Grande ambiente. Enorme vitória. Rumo ao título. 147 dias depois: não é 'grande' quem quer; é 'grande' quem pode. Entenderam? Porque uma imagem vale mais que 1.000 palavras, por agora termino com o resumo da partida. Obrigado, Luisão. Obrigado, Benfica. domingo, 28 de março de 2010
[Liga Sagres] 24.ª jornada: SL Benfica 1-0 Sp. Braga
Grande ambiente. Enorme vitória. Rumo ao título. 147 dias depois: não é 'grande' quem quer; é 'grande' quem pode. Entenderam? Porque uma imagem vale mais que 1.000 palavras, por agora termino com o resumo da partida. Obrigado, Luisão. Obrigado, Benfica. segunda-feira, 22 de março de 2010
[Taça da Liga] SL Benfica 3-0 FC Porto
Há quanto tempo o Benfica não humilhava o Porto com um resultado tão desnivelado? Há quanto tempo o Benfica não ultrapassava uma semana desportiva tão exigente? Há quanto tempo o Benfica não jogava este futebol tão demolidor e personalizado? Não me recordo. Estamos a viver uma época de sonho.Convém enaltecer dois aspectos que dão maior sabor e colorido a esta conquista da 2.ª Taça da Liga: (i) cerca de 72 horas antes, o Benfica tinha ultrapassado brilhantemente os oitavos-de-final da Liga Europa; (ii) em virtude do cansaço acumulado, o treinador Jorge Jesus optou por deixar de fora 4 habituais titulares (Javi García, Ramires, Saviola e Cardozo). Mesmo com essas supostas contrariedades, o Benfica foi fortemente dominador, pelo que não me lembro de um Porto tão descontrolado e subjugado ao poderio adversário. Nesse aspecto, foi hilariante observar o comportamento de Bruno Alves, espécime exemplar da cultura que se valoriza naquele clube. Vale tudo: agredir, esbracejar, insultar e pontapear tudo o que mexe. Estranha forma de vida.
Do nosso lado, destaque para tudo e todos. E Pluribus Unum. Em primeiro lugar, os adeptos que se mobilizaram para pintar o Estádio do Algarve de um vermelho bem vivo e apaixonante. Em segundo lugar, o treinador que gere habilmente a matéria-prima disponível e, em tom crescente, apresenta o dom de nos presentear com um Benfica há muito esquecido. Por fim, os jogadores, máximos obreiros desta vitória. Uns estiveram melhor do que outros (Ruben Amorim, Carlos Martins), mas o sucesso passa pela união e entreajuda de todo o grupo, como aliás tive oportunidade de comprovar com os meus próprios olhos. Jorge Jesus tem razão: esta equipa respira saúde.
Agora, que venha o Sp. Braga, numa partida determinante para as aspirações do 32.º título nacional (por favor, alguém que envie este número ao capitão do Porto). O 'andor cá estará à vossa espera, ou seja, cerca de 60.000 benfiquistas prontos para criar uma atmosfera especial de apoio a esta maravilhosa equipa. Até sábado.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Foto-Reportagem da Viagem à Choupana
No aeroporto de Lisboa
A Benfica Viagens tinha alertado, com antecedência, para estarmos no aeroporto por volta das 08h30. Mesmo a um sábado, nada que fosse um obstáculo: não me recordo de ter levantado da cama com tanta energia. À chegada, alguns adeptos com o cachecol ao pescoço já estavam no Terminal 2. A organização entregou-nos o bilhete de avião e uma brochura com informações sobre a deslocação. Resolvida essa parte, ultrapassámos o controlo de segurança e ficámos por ali, à espreita, junto à porta de embarque.
Deviam ser umas 09h20 quando os 'craques' apareceram. Uns a seguir aos outros, em ritmo calmo, aproveitaram para comprar uns jornais e revistas. Foi, então, que a minha mulher vislumbrou a dupla argentina que tanto tem encantado os benfiquistas: Aimar e Saviola. Oportunidade para uma breve troca de impressões e a fotografia da praxe que tanta satisfação lhe deu. Já de máquina fotográfica na mão, tinha chegado a minha vez e não foi difícil descobrir uma 'cabeleira' bem conhecida de todos. A pergunta que fica é: será que, alguma vez, conseguiria ganhar uma bola de cabeça a este central brasileiro?
No avião
Com a equipa, em voo charter, viajaram cerca de 55 adeptos. Os jogadores, na parte da frente, mais isolados da restante tripulação. Logo a seguir, elementos da equipa técnica e restantes personalidades da SAD encarnada. O meu lugar: 16J. O avião: coloured by you.
No aeroporto do Funchal
À chegada, a recepção foi apoteótica. Tal como tinha imaginado ou observado na televisão, em outras ocasiões. Depois de mais uma foto de família com o nosso 'maestro', segui misturado entre o 'rolo compressor'. Quando a porta se abriu, a multidão entoou um Benfica fortíssimo e mais desvairado fiquei quando vi o inconfundível pano 'Funil', obra do João Gonçalves e restantes amigos. Foi com este grupo que convivemos, às refeições e durante a maior parte do fim-de-semana. Uma vez cá fora, o apoio não abrandou. A mensagem era clara: o nosso destino é o de vencer!
Na Madeira: comes & bebes
Tal como contemplado pela organização da Benfica Viagens, estava um autocarro à nossa espera para nos levar ao hotel com vista marítima, numa zona próxima do centro do Funchal e de fácil acesso a restaurantes interessantes. Relembro que tínhamos direito a usufruir de todos os transfers (aeroporto, hotel, estádio e, novamente, aeroporto), assentes numa organização de enorme simpatia e profissionalismo. Pontuação elevada. Durante este percurso, umas das pimeiras imagens que me captou a atenção:
Dia 2: viagem de regresso, no domingo às 22h00.
A caminho da Choupana
O dia acordou solarengo e, após um pequeno-almoço retemperador, hora de sair à rua para um café numa esplanada perto. Uns telefonemas depois e a conversa já fluía sobre a perspectiva do jogo marcado para as 18h00. Rumo ao título! Mas, antes das emoções fortes, havia que petiscar qualquer coisa e, para variar das suculentas espetadas, nada como experimentar uma brisa marítima. Não há dúvida, a Madeira tem grande beleza natural:
No Estádio do Nacional
Não há muito a dizer sobre o jogo que não tenha sido já dissecado anteriormente. Aliás, por motivos vários, à hora que estou a terminar esta crónica, o Benfica já ultrapassou, de forma brilhante, o Marselha e prepara-se para mais um embate com o Liverpool. Portanto, vamos a algumas fotografias:
Últimos momentos
A viagem de regresso, a caminho do aeroporto, pareceu-me mais curta. A impaciência tinha dado lugar à satisfação do dever cumprido. Apesar da exibição personalizada o Benfica tinha acabado de conseguir uma vitória sofrida, mas extremamente importante. Os meus colegas de viagem partilhavam deste sentimento. De referir que, para muitos deles, esta aventura não terminava em Lisboa: por exemplo, havia quem tivesse de efectuar o regresso a casa para o Algarve e para o Porto. De qualquer modo, há esforços que fazem sentido quando se trata do Benfica.
Perto da porta de embarque, novo contacto com os heróis da noite. Apesar de notar-se que os jogadores vinham algo exaustos, havia a natural boa disposição de quem sabia que tinha cumprido com a sua missão. Mais uma vez, deu para trocar umas palavras com os atletas e guardar uma ou outra foto para a posteridade. Já dentro do avião, um sossego tranquilizador, mas pouco festivo. A razão era simples: depois da descolagem, foi servida uma refeição rápida e correu a informação de que os jogadores necessitavam de descanso, o que foi prontamente respeitado. No entanto, foram minutos de pura ilusão. Vieram as palmas e, afinal, os jogadores estavam bem despertos e animados. Deu para ver o ambiente descontraído e em tom de brincadeira. Fiquei, ainda, mais satisfeito. Até porque, e isto é muito importante que se saiba, este plantel é fortemente unido e reina um óptimo ambiente no grupo de trabalho. Não se esqueçam disto, principalmente nas situações em que possa surgir um resultado menos positivo. Através do que observei e graças a conversas mantidas com a tripulação, pude comprovar que o futebol do Benfica está bem e recomenda-se.
Para terminar, devo dizer que é um privilégio enorme poder estar perto dos jogadores que admiramos e idolatramos. São eles que, no relvado, nos dão alegria a nós, nas bancadas. Contudo, não se pense que escrevi tudo isto em sinal de vaidade. Pelo contrário, trata-se de um sentimento de orgulho muito vincado. Não trocava este programa por nenhum outro e, na medida do possível, sugiro a todos os benfiquistas que vivam a experiência. Da minha parte, o mais certo é que venha a repetir a aventura. Dentro ou fora do território nacional? Depende. Na próxima visita à Madeira, gostaria de aproveitar para conhecer o Estádio dos Barreiros. Ou Hamburgo. Quem sabe...
quinta-feira, 18 de março de 2010
[Europa League] Marselha 1-2 SL Benfica
Numa palavra: épico! O regresso das grandes jornadas europeias. A virtude da raça, querer e ambição. Uma noite à Benfica, numa exibição de classe, com consequente apuramento para os quartos-de-final da UEFA Europa League.No início desta caminhada, ainda pré-fase de grupos, alertei alguns amigos que tínhamos reais aspirações a pensar na final de Hamburgo. Claro que era um desejo prematuro, uma ideia quase tresloucada, mas desde há muito tempo que algo interior me diz que esta época aguarda grandes feitos. Eu acredito. Tal como acreditava que seria possível ultrapassar este difícil obstáculo francês, após o empate 1-1 no jogo da Luz. Agora, até os responsáveis do Marselha já acreditam. Tudo é possível...
O Benfica entrou muito bem no sempre complicado ambiente do Velódrome e, desde cedo, a equipa revelou enorme personalidade ao não se deixar atemorizar, quer pelos adeptos, quer pela qualidade futebolística do adversário. Muita energia na recuperação e suficiente tranquilidade na gestão de posse de bola, foram os traços dominantes. Em largos períodos desta eliminatória, o clube português soube sempre colocar-se mais perto da grande área contrária. Nos segundos 45 minutos, esta realidade foi superiormente visível através do típico 'carrossel mágico' de passe e desmarcação. A certa altura, parecia que era o Benfica que jogava em casa, arriscando tudo em busca da qualificação.
O golo de Niang representou um duro revés, mas foi a actuação do árbitro Damir Skomina que mais me enfureceu. Cheguei a pensar que, para o digníssimo (cof cof) líder da UEFA, o irritante Michel Platini, Lyon e Bordéus nos quartos-de-final da Champions Leaugue não seria suficiente. Não... era perfeitamente perceptível que faltava a 'cereja em cima do bolo'. Infelizmente, para o lado deles, existe um certo rapaz uruguaio que não aprecia 'cerejas', preferindo a pujança revigorante de um chá mate acompanhado de remates de meia-distância. O que dizer da exibição de Maxi Pereira? É certo que o lateral direito encarnado não é um tecnicista, um virtuoso, ou um jogador que venda milhares de camisolas, mas o que podemos opinar quanto à sua atitude, entrega e profissonalismo? É, sem dúvida, um jogador à Benfica. Depois, sim: veio a 'cereja em cima do bolo', mas para as nossas cores. Afortunadamente, Jorge Jesus decide dar uma hipótese a Alan Kardec e, passados poucos minutos, o avançado brasileiro marca o 100.º golo do Benfica em jogos oficiais na época 2009/10. Foi a loucura! Vamos ver o vídeo na Benfica TV?
Posso afirma que, ainda, estou em delírio. Queria muitooooooo despachar estes franceses, sendo que a exibição e o resultado final vêm corroborar o meu legítimo desejo a novos e renovados feitos gloriosos. Eu acredito. O sonho ainda não terminou...
Foto retirado desta thread do SerBenfiquista.
terça-feira, 16 de março de 2010
[Viagem à Madeira] Nacional 0-1 SL Benfica
Não. Com muita pena, mas ainda não consigo escrever a foto-reportagem que, aos poucos, já se vai desenhando na minha cabeça. Durante a semana é difícil encontrar a disponibilidade necessária para elaborar uma crónica tão diferente e exigente, do ponto de vista emocional. O fim-de-semana foi especial: não é todos os dias que temos o prazer de viajar, em voo charter de ida e volta, com os jogadores que tanto admiramos, acompanhando o clube da nossa paixão numa deslocação que ameaçava ser muito complicada. A iniciativa desta maravilhosa aventura partiu da minha mulher que, nas suas palavras, não trocava este programa por nenhum outro. No Funchal, tive sempre a óptima companhia de outros gloriosos benfiquistas, nomeadamente o amigo João Gonçalves e restantes convivas adeptos do 'Funnil'. Aconteceram vários momentos engraçados, num clima de enorme boa disposição. Em resumo, há imensos episódios que merecem ser cuidadosamente relatados e diversas fotografias que fazem todo o sentido serem partilhadas. No total, a colecção apresente cerca de setenta: umas de âmbito mais pessoal e outras de carácter mais geral que ilustram a força desta incrível 'onda' vermelha. Durante o fim-de-semana, com mais tempo, voltarei a este assunto dividido em duas parte: (i) a véspera do jogo (sábado), com viagem de ida às 10h00; e, (ii) o dia da partida (domingo), com viagem de regresso às 22h00. Por agora, para terminar, relembro que o Benfica venceu e conquistou os três pontos. Que mais poderia pedir? Inesquecível.sexta-feira, 12 de março de 2010
Vamos apoiar o Benfica ao Funchal no dia 14 de Março?
VAMOS!É verdade: 'perdi a cabeça' e resolvi mimar-me com uma deslocação à 'mítica' Choupana. A reserva da viagem foi efectuada na quarta-feira, antes da partida com o Marselha, pelo que o apoio no dia 14 de Março será fundamental para que o clube consiga atingir a prioridade n.º 1: o 32.º título nacional.
Há algum tempo que andava a pensar numa 'aventura' deste género mas, por este ou aquele motivo, sempre tinha sido adiada. Desta vez, foi uma decisão quase espontânea e será uma experiência extremamente interessante. Por um lado, nunca estive na Madeira, pelo que será uma boa oportunidade para ficar a conhecer um bocadinho do Funchal. Por outro lado, e mais emocionante do que nunca, o pacote da viagem inclui, para além da estadia de 1 noite e respectivos transfers, deslocação de ida/volta em voo charter com a equipa, sendo uma rara ocasião para privar de perto com alguns protagonistas da equipa de futebol.
A 'aventura' começa amanhã bem cedo, quando o avião partir às 10h00 e termina pós-jogo, com regresso marcado para as 22h00. Sei que vou adorar aquelas musiquinhas típicas da Choupana, mas quero mesmo é os 3 pontos. Depois, quando tiver algum tempo disponível, não me esquecerei de elaborar uma foto-reportagem toda catita. Força Benfica!
domingo, 7 de março de 2010
Olympique Marselha: 11 e 18 de Março de 2010
Depois de uma retrospectiva à meia-final da Taça dos Campeões em 1990, chegou a altura de esmiúçar a equipa francesa no presente.Plantel
No conjunto dos jogadores, há uns que se destacam dos demais: Gabriel Heinze, defesa central (lesionado durante 3 semanas); Souleymane Diawara, defesa central; Benoit Cheyrou, médio centro; Lucho González, médio centro; Hatem Ben Arfa, médio-ala/extremo; Mamadou Niang, ponta-de-lança. Sem menosprezar os restantes elementos do plantel estes são os jogadores mais experientes ou consagrados, aqueles que acrescentam um toque de qualidade extra ao futebol do Marselha. A espinha-dorsal. Para observarem a equipa, em maior detalhe, é favor clicar no próximo link.
Estatísticas
Os números não explicam tudo. Ainda assim, fornecem informação susceptível de ser analisada e rapidamente assimilada. Sendo certo que podia adicionar uma série de dados, fico-me por aqueles que mostram a capacidade ofensiva da equipa francesa: golos e assistências por minutos:
Jogador - Minutos jogados - Golos - Assistências - Média (minutos)
Mamadou Niang - 1.723 - 14 - 3 - 101.4
Bakari Kone - 749 - 2 - 4 - 124.8
Lucho Gonzalez - 1275 - 4 - 4 - 159.4
Brandao - 1606 - 6 - 2 - 200.8
Benoit Cheyrou - 1946 - 5 - 3 - 243.3
Hatem Ben Arfa - 990 - 1 - 3 - 247.5
Fabrice Abriel - 1534 - 1 - 5 - 255.7
Mathieu Valbuena - 877 - 2 - 0 - 438.5
Souleymane Diawara - 2160 - 3 - 1 - 540.0
Charles Kabore - 656 - 0 - 1 - 656.0
Sistema preferencial
Confesso que não conheço muitas das particularidades inerentes ao modelo de jogo do Marselha. Para começar esta secção, sugiro a leitura de um artigo de Luís Freitas Lobo, intitulado 'tempo dos renascimentos'. O treinador, Didier Deschamps, utiliza o 4x3x3 como sistema preferencial, aliás bem vincado na eliminatória frente ao Copenhaga.
Na Dinamarca, resultado de 1-3, a equipa jogou com o seguinte onze titular: Mandanda (GR), Bonnart (DD), Mbia (DC), Diawara (DC) e Taiwo (DE); Cissé (n.º 6), Cheyrou (ME) e Lucho (MD); na frente, Valbuena (AD), Koné (AE) e Niang (PL). Graficamente, o desenho táctico pode ser visto aqui.
Em França, igualmente desfecho de 3-1, o Marselha mudou algumas 'pedras', sem alterar a estrutura táctica base: Mandanda (GR), Bonnart (DD), Hilton (DC), Diawara (DC) e Taiwo (DE); Cheyrou (n.º 6), Kaboré (ME) e Abriel (MD); no ataque, Koné (AD), Ben Arfa (AE) e Morientes (PL). Comparativamente à 1.ª mão mantiveram-se, apenas, 6 jogadores. Mais uma vez, o esquema táctico pode ser identificado aqui.
Alternativa táctica
Curiosamente, julgo que no próximo dia 11 de Março, data do jogo no Estádio da Luz, a equipa francesa irá posicionar-se num sistema semelhante ao 4x4x2 losango, com a particularidade de poder ser facilmente transformado em 4x3x3. Passo a explicar: em determinadas partidas, consoante o advesário e o grau de dificuldade que apresenta, o treinador molda a equipa num esquema de 4x4x2, onde Lucho é o vértice ofensivo, correndo em tarefas de recuperação e sendo o primeiro a pressionar alto. Não creio que Deschamps venha a Lisboa jogar só com 3 homens no meio-campo, sabendo como as questões de superioridade numérica podem ser decisivas nessa zona do terreno. Basta pensar que, por exemplo, Cissé pode 'cair' em cima de Aimar, enquanto 'El Comandante' pode pressionar a saída de bola feita por Javi García. Em losango, o futebol do Marselha pode 'encaixar' nas peças encarnadas, de forma a manietar a posse e circulação de bola do Benfica. Nesta situação, dar-se-ão imensos duelos individuais e a inspiração e qualidade técnica de cada jogador poderá fazer a diferença. Quanto à particularidade que referi anteriormente, ela prende-se com um nome: Mathieu Valbuena. O médio francês actua preferencialmente numa ala, em 4x3x3, mas também pode ser o homem que tapa o lado direito, enquanto Cheyrou, no flanco esquerdo, fecha terrenos mais interiores. Um pouco à semelhança do que acontece com Di María, que oferece maior profundidade, e Ramires, que presta maior apoio à zona central. Assim, com Ben Arfa, ou Koné, e Niang, junto aos centrais contrários, o francês Valbuena pode ser a chave para alguma maleabilidade táctica entre o 4x3x3 e o 4x4x2 losango.
Antevisão
Face à indisponibilidade física do argentino Heinze (boa notícia para o nosso lado), e pelo que escrevi anteriormente, penso que equipa que subirá ao relvado da Luz não andará muito longe do seguinte: na baliza, o inevitável Mandanda; no quarteto defensivo, Bonnart, à direita, Taiwo, à esquerda, Diawara e Mbia ou Hilton, ao centro; no meio-campo, Cissé será o pivot defensivo, Lucho actuará uns metros à frente, como vértice avançado, Cheyrou apoiará a construção do lado esquerdo e, finalmente, Valbuena será o 'camaleão' táctico, na tal alternância de sistema que referi; por fim, na frente, Koné ou Ben Arfa terão a companhia do goleador Niang.
O Benfica terá que ter atenção redobrada com a velocidade e virtuosismo da dupla da frente, quer seja Koné/Niang ou Ben Arfa/Niang, assim como cautelas acrescidas nos apoios que possam surgir de Valbuena, Lucho e Taiwo, lateral muito ofensivo. Na verdade, o Marselha consegue criar oportunidades de golo com alguma facilidade, graças à multiplicidade de combinações atacantes entre as várias opções ofensivas disponíveis.
Em sentido contrário, o Benfica também poderá aproveitar alguns pontos fracos do adversário, nomeadamente: (i) a fragilidade patenteada por Bonnart nos duelos 1v1; (ii) a inoperância demonstrada por Diawara, quando pressionado na saída de bola; (iii) o espaço que fica nas costas de Taiwo, quando se envolve demasiado nas jogadas ofensivas; e, (iv) a indisponibilidade física de Heinze que enfraquece o sector mais recuado, em termos de experiência e eficácia nos lances de bola parada.
Em suma, creio que o Benfica terá muitas hipóteses de tornar ocasiões de golo em remates com sucesso, aproveitando erros ou deslizes adversários. Contudo, do outro lado, estará uma equipa capaz de provocar embaraços à defesa encarnada, pelo que os 90 minutos vão exigir a máxima concentração e inspiração. Um resultado final de 2-0 já me deixaria muito satisfeito, mas um simples 1-0 também não me travaria a convicção e esperança em seguir para os quartos-de-final.
terça-feira, 2 de março de 2010
Olympique Marselha: 4 e 18 de Abril de 1990
No ano de 1990, o Benfica viveu das suas mais bonitas jornadas europeias: a mão que fez explodir a Luz e arrasou corações franceses. Já lá vão quase 20 anos e ninguém se esquece daquele momento. O angolano Vata, que havia entrado aos 53 minutos para o lugar do brasileiro Lima, fez com a mão o golo que colocou o Benfica na sétima e última final da principal prova da UEFA.
Cerca de duas semanas antes, no dia 4 de Abril, o Benfica tinha visitado o Velódrome sofrendo um dos maiores 'sufocos' futebolísticos da história, mas a noite mágica que todos recordam com saudade teve lugar a 18 de Abril desse ano. O 'Inferno da Luz' gritou tão alto que os Deuses ouviram a esperança pintada em tons de vermelho. Escreveu-se história. Viveu-se... Benfica!
Marselha 2-1 SL Benfica
Estádio Velódrome, 4 de Abril de 1990
SL Benfica, em 4x4x2: Silvino, José Carlos, Aldair, Ricardo Gomes, Veloso, Hernâni, Vítor Paneira, Jonas Thern, Lima, Valdo e Magnusson.
Momentos do jogo:
10 min – golo (Lima)
12 min – golo (Sauzée)
44 min – golo (Papin)
61 min – substituição: entrou Pacheco, para o lugar de Lima
70 min – substituição: entrou Diamantino, para o lugar de Hernâni
Comentário:
Foi em 1990 que recebi, dos meus pais, uma das prendas de Natal que jamais esquecerei: o cartão de sócio do Sport Lisboa e Benfica. Tinha 15 anos. Já passaram uns anos valentes, mas esta partida ficou-me na memória até hoje. Não é que recorde todas as incidências da partida, mas há dois apontamentos impossíveis de esquecer: (i) o golo do brasileiro Lima, avançado de penteado sui generis; e, (ii) o autêntico massacre sofrido nos segundos 45 minutos do jogo. Sim... massacre, sufoco, avalanche de futebol ofensivo da equipa francesa, onde pontificavam nome como o inglês Chris Waddle, o uruguaio Enzo Francescoli e o francês Jean-Pierre Papin. Estes eram os mais temíveis, mas haviam outros nomes de respeito: o lateral direito Amoros, o lateral esquerdo Di Meco, o central Mozer - que tinha saído do Benfica no ano anterior - e os médios Philippe Vercruysse, Franck Sauzée, entre outros. Mas, o trio da frente é que nos fazia olhar para a televisão em desespero: na altura, apanhar pela frente os extremos Waddle e Francescoli era como, nos dias de hoje, defrontar uma equipa com Messi e Cristiano Ronaldo. A questão que se coloca é: como foi possível SÓ termos perdido por 2-1? Podiam ter sido quatro. Podiam ter sido cinco. Perdoem-me a analogia, mas podia ter sido Vigo. Vai um resumo da 1.ª mão disputada em Marselha? Então, deliciem-se com o vídeo.
SL Benfica 1-0 Marselha
Estádio da Luz, 18 de Abril de 1990
SL Benfica, em 4x4x2: Silvino, José Carlos, Aldair, Samuel, Veloso, Hernâni, Vítor Paneira, Jonas Thern, Lima, Valdo e Magnusson.
Momentos do jogo:
52 min – substituição: entrou Pacheco, para o lugar de Jonas Thern
52 min – substituição: entrou Vata, para o lugar de Lima
83 min – golo (Vata)
Comentário:
Como escrevi, na altura apenas contava com 15 anos (só em 1992, quando tinha 17 anos, é que comecei a frequentar mais assiduamente as bancadas da antiga Luz, curiosamente quando nasceu um conhecido grupo de sócios benfiquistas) pelo que, infelizmente, não marquei presença naquela fantástica noite europeia. Resumindo: não tinha a companhia de um irmão mais velho, o meu pai é adepto da Briosa e o meu grupo de amigos ainda não estava totalmente formado. Uma pena. Também já não me recordo se vi o jogo na televisão ou se segui as incidências da partida na rádio. Sim, porque antigamente não existia Benfica TV, Sport TV, internet, streams e demais derivados. Os jogos na televisão escasseavam e era através da rádio que sofríamos intensamente. Naquela noite, foram 83 minutos de sofrimento à espera do milagre que acabou por aparecer. Inesquecível. Mesmo não tendo vivido o vulcão encarnado in loco, fui contemporâneo de um episódio emocionante da história do clube. Em 18 de Abril de 1990 não foi possível marcar presença no inferno da Luz mas, passados perto de 20 anos, no próximo dia 11 de Março de 2010, direi presente. Chega de conversa: vamos relembrar a célebre mão de Vata?
Cerca de duas semanas antes, no dia 4 de Abril, o Benfica tinha visitado o Velódrome sofrendo um dos maiores 'sufocos' futebolísticos da história, mas a noite mágica que todos recordam com saudade teve lugar a 18 de Abril desse ano. O 'Inferno da Luz' gritou tão alto que os Deuses ouviram a esperança pintada em tons de vermelho. Escreveu-se história. Viveu-se... Benfica!
Marselha 2-1 SL Benfica
Estádio Velódrome, 4 de Abril de 1990
SL Benfica, em 4x4x2: Silvino, José Carlos, Aldair, Ricardo Gomes, Veloso, Hernâni, Vítor Paneira, Jonas Thern, Lima, Valdo e Magnusson.
Momentos do jogo:
10 min – golo (Lima)
12 min – golo (Sauzée)
44 min – golo (Papin)
61 min – substituição: entrou Pacheco, para o lugar de Lima
70 min – substituição: entrou Diamantino, para o lugar de Hernâni
Comentário:
Foi em 1990 que recebi, dos meus pais, uma das prendas de Natal que jamais esquecerei: o cartão de sócio do Sport Lisboa e Benfica. Tinha 15 anos. Já passaram uns anos valentes, mas esta partida ficou-me na memória até hoje. Não é que recorde todas as incidências da partida, mas há dois apontamentos impossíveis de esquecer: (i) o golo do brasileiro Lima, avançado de penteado sui generis; e, (ii) o autêntico massacre sofrido nos segundos 45 minutos do jogo. Sim... massacre, sufoco, avalanche de futebol ofensivo da equipa francesa, onde pontificavam nome como o inglês Chris Waddle, o uruguaio Enzo Francescoli e o francês Jean-Pierre Papin. Estes eram os mais temíveis, mas haviam outros nomes de respeito: o lateral direito Amoros, o lateral esquerdo Di Meco, o central Mozer - que tinha saído do Benfica no ano anterior - e os médios Philippe Vercruysse, Franck Sauzée, entre outros. Mas, o trio da frente é que nos fazia olhar para a televisão em desespero: na altura, apanhar pela frente os extremos Waddle e Francescoli era como, nos dias de hoje, defrontar uma equipa com Messi e Cristiano Ronaldo. A questão que se coloca é: como foi possível SÓ termos perdido por 2-1? Podiam ter sido quatro. Podiam ter sido cinco. Perdoem-me a analogia, mas podia ter sido Vigo. Vai um resumo da 1.ª mão disputada em Marselha? Então, deliciem-se com o vídeo.
SL Benfica 1-0 Marselha
Estádio da Luz, 18 de Abril de 1990
SL Benfica, em 4x4x2: Silvino, José Carlos, Aldair, Samuel, Veloso, Hernâni, Vítor Paneira, Jonas Thern, Lima, Valdo e Magnusson.
Momentos do jogo:
52 min – substituição: entrou Pacheco, para o lugar de Jonas Thern
52 min – substituição: entrou Vata, para o lugar de Lima
83 min – golo (Vata)
Comentário:
Como escrevi, na altura apenas contava com 15 anos (só em 1992, quando tinha 17 anos, é que comecei a frequentar mais assiduamente as bancadas da antiga Luz, curiosamente quando nasceu um conhecido grupo de sócios benfiquistas) pelo que, infelizmente, não marquei presença naquela fantástica noite europeia. Resumindo: não tinha a companhia de um irmão mais velho, o meu pai é adepto da Briosa e o meu grupo de amigos ainda não estava totalmente formado. Uma pena. Também já não me recordo se vi o jogo na televisão ou se segui as incidências da partida na rádio. Sim, porque antigamente não existia Benfica TV, Sport TV, internet, streams e demais derivados. Os jogos na televisão escasseavam e era através da rádio que sofríamos intensamente. Naquela noite, foram 83 minutos de sofrimento à espera do milagre que acabou por aparecer. Inesquecível. Mesmo não tendo vivido o vulcão encarnado in loco, fui contemporâneo de um episódio emocionante da história do clube. Em 18 de Abril de 1990 não foi possível marcar presença no inferno da Luz mas, passados perto de 20 anos, no próximo dia 11 de Março de 2010, direi presente. Chega de conversa: vamos relembrar a célebre mão de Vata?
Fonte: O bilhete relativo ao jogo decisivo foi descoberto através de um motor de pesquisa conhecido que dispensa apresentações. Os resumos das partidas, com os momentos mais importantes, foram encontrados via o magnífico blogue Memória Gloriosa. Termino com um desafio: a todos os leitores que presenciaram o êxtase vivido ao minuto 83, no velhinho Estádio da Luz, queiram partilhar a experiência de momento tão especial.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Parabéns Sport Lisboa e Benfica
O Sport Lisboa e Benfica comemora este domingo, dia 28 de Fevereiro, o seu 106.º aniversário. Os benfiquistas têm motivos para celebrar de forma dupla, já que a equipa de futebol somou no sábado mais uma vitória na Liga, mantendo o primeiro lugar da classificação.Origens
A 31 de Julho de 1903 foi formada a "Associação do Bem", para congregar ex-alunos da Real Casa Pia de Lisboa. A 28 de Fevereiro de 1904, após uma sessão de treinos, a Associação do Bem reuniu-se, liderada por Cosme Damião, e assim se fundou o Sport Lisboa.
Em 1906, com a fundação do Sporting Clube de Portugal, alguns jogadores de valor deixaram o Sport Lisboa e a crise instalou-se, chegando a haver quem pensasse que o clube tinha chegado ao fim, mas Cosme Damião e Félix Bermudes, investindo dinheiro do seu bolso, evitaram a sua queda.
O Sport Lisboa e Benfica foi criado apenas no dia 13 de Agosto de 1908, com a união entre o Sport Lisboa e o Grupo Sport Benfica. Foi uma boa solução para o tempo difícil que atravessavam os dois clubes.
Uma aproximação à mística
Idolatrar o clube não foi estratégia de alguém. Foi algo espontâneo que aconteceu em 1907, quando o invencível Carcavelos Club ganhava tudo o que havia para ganhar.
Ver os ingleses ganhar continuamente provocou-lhe um enorme apetite pelas vitórias e quando chegou o dia do jogo, o Sport Lisboa ganhou-lhes por 2-1. Em quase uma década, os ingleses sofreram a primeira derrota contra uma equipa formada exclusivamente por portugueses.
Nos próximos três anos, os ingleses do Carcavelos Club voltaram a não perder nenhum dos jogos efectuados, enquanto o Sport Lisboa enfrentava a sua primeira grande crise, com a perda de oito jogadores desafiados a jogar no recém-fundado Sporting Clube de Portugal e no Brasil.
Em 1910, o Sport Lisboa e Benfica, ressuscitado das cinzas e com a nova equipa resultante da união com o Sport Benfica, não resiste à tentação de defrontar de novo os poderosos ingleses do Carcavelos Club. O Benfica voltou a ganhar por 1-0, na presença de 8.000 pessoas que assistiram ao jogo. Porque o Carcavelos não perdia com mais nenhuma equipa, este sucesso valeu-lhe o título de "Glorioso", que jamais deixou cair.
Simbologia
Depois da união dos dois clubes, a designação de Sport Lisboa e Benfica foi adoptada e o emblema manteve a mesma estrutura, tendo a águia de asas abertas na posição de levantar voo, segurando com as garras uma faixa ondulada com as cores nacionais, sobre a qual se exibe o lema "E Pluribus Unum". Sobre a roda raida está o escudo com as cores vermelha e branca, tendo a bola ao centro, sobre a qual, disposta em dagonal, se inclui a faixa azul com as iniciais S.L.B. de Sport Lisboa e Benfica. A forte carga simbólica de cada elemento que compõe o emblema fornece-nos também uma valiosa contribuição para explicar a mística tão forte existente no clube. Nenhum elemento está no seu lugar por acaso.
O elemento central: a águia
A águia, na posição de lançamento de voo sobre o escudo, foi escolhida por se tratar de uma ave altaneira, plena de autoridade, força, vitória e orgulho, símbolo de elevação de propósitos e de espírito de iniciativa.
O fundo do emblema: a roda raiada
Directamente, a roda corresponde à presença do Grupo Sport Lisboa, que estava então mais vocacionado para o ciclismo e atletismo.
O vermelho: no escudo, no equipamento e no hino
O vermelho é o símbolo fundamental do princípio da vida, com a sua força, o seu poder e o seu brilho, a imagem do sangue e da vivificação.
Encarnando o arrebatamento e o ardor da juventude, o vermelho é também, e por excelência, nas tradições irlandesas, a cor guerreira. Vermelhos são os campos de batalha, pelo sangue derramado.
No tempo em que o SLB foi fundado, o vermelho foi a cor escolhida para simbolizar a luta de classes operárias ao reivindicarem os seus direitos, imagem da força e da coragem, assim como do sangue derramado pelos trabalhadores.
O branco
O branco é a cor da pureza, ou inocência, muito relacionada com a infância. É branca a bandeira levantada para a rendição do guerreiro, como brancas são as pombas que simbolizam a paz.
Provavelmente, o branco do emblema, como cor neutra do Benfica ao lado do vermelho, poderá significar o desportivismo, o tudo em aberto, quando no princípio do jogo se admite que tudo possa acontecer - o tudo ou o nada; perder ou ganhar.
A faixa com as iniciais S.L.B.
Sendo que o azul é a cor do céu, num plano superior e separado pela bola, está um SLB, que se eleva constantemente, numa dimensão onde o Divino é invocado nas preces de atletas e dirigentes, não importando para o efeito, qual a sua matriz ou vínculo religioso.
O lema: E Pluribus Unum
O lema inscrito na faixa vermelha e verde, as cores nacionais, suspensa nas garras da águia, colocada sobre todos os outros elementos, foi idealizado por Félix Bermudes e representa a forte ideia de continuar a união e o espírito de família que caracterizou a criação do clube e permanece tão viva como no primeiro dia.
O critério republicano, que serviu de base para a escolha do vermelho, fundava-se na circunstância de ser uma cor combativa, viril por excelência - a cor da conquista e do riso, cor cantante, ardente, alegre, que lembra o sangue e incita à vitória. O verde foi escolhido por ser a cor da esperança e por estar ligado à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891.
Há quem defenda a ideia de que o verde representava as florestas de Portugal e que o vermelho representava o sangue dos que tinham morrido pela independência da Nação.
Fonte: Todos os excertos de textos foram retirados do livro "O Benfica como Religião", anteriormente aqui citado como sugestão (obrigatória) de leitura. Mais do que transcrever partes importantes desta obra, acção rara neste espaço que faço questão de manter, foi minha intenção felicitar o Sport Lisboa e Benfica e homenagear o excelente trabalho de investigação do autor, José Jacinto Pereira, capaz de nos conduzir através da ideia de mística, mas também dos mais fortes símbolos da instituição.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
[Europa League] SL Benfica 4-0 Hertha Berlim
Por falar em marcar muitos golos na baliza da equipa adversária, esta foi a 11.ª goleada contando, unicamente, com jogos oficiais. Considerando o limiar numérico nos 4 golos, vejamos:
Taça de Portugal
Monsanto 0-6 SL Benfica (3.ª eliminatória)
Taça da Liga
Sporting CP 1-4 SL Benfica (1/2 finais)
Liga Europa
SL Benfica 4-0 Vorskla Poltava (play-offs)
SL Benfica 5-0 Everton (grupo I)
SL Benfica 4-0 Hertha Berlim (1/16 final)
Liga Sagres
SL Benfica 8-1 Vitória de Setúbal (3.ª jornada)
Belenenses 0-4 SL Benfica (4.ª jornada)
SL Benfica 5-0 Leixões (6.ª jornada)
SL Benfica 6-1 Nacional (8.ª jornada)
SL Benfica 4-0 Académica (12.ª jornada)
Marítimo 0-5 SL Benfica (16.ª jornada)
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