sexta-feira, 24 de junho de 2011

Camisola Oficial SL Benfica 2011/12

No dia 21 de Junho, sem estar minimamente à espera, recebo um email do Director de Multimédia do Benfica a expressar que teria muito gosto em contar com a minha presença pelas 19:30 no estádio do Sport Lisboa e Benfica, na Eusébio Gold Exibition. Motivo: apresentação do equipamento oficial do clube para a época 2011/12. Na altura, pensei que a escolha do meu nome estivesse ligada ao facto de num passado recente ter chateado o Departamento de Marketing com o atentado visual cometido pelo logotipo da TMN, um dos Stand Naming Rights Sponsors do clube. De qualquer modo, o importante, como se veio a comprovar, foi o resultado final. Da minha parte, espero ter contribuído, com uma ínfima parte, na alteração positiva e vísivel da nova camisola. Valeu a pena.

Aceitei o convite sem grande hesitação (o qual agradeço) e, à hora marcada, na companhia de mais alguns convivas encarnados que me acompanhavam (mais tarde explicaram-me que o convite tinha sido endereçado a 10 bloggers benfiquistas, como forma de proporcionar maior ligação entre alguns sócios e adeptos, mais ou menos, anónimos e estes actos ou eventos oficiais do clube), lá partimos para a apresentação que contou com uma comunicação social em peso, misturada entre a restante nação benfiquista, com o conhecido Pedro Ribeiro a liderar as novidades que se iriam seguir. Um final de tarde, que se prolongou por mais umas horas de amena cavaqueira, com o resultado que se pode observar:







terça-feira, 14 de junho de 2011

E agora, algo completamente diferente...

Para aguentar a silly-season, incluindo a perspectiva de um plantel recheado com cerca de 40 jogadores, a pouco mais de 10 dias para o início dos trabalhos, só com o estômago devidamente preenchido. Neste espaço, que a fotografia tão bem ilustra, podemos construir plantéis imaginários, desenhar tácticas temerárias, fantasiar sobre golos e vitórias ou, esquecer tudo isso durante umas mini-férias e, pura e simplesmente, deliciarmo-nos com a mais saborosa gastronomia.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Império (futebolístico) FC Barcelona

football formations

Depois da arrebatadora vitória por 3-1 frente ao Manchester United, a pergunta que se coloca é a seguinte: quem consegue destronar o Barcelona deste ciclo vitorioso? Equipas inglesas? O Arsenal não tem demonstrado competência suficiente e a equipa liderada por Sir Alex Ferguson já sentiu a voragem catalã em duas ocasiões. Emblemas italianos? A excepção Inter (com José Mourinho) foi um caso isolado e não se vislumbra qualidade actual no calcio para conquistas europeias. Rival espanhol (vidé Real de Madrid)? Dificilmente.

Então, qual será o clube capaz de destronar o Barcelona deste ciclo vitorioso? Relembro que, nas últimas seis edições da Champions League, o «tiki-taka», levado ao seu potencial máximo por Josep Guardiola, venceu três troféus: 2-1 ao Arsenal em 2005/2006 (ainda com Frank Rijkaard ao comando), (AC Milan em 2006/07), (Manchester United em 2007/08), 2-0 ao vencedor da época transacta em 2008/09, (Internazionale em 2009/10) e, por fim, 3-1 ao mesmo Manchester na temporada que findou.

Como noutros períodos da história, em que impérios militares foram sendo subjugados por forças superiores, estou em crer que o principal adversário do Barcelona é... o próprio Barcelona. Passo a explicar. Em relação à principal competição de clubes, são conhecidas várias fases de domínio (mais ou menos) acentuado: Real de Madrid (década de 50), Benfica (anos 60), Ajax e Bayern de Munique (década de 70) e, mais recentemente, AC Milan em finais dos anos 80 (o "rolo compressor" de Arrigo Sacchi) e início da década de 90 (a "máquina" de Fabio Capello).

No meu entender, este Barcelona, tal como o conhecemos, tem condições para conquistar mais três troféus europeus nos próximos cinco anos. Porém, surge a primeira interrogação da fórmula de sucesso: será que o treinador Guardiola continuará comprometido com a filosofia do clube? Segunda pergunta, não menos importante para a equação dos triunfos: será que a cantera barcelonista continuará a florescer de forma a renovar o plantel principal, sem perda de qualidade? Se observarem a imagem, podem concluir que três jogadores já ultrapassaram a barreira dos 30 anos: Éric Abidal (31 anos), a imagem actual da abnegação e força de vontade do espírito catalão; Carles Puyol (33 anos), o líder (capitão) carismático da equipa; e, Xavi (31 anos), o cérebro de todo o carrossel que encanta os amantes deste desporto. Depois, o guarda-redes Víctor Valdés e o avançado David Villa, já levam 29 primaveras.

Conseguirá a Plantilla B representar o necessário foco de regeneração desta equipa? Será que o defesa Fontàs está preparado para responsabilidades maiores? Estará o criativo médio Thiago Alcántara pronto para assumir a batuta do jogo ofensivo? Em suma, resulta interessante traçar alguns cenários futebolísticos. Será provável que em 2015/16 (por exemplo), o Barcelona seja a equipa mais admirada (e, quiçá, invejada) por adeptos, jornalistas, jogadores e treinadores? Continuará a avolumar troféus europeus a este ritmo? Com recurso à cantera ou, em alternativa, através de cirúrgicas, embora onerosas, intervenções no mercado de transferências? Qual a vossa opinião? Estamos perante um «Império» de quantos anos?

sábado, 28 de maio de 2011

Sport Lisboa e Benfica 2011/12

A silly-season entra no seu período auréo, com a imprensa desportiva a especular sobre a habitual dança de entradas e saídas de jogadores. É sobre este tema que me irei centrar nas próximas linhas: a construção do plantel encarnado para 2011/12. Este exercício teórico não reflecte a minha opinião pessoal, antes pretende aproximar-se de um cenário realista. Obviamente, as incertezas são mais que muitas. Até mais novidades, digam de vossa justiça.

football formations

Guarda-Redes

À partida, as decisões estão tomadas: Artur será o novo dono da baliza encarnada, Roberto irá para Espanha (empréstimo como opção mais viável), Júlio César terá oportunidade de evoluir num clube da 1.ª liga, Moreira mantém-se e a dúvida prende-se com a hipótese Renan (goleiro brasileiro) ou o regresso do wonderkid Oblak.

Defesa

Na lateral direita problema resolvido, pois Maxi Pereira terá, finalmente, um backup à altura: Daniel Wass, vindo do Brondby. Na esquerda, com a prevísivel saída de Fábio Coentrão para o Real Madrid, os responsáveis encarnados precisam (urgentemente) de escolher um titular que dê garantias. O argentino Ansaldi, do Rubin Kazan poderia ser a solução. No centro, maiores indefinições. Se Luisão não oferece discussão, já Sidnei, mediante uma proposta monetária vantajosa, poderia rumar a outras paragens. Jardel é um substituto de qualidade. Roderick poderá ganhar maturidade noutro emblema da primeira liga, abrindo possibilidade ao regresso de Miguel Vítor. Por fim, envolvido na operação Fábio Coentrão, o também argentino Ezequiel Garay seria, porventura, o parceiro ideal para o capitão Luisão.

Meio-Campo

No vértice mais recuado, o espanhol Javi García deve-se manter como líder da zona intemediária mais defensiva. Por sua vez, aposto no empréstimo de Airton e na gradual afirmação do ex-academista Nuno Coelho. Em relação ao trio da frente, notórias incertezas. Em princípio, Pablo Aimar (com muita pena minha) irá pisar outros relvados. Quanto ao seu compatriota, Toto Salvio, não é expectável que o Benfica gaste mihões na sua aquisição, a menos que o guarda-redes Roberto seja incluído no negócio. Deste modo, Nolito, Nico Gaitán, Urreta (regresso) e Miguel Rosa (emprestado ao Belenenses) poderiam ser os médios ala encarregues de dar largura, e profundidade, aos corredores encarnados. Numa posição mais interior, Amorim, à direita, e Matic, à esquerda, são jogadores com características tácticas muito úteis ao serviço das transições. Também os portugueses Carlos Martins e David Simão (emprestado ao Paços de Ferreira) podem assumir tarefas, mais ou menos, interiores na organização e transporte de bola. Para terminar, será esperado que Gaitán assuma a batuta de n.º 10, com o brasileiro Bruno César a espreitar uma oportunidade.

Ataque

No último terço de terreno, imensas decisões a terem que ser alvo de análise cuidada. Mantorras vê a sua carreira terminar. Em relação a Nuno Gomes, persiste a incerteza quanto à sua continuidade. Já os brasileiros Weldon, e Kardec, irão envergar outras cores, este último por empréstimo (preferencialmente a uma equipa do primeiro escalão). Já sobre Cardozo, é natural que, mais cedo ou mais tarde, Vieira aceite a proposta do Dínamo de Kiev (entre 15-20 milhões de euros). Sendo assim, e assumindo que Saviola também terá o mesmo destino que o seu amigo Aimar, apenas sobra Jara da época anterior. Portanto, o retorno financeiro proveniente do paraguaio Tacuara, poderia servir para um investimento num ponta-de-lança consagrado. Lisandro? É uma hipótese entre tantas outras (Leandro Damião?). Depois, sobram Mora (uma incógnita) e Nélson Oliveira (no meu entender, ainda não preparado para ser opção válida no plantel encarnado). Em conclusão: uma frente ofensiva manifestamente modesta, a necessitar de alternativas assentes numa prospecção mais cuidadosa.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Benfica Viagens

A/C Dr. Miguel Bento (Direcção Comercial & Marketing)

Hoje fui surpreendido com um email do Dpt. Marketing a informar os sócios sobre as vantagens de usufruir de férias através da Benfica Viagens, com aliciantes estadias nalgumas ilhas quentes e tranquilas.

Posso garantir que a ideia de uns dias sossegados vinham mesmo a calhar. Acontece que, infelizmente, tive de optar pela compra antecipada de uma viagem para Dublin (ida e volta), repartida em quatro deslocações, com escalas repartidas entre Barcelona e Londres, pelo que terei de recusar tão gentil lembrete.

Ninguém me obrigou acreditar numa equipa sem chama, e sem garra, embora a decisão tenha sido tomada pela emoção dedicada ao emblema, e pela razão económica de evitar preços demasiado elevados nos dias mais próximos da grande final.

Assim, termino com uma sugestão e um triste pesar.

Em primeiro lugar, sugiro que passem a reencaminhar os emails para alguns profissionais que se encontram (já) de férias. De certeza que as brochuras de algumas viagens, coloridas e fortemente convidativas, terão uma aceitação superior.

Em segundo lugar, sublinhar que receber uma comunicação deste género, na véspera de uma final europeia em que o clube, e os seus fiéis adeptos, deviam estar presentes, só vem provar que o vosso "timing" desafia níveis originais de insensibilidade.

Atentamente,

Sócio-Cliente n.º 25.---

domingo, 8 de maio de 2011

Tópicos importantes para reuniões desinteressantes entre Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira

Na elaboração de uma qualquer campanha publicitária, um 'briefing' é um documento essencial. Numa reunião vocacionada para debater a política desportiva, nada como recolher um conjunto de informações cruciais para definir um plano de acções de melhorias. Aqui fica o meu contributo, do que não se deve fazer:

Avançar a conquista da Champions League como um objectivo realista. Sermos humilhados nessa mesma competição por emblemas de Israel. Enunciar pensamentos ligados ao futebol com sobranceria e falta de humildade. Discursar de forma arrogante. Adquirir porteros directamente responsáveis pela perda de pontos (em momentos decisivos) por 8,5 milhões de euros. Manter no plantel atletas da estirpe de Luís Filipe, Airton, Felipe Menezes, Alan Kardec, Weldon. Optar pela aquisição de jovens jogadores (Carole, José Luís Fernández) que não trazem valor acrescentado à equipa. Ignorar a Caixa Futebol Campus como viveiro de promessas encarnadas, identificadas com a matriz do clube, em detrimento de negócios incompreensíveis e pouco transparentes. Escolher um rumo desportivo assente numa carga salarial elevada, com inúmeros jogadores emprestados, com discutível retorno desportivo e financeiro. Contar, apenas, com um lateral direito na equipa (Maxi Pereira). Contar, somente, com um lateral esquerdo no plantel (Fábio Coentrão) sem susbtituto à altura. Vender um titular em Janeiro (David Luiz) quando o clube ainda tinha sérias aspirações na conquista de troféus importantes (não se aprendeu com a saída de Ricardo Rocha? Quantas tentativas são precisas?). Desenhar um plantel desequilibrado, constituído por vários atletas sem perfil para representar uma instituição vencedora como o Benfica. Apontar os insucessos desportivos à arbitragem, à comunicação social, ao alinhamento estelar. Apostar na excessiva rotação da equipa no campeonato nacional, levando os adeptos a presenciarem exibições medíocres (sem atitude e qualidade futebolística), com resultados que a todos envergonham. Perder na Luz com o FC Porto (1-2) quando estava em causa um recorde que datava de 1972/73. Perder na Luz com o FC Porto (1-3) numa meia-final da Taça de Portugal, com uma vantagem de dois golos. Ser eliminado pelo Sp. Braga nas meias-finais da Liga Europa, clube recém chegado à elite do futebol, sem a mínima compração em termos de experiência e prestígio.

Para já, ficamos por aqui. Uma chamada de atenção: estes tópicos não são erros desportivos; são atentados à saúde pública dos benfiquistas. Muitos dos factos aqui descritos não têm desculpa. São a cópia fiel de épocas anteriores. Finalmente, não anunciar publicamente a conquista do próximos campeonato nacional como um dado adquirido e passível de apagar a vergonha desta temporada. Os últimos dias, e semanas, jamais serão esquecidos. A única forma de apagar o descalabro vivido será reverter todas as derrotas importantes sofridas nesta temporada: (i) ganhar ao FC Porto, em pleno Dragão, de forma a comemorar em território hostil a festa do título; (ii) vencer o FC Porto, no seu estádio, numa meia-final da Taça da Liga ou da Taça de Portugal, quando as bets apontam em sentido contrário; e, (iii) alcançar as meias-finais de uma competição europeia, não claudicando perante um adversário que se tornou 'moda' no mundo do futebol em meia dúzia de anos.

Repito, será muito difícil apagar a desilusão sofrida no decorrer da época 2010/11. Da minha parte, a fasquia de exigência está muito elevada. Ponto crítico. A paciência, há muito está esgotada. Tolerância zero.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

[Europa League 1/2 final] SL Benfica 2-1 Sp. Braga

Uma crónica ligeiramente diferente...

Infelizmente, não tive oportunidade de presenciar, ao vivo, todas as páginas gloriosas relativas a meias-finais anteriores (citadas em post prévio), embora tenha tido a sorte de viver momentos únicos na 'velhinha' Luz. Peço desculpa não ser politicamente correcto, e possa ofender quem julgue o contrário, mas a noite de ontem não foi especial. Foi, apenas, mais um jogo de futebol com boa moldura humana, mas sem a 'Alma' de outros tempos.

Não sei explicar como chegámos até aqui. Só quem viveu, e sentiu, esses tempos, pode saber do que estou a falar. Desconheço se a culpa é imputada a dirigentes, equipa técnica, jogadores, se do novo paradigma sócio-CLIENTE, se do facto do fc Porto andar a despachar equipas espanholas por 5-1. Lamento, mas não é o mesmo sentimento. Com muita pena minha.

De facto, o Benfica fez um jogo sério. Mandou no jogo, acertou nos postes, marcou 2 golos. Podia ter sido melhor, mas o resultado (e a exibição) não foi tão mau como se pode fazer crer. Não pretendo ser saudosista. No passado, o clube também claudicou nos seus objectivos. A questão aqui tem a ver com a comunhão entre relvado e bancadas, entre jogadores e adeptos. Onde está a raça? Onde está a paixão? Onde está aquela sede de vencer, transformada em loucura? Em benfiquismo genuíno? Onde está a mística? ONDE ESTÁ O INFERNO DA LUZ?

domingo, 24 de abril de 2011

As 12 presenças do Benfica em meias-finais europeias

Época - Prova - Adversário - Desfecho
Resultados - Marcadores


1960/61 - Taça Campeões Europeus - Rapid Viena (Aus) - Apurado
3-0 (C) - Coluna 19', Águas 24' e Cavém 61'
1-1 (F) - Águas 66' e Skocic 71'



1961/62 - Taça Campeões Europeus - Tottenham (Ing) - Apurado
3-1 (C) - Simões 5', José Augusto 19', Smith 54' e José Augusto 64'
2-1 (F) - Águas 15', Smith 35' e Blanchflower 47' Vídeo!!!



1962/63 - Taça Campeões Europeus - Feyenoord (Hol) - Apurado
0-0 (F)
3-1 (C) - Eusébio, Simões, José Augusto e Bouwneester Vídeo!!!



1964/65 - Taça Campeões Europeus - Vasas (Hun) - Apurado
0-1 (F) - José Augusto 71'
4-0 (C) - Eusébio 22', José Torres 34', José Torres 40' e Eusébio 41'



1967/68 - Taça Campeões Europeus - Juventus (Ita) - Apurado
2-0 (C) - José Torres 63' e Eusébio 69' Vídeo!!!
0-1 (F) - Eusébio 68'



1971/72 - Taça Campeões Europeus - Ajax (Hol) - Eliminado
1-0 (F) - Swart 64'
0-0 (C)



1980/81 - Taça das Taças - Carl Zeiss Jena (RDA) - Eliminado
2-0 (F) - Bielau 8' e Raab 15'
1-0 (C) - Reinaldo 59'



1982/83 - Taça Uefa - Universitatea Craiova (Rom) - Apurado
0-0 (C)
1-1 (F) - Balaci 15' e Filipovic 53' Vídeo!!!



1987/88 - Taça Campeões Europeus - Steaua (Rom) - Apurado
0-0 (F)
2-0 (C) - Rui Águas 22' e 33' Vídeo!!!



1989/90 - Taça Campeões Europeus - Marselha (Fra) - Apurado
2-1 (F) - Lima 10', Sauzée 12' e Papin 44' Vídeo!!!
1-0 (C) - Vata 83' Vídeo!!!



1993/94 - Taça das Taças - Parma (Ita) - Eliminado
2-1 (C) - Isaías 7', Zola 14' e Rui Costa 60' Vídeo!!!
1-0 (F) - Sensini 76'



2010/11 - Liga Europa - Sporting de Braga (Por) - ?

[Taça da Liga] SL Benfica 2-1 P. Ferreira

Missão cumprida! Parabéns aos jogadores, equipa técnica e a todos aqueles que prestaram o seu contributo para a conquista da 3.ª Taça da Liga (consecutiva). Na caminhada até à partida decisiva, o Benfica ultrapassou adversários como o Marítimo (2-0), Olhanense (3-2), Desp. Aves (0-4) e Sporting (2-1), pelo que o mérito revelado pela equipa deve ser valorizado. Mais que não seja, pelo simples facto de todos os troféus contarem para uma luta de palmarés pintada a azul e vermelho. Esta notícia do jornal "A Bola" merece ser lida, para que entendam o que está em causa. De qualquer modo, este título não tem a transcendência de outro (Liga Europa) ainda em disputa, logo a atenção já deve estar virada para as meias-finais da próxima quinta-feira...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

[Taça de Portugal] SL Benfica 1-3 FC Porto

Esta noite, o Benfica foi copiosamente derrotado no Estádio da Luz, e eliminado da possibilidade de voltar a pisar o palco do Jamor, porque:

1. Esta Direcção já devia estar aprisionada em Inostranka (ver The Event) há tempo suficiente para nos esquecermos dela. A garra, a vontade de vencer, e principalmente não querer perder, é o sentimento, um estado de alma que não surge do vazio... tem de ser ensinada e transmitida por todos os que estão dentro do clube, com especial incidência naqueles que têm responsabilidade acrescidas. Os jogadores podem ter claudicado, o treinador pode ter falhado, mas a força mental que se exige nestas ocasiões, o lado psicológico sólido, tem de ter origem nas patentes mais elevadas do clube. Não. Passa-se o contrário: a energia, a pujança, a vontade vem das bancadas. A verdade é nua e crua: este Benfica não sabe como derrotar o Porto. Nunca soube, nos anos mais recentes. E, muito provavelmente, continuará sem saber. Inépcia total: nem dentro do relvado, nem fora dele.

2. Ao treinador quero dizer o seguinte: esta temporada, contando com o jogo desta noite, são já quatro derrotas em cinco partidas. Sinceramente, estou-me a marimbar para questões tácticas apoiadas em figuras de estilo. Depois, esta esquizofrenia emocional, com rasgos de basófia intimamente ligados a níveis deploráveis de amedrontamento esgotam a minha paciência. Chega de tanta parvoíce! O caminho é muito simples e está traçado: queria estar presente na festa do Jamor, a Taça da Liga não satisfaz os meus critérios de objectivos cumpridos para um clube grande e temos de GANHAR a Liga Europa. Não quero saber se temos jogadores castigados ou lesionados. Não quero ouvir falar de arbitragens. Estou farto de desculpas. Portanto, é tudo muito claro e directo: ou o treinador nos dá o prazer do 'rebuçado' europeu ou pode levar a sua sapiência táctica para um qualquer clube europeu. Bolas, esta semana já reservei a estadia e os voos (ida e volta) para Dublin. Jorge Jesus? Não me lixes...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

[Europa League 1/4 final] SL Benfica 4-1 PSV Eindhoven

Nos anos mais recentes, com a eliminatória também posicionada nos quartos-de-final, tinha presenciado as seguintes partidas: Barcelona em 2005/06 (0-0), Espanhol em 2006/07 (0-0), Liverpool em 2009/10 (2-1). Por todas as razões, e mais algumas, esperava uma grande noite europeia, daquelas a fazer lembrar décadas anteriores. Desejava uma vitória tranquila, que me fizesse sonhar com a feliz perspectiva de umas meias-finais. Sem sobressaltos. O Benfica soube dar-me isso tudo, aliando o resultado ambicionado a uma fulgurante exibição.

Muito se poderia escrever sobre as incidências da partida, só que provavelmente estaria a repetir o que já foi dito (escrito) durante todo o dia. Assim, centro-me nestes apontamentos: (i) Maxi Pereira é um jogador discreto, embora de uma utilidade inquestionável (para quando a RENOVAÇÃO?), que representa bem a atitude e querer que sempre valorizamos num jogador do Benfica; (ii) Fábio Coentrão é o protótipo do jogador-adepto, pois corre, dribla e vive o jogo com aquela energia inesgotável que tanto nos orgulha; (iii) Pablo Aimar é daqueles futebolistas que tem classe da cabeça aos pés, revelando pormenores deliciosos, quer ao primeiro toque, quer na condução na bola e, (iv) Salvio é um 'menino' de 20 anos dotado de um talento inversamente proporcional ao seu tamanho, sendo um digno sucessor de grandes nomes que 'voavam' pela ala direita do ataque encarnado. Os elogios podiam não parar por aqui.

No entanto, pretendo seguir outro rumo. Não debater o lado táctico (razão), mas antes o aspecto emocional (paixão) que a noite europeia confessou. Há, para mim, um momento do jogo que merece ser destacado: o do 4.º golo, já 'ao cair do pano', marcado por Javier Saviola. Ao ler, hoje, as declarações do treinador da equipa holandesa, em que refere o chamado 'médo cénico' que os seus jogadores sofreram, fico a pensar se o 'Inferno da Luz', aquele vulcão de energia colectiva que emana das bancadas, ainda existe.

Aos 90 minutos, Jorge Jesus decide substituir Oscar Cardozo por Felipe Menezes. Vão jogar-se 4 minutos de compensação e começa-se a perceber que o resultado de 3-1 era o desfecho mais esperado. Aos 90+3, a equipa procurava manter a posse de bola, deixando o tempo correr, de forma a evitar qualquer supresa desagradável de última hora. Na prática, obedecendo a critérios de alguma lógica, entende-se as razões do treinador em proteger a diferença de 2 golos. Entretanto, recordo-me de observar o Maxi Pereira a endereçar a bola para o Salvio, este faz um passe ligeiramente recuado para Javi García e o espanhol devolve à procedência. Creio que, nesse mesmo instante, o Estádio transformou-se num organismo vivo, erguendo a sua voz bem alto, como que a gritar, a plenos pulmões: "VAMOS, VAMOS, PR'A FRENTE". O resto, faz parte daqueles momentos que tão cedo não se esquece: é Javier Saviola que empurra a bola, mas todos vimos (e sentimos) que o golo foi do... BENFICA.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A rábula da oferta de bilhetes para o jogo dos quartos-de-final com o PSV Eindhoven

As verdades têm de ser ditas. A história do clube sempre se pautou pela democracia da crítica (construtiva) bem fundamentada e justificada. As linhas seguintes representam um desses casos, em que a voz dos adeptos (a voz de benfiquistas) merece ser tida em consideração. Como tal, faço minhas as palavras do escriba João Gonçalves, que nos deixa aqui um registo da (infelizmente) actual ideologia predominante no clube: a do sócio-CLIENTE.

terça-feira, 5 de abril de 2011

[Liga 2010/11] 25.ª jornada: Sl Benfica 1-2 FC Porto

Ainda não sei muito bem o que escrever sobre o «clássico». Foram demasiadas emoções, antes, durante e após a partida que consagrou os campeões nacionais 2010/11 (25.º campeonato nacional conquistado pelo Porto, contra 32 títulos ganhos pelo Benfica. Adiante. Vamos começar pelo início.

Às 18h00 já estava na Luz. Para evitar confusões de última hora e porque orgulho-me de ter um grupo de amigos que gosta de conviver alegremente, entretido entre iguarias como chouriço de Barrancos, queijo de Seia, pão Alentejano e de Mafra, camarão, vinto tinto e branco caseiro, entre outros. O futebol (também) é isto: aproveitar uma pré-combinação de comes & bebes, pelo simples prazer de estar entre amigos. Agora, o futebol, não pode é ser isto:

Não me vou alongar sobre o tema, porque os desacatos entre adeptos e polícia merece um tópico próprio. Preciso de organizar ideias e escrever algo com mais substância. Uma coisa é certa: mesmo reconhecendo que a iniciativa da confusão parte (quase) sempre da massa de adeptos que resolve começar à pedrada, não posso deixar de sublinhar o espanto pela força desproporcionada de um corpo de intervenção que invade uma zona comercial. Por acaso, encontrava-me dentro do 3.º Anel, do lado oposto ao que a fotografia documenta, mas conheço quem tenha sofrido ferimentos por nada e questiouno-me se de uma próxima vez terei tempo de fugir do gás pimenta ou de um tiro de borracha de shotgun. Inacreditável.

Sobre o jogo, a mesma ordem de razões. Não consigo, ainda, alinhavar um texto que satisfaça os meus requisitos de qualidade. As coisas não correram bem, obviamente. Aliás, desde aquela horrível tarja da Delta (e quem não salta, é carioca de limão?), até ao pascácio folclore no final do jogo, autorizado por alguém sem o mínimo de sensibilidade, que não honra os pergaminhos de elegância de uma instituição caracterizada por elevado altruísmo, até ao "frango" do Roberto e consequente "apagão" exibicional de uma equipa excessivamente ansiosa e nervosa, não há dúvida que, de facto, escreveu-se uma página negra na história recente do clube.

Para já, é o que me ocorre desabafar. Porque creio, também, que o momento deve ser de união benfiquista, na medida em que há um triplete de taças, umas mais importantes que outras, para conquistar. A análise da presente temporada, incluindo avaliação individual dos jogadores que constituem o plantel, deve ser feita no final da temporada, pesando os prós & contras das decisões tomadas pela estrutura profissional de futebol. No entanto, não posso deixar de salientar algumas palavras proferidas pelo magnífico escriba do Ontem vi-te no Estádio da Luz: "(...) A única rota do Benfica é ser humilde e no entanto o que se vê é uma estupidez generalizada baseada numa ideia geral de que somos melhores e por isso temos de ganhar. Não! FODA-SE, CARALHO, NÃO! Ganha-se porque se é melhor, como o fomos o ano passado".

segunda-feira, 28 de março de 2011

Bruno César em Portugal para assinar pelo Benfica

Bruno César chega esta segunda-feira a Lisboa para realizar exames médicos e últimar os detalhes do contrato que o vai ligar ao Benfica. O médio, que na última época marcou 14 golos pelo Corinthians, deverá assinar por cinco anos e o valor da transferência deve rondar os cinco milhões de euros.

Sobre o jovem jogador de 22 anos, que joga na posição 10, Luís Freitas Lobo diz-nos o seguinte (em 14 de Outubro de 2010): "É a maior promessa do Corinthians, vindo do Santo André. Com 21 anos, Bruno César joga nas costas dos avançados, e, muito voluntarioso no jogo, tanto flanqueia a bola, como é mais objectivo a ir para a área. Esta época já fez 11 golos. Robusto precisa de liberdade para se mover. Por isso, como sucede noutros casos, é difícil dizer em que lugar encaixaria no mais posicional jogo europeu".

Não deixem de ler, igualmente, a magnífica análise de Rui Malheiro no Futebol Mundial.

terça-feira, 22 de março de 2011

[Europa League] Relatório 1/4 final: PSV Eindhoven

PSV Eindhoven, próximo adversário do Benfica nos quartos-de-final da Liga Europa. Na Dutch Holland Casino Eredivisie 2010/11, com 28 jornadas decorridas, segue líder com 61 pontos (Twente tem 60 e Ajax 55). Nas competições europeias, chegou a esta fase depois de eliminar Lille (dezasseis-avos) e Glasgow Rangers (oitavos-de-final), após ter sido 1.º num grupo formado por Metalist, Sampdória e Debreceni. Confesso que não conheço o PSV em detalhe (não tenho o hábito de acompanhar a liga holandesa ao pormenor), embora esteja familiarizado com a maioria dos jogadores que constituem o onze-base. É o que veremos de seguida...

Na baliza, Isaksson. Internacional sueco, dispensa apresentações. Aliás, em conversas com vários benfiquistas, no início da presente temporada, era uma (hipotética) contratação que muito agradava. Isaksson é sinónimo de guarda-redes difícil de bater. A lateral direito, o búlgaro Manolev. A confiar na análise de Luís Freitas Lobo, trata-se de um defesa ágil, forte fisicamente e que está no auge da sua carreira. A seu lado, o central brasileiro Marcelo. Tem, apenas, 23 anos e veio do Wisla Kraków, depois de formado no Santos. Como companheiro de sector, o experiente Bouma. Internacional pela Holanda, regressou esta época ao clube de origem, após 5 anos a defender as cores do Aston Villa. Por fim, o quarteto mais recuado completa-se com o jovem Pieters. Uma vez mais, dando eco ao sentido de prospecção de Luís Freitas Lobo, trata-se de um lateral (defesa) esquerdo formado como central, pelo que sobressai na forma categórica como sai no corte, aguentando o defesa e desarmando na altura certa. No meio-campo, um dos 'sócios' do duplo pivot dá pelo nome de Hutchinson. Ingressou no PSV em 2010/11, depois de 5 temporadas ao serviço do Copenhaga. Sabe dominar a bola, controla posicionalmente a sua zona de marcação e também gosta de subir nos lances de bola parada. A seu lado, Engelaar, o capitão de equipa. Atentemos nas palavras de Luís Freitas Lobo sobre esta 'girafa' canhota: "(...) A sua passada assusta adversários. Alto, pujante e esguio (1,96m. e 92kg.), Engelaar impressiona pela forma como avança com a bola, sendo quase impossível de ser desarmado em lances divididos". No lado direito do ataque, a 'seta' chamada Lens. Chegou esta época ao Philips Stadium, depois de ter dado nas vistas com a camisola do AZ Alkmaar (32 jogos e 12 golos). Na faixa contrária, o grande mago do conjunto: o húngaro Dzsudzsák. Uma espécie de Puskas do séc. XXI. Correndo o risco de tornar-me repetitivo, chamo uma vez mais à berlinda o texto de Luís Freitas Lobo, que nos fala de um ala-esquerdo criativo, rápido e com imaginação na ponta das botas, detentor de um fantástico jogo de cintura, ultrapassando os adversários em velocidade. Meus caros, este é o jogador (camisola n.º 22) do PSV que mais devemos temer. Completando o trio ofensivo, Toivonen. Trata-se de um possante avançado sueco, mas que curiosamente recua no terreno e joga nas costas do avançado de referência, pois prefere pegar no jogo entre-linhas. O ponta-de-lança que falamos é Berg, também sueco como o 'gigante' Toivonen que deambula à sua volta. E qual o seu melhor cartão de visita? Para não variar, basta seguir seguir o link.

Melhores marcadores (Eredivisie-Europa League):
Balázs Dzsudzsák 15-2
Ola Toivonen 13-3
Jeremain Lens 9-1
Jonathan Reis 8-2

Antes de terminar, e ao cuidado da equipa técnica encarnada, chamo a atenção para o seguinte aspecto: a envergadura física da grande maioria dos jogadores que, normalmente, habitam o onze titular. Ora reparem nos números: Isaksson 1,99m-86kg; Manolev 1,85m-75kg; Marcelo 1,91m-85kg; Pieters 1,86m-82kg; Hutchinson 1,85-65kg; Engelaar 1,96m-90kg; Toivonen 1,91m-74kg; Berg 1,84m-77kg. Parecendo que não, o PSV Eindhoven conta com 4 jogadores acima dos 1,90m e só Lens e o húngaro Dzsudzsák, alas criativos e habilidosos, estão abaixo dos 1,80m. Portanto, cuidados redobrados com lances de bola parada, nomeadamente livres indirectos e pontapés de canto.

Caso pretendam aprofundar vários dos aspectos aqui relatados, sugiro o acompanhamento dos textos escritos pelo Rui Malheiro que fará, com toda a certeza, um raio-x bem apurado acerca do PSV Eindhoven.

[Liga 2010/11] 24.ª jornada: P. Ferreira 1-5 SL Benfica


Como tão bem escreve o meu colega de blogosfera, Ricardo de seu nome, do 'Ontem vi-te no Estádio da Luz': "(...) É golo, gritam. Mas não é um golo. É mais do isso. É uma viagem de ângulos, um destino de espaços, um rumo de danças. Um mapa de sensações."

Imagens que valem mil palavras

sábado, 12 de março de 2011

A táctica de Antoine Kombouaré

Fotografia tirada no dia 12 de Março, no balneário da equipa visitante (Estádio da Luz), onde se encontra retratada a estratégia montada por Antoine Kombouaré, treinador do PSG, aquando da partida disputada frente ao Benfica, na quinta-feira passada.