas quanto à estratégia que Carlos Carvalhal iria implementar. Consequência: o Benfica, mesmo sem perder identidade, teve de reagir aos primeiros 'lances' contrários, como se jogasse do lado 'das pretas'. Deste modo, o treinador encarnado teve de abrandar a sua fidelidade a um modelo proactivo e ajustar as 'peças' do tabuleiro de uma forma mais reactiva. O sinal inicial foi dado pela troca posicional entre Pablo Aimar e a 'torre' Ramires, ajudando a proteger o 'rei' Javi García numa zona nevrálgica do tabuleiro. Neste caso, do relvado. Com alguma complexidade na 'abertura', graças a uma estratégia bem montada pelo 'mestre' contrário, o desenrolar do jogo ficou afectado por dificuldades evidentes no 'meio jogo', poucas vezes solucionadas por mudanças posicionais capazes de infligir o tão ansiado 'xeque-mate'.

Pragmaticamente, as 'pretas' seguem à frente, com 26 pontos em 11 jornadas. A responsabilidade da vitória estava do lado das 'brancas': a jogar em casa perante o seu público, procurando diminuir uma distância pontual que deve continuar a merecer preocupação. Portanto, respeitando critérios de razoabilidade (óbvios), o resultado final não trouxe motivos para festejar, mas também não justifica argumentos e opiniões a roçar a depressão colectiva. Haja bom senso, quer nas goleadas, quer nas alturas em que a vitória não aparece. Friamente, a confiança no próximo 'xeque-mate' mantém-se inalterável.