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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sorteio da fase de grupos da Champions League 2010/11

No Grupo B da Liga dos Campeões, o Benfica vai defrontar o Lyon, que tem no plantel jogadores como Lisandro e Cissokho, ex-FC Porto. Os alemães do Schalke 04, que são uma equipa sólida e com atletas como Neuer, Metzelder, Raúl, Edu, Farfan, Por último, foi seleccionado os israelitas do Hapoel Telavive, cujos adeptos são muito fervorosos.

Confira as datas de todos os encontros:

- Benfica-Hapoel Telavive, 14 de setembro
- Schalke 04-Benfica, 29 de setembro
- Olympique Lyon-Benfica, 20 de outubro
- Benfica-Olimpique Lyon, 2 de novembro
- Hapoel Telavive-Benfica, 24 de novembro
- Benfica-Schalke 04, 7 de dezembro

Confira todos os grupos

Grupo A:
Inter
Werder Bremen
Tottenham
Twente

Grupo B:
Lyon
Benfica
Schalke 04
Hapoel Telavive

Grupo C:
Manchester United
Valência
Rangers
Bursaspor

Grupo D:
Barcelona
Panathinaikos
FC Copenhaga
Rubin Kazan

Grupo E:
Bayern Munique
Roma
Basileia
Cluj

Grupo F:
Chelsea
Marselha
Spartak
Zilina

Grupo G:
Milan
Real Madrid
Ajax
Auxerre

Grupo H:
Arsenal
Shakhtar Donetsk
Sp. Braga
Partizan

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Como jogou o FC Porto em Gelsenkirchen

Facto: o FC Porto perdeu pela margem mínima. Apontamento prático: a eliminatória não está perdida, mas o resultado forasteiro dificulta a tarefa para o Dragão. Conclusão: ao contrário do registo interno (esqueçamos a derrota com o Nacional), a competição europeia prova que o FC Porto não é invencível. Razões para a derrota? Na minha opinião, um dos principais motivos prende-se com a abordagem ao jogo por parte de Jesualdo Ferreira. A saber:
1 - Não estando em causa o desempenho individual de João Paulo, soa estranho entregar a titularidade a um jogador sem ritmo de jogo. A liga intercalar não é justificação. Ainda por cima, o ex-leiriense tem rotina como central e jogou adaptado à direita, primeiro, e à esquerda, depois. Juntamente com Fucile, mais defesa do que lateral, o FC Porto raramente teve profundidade pelas faixas;
2 - A troca posicional entre Lucho González e Raúl Meireles não trouxe benefícios ao equilíbrio do colectivo. Sabe-se que o português costuma actuar na meia-esquerda, enquanto El Comandante pisa terrenos típicos de um interior direito. Por conseguinte, basta observar a imagem para perceber que o lado direito estava mais protegido com as presenças de Lisandro López, Raúl Meireles e João Paulo. Já do lado esquerdo, corredor por onde surgiu o golo e os principais lances de perigo, quem defendia?
3 - A escolha de Ernesto Farías em detrimento do marroquino Tarik? Como previa, o trio da frente revelou menor mobilidade, até porque El Tecla fixa-se mais na área ficando à mercê da marcação dos centrais contrários. Em consequência directa, Lisandro López foi obrigado a desgaste redobrado por outras zonas do campo e o lado direito esteve sempre demasiado desamparado.

Palavras finais. Já não é a primeira vez que Jesualdo Ferreira procede a alterações face a adversários mais poderosos. Em certas ocasiões, passa da estrutura habitual do 4x3x3 (Quaresma, Lisandro e Tarik) para um esquema híbrido (Quaresma, Farías e Lisandro), piorando quando a decisão vai no sentido do 4x4x2 losango. Ontem, não foi tanto pelo sistema táctico, mas sim pelas escolhas técnicas que acabaram por influenciar diversas dinâmicas posicionais.
Percebe-se agora a resistência de vários adeptos tripeiros em relação ao seu treinador. Jesualdo Ferreira amedronta-se perante grandes palcos e equipas de outro gabarito. Típico de outros tempos, a fazer lembrar hábitos dos anos 80, o Professor mexe no modelo de jogo em função do adversário.
Cumpridos quase dois anos ao serviço do Dragão, adivinha-se o fim de um ciclo. A verdade é que o salto para a dimensão internacional só parece ao alcance de um homem como José Mourinho. Jesualdo Ferreira tem 90 minutos para provar o contrário.

Como deve jogar o FC Porto em Gelsenkirchen?

A esta hora, Jesualdo Ferreira já deve estar munido de todas as informações acerca do Schalke 04. Alex e Ricardo Costa, do Wolfsburgo, Diego e Hugo Almeida, do Werder Bremen, deram uma ajuda preciosa ao identificar alguns dos pontos fortes da equipa alemã: rapidez nas transições ofensivas, automatismos nas acções atacantes, dupla de avançados de enorme qualidade e um público incansável no apoio.
No papel, Mirko Slomka, treinador do Schalke 04, costuma desenhar um 4x4x2 não orientado para o "kick and rush", mas ainda assim com um figurino ligeiramente britânico na abordagem física do jogo. Contudo, por altura da fase de grupos, nas partidas caseiras frente a adversários mais poderosos como Chelsea e Valência, os "Azuis Reais" mudaram a estrutura para um 4x2x3x1 mais consistente a nível do meio-campo. Como deve, então, jogar o FC Porto?
Na minha opinião, qualquer tentativa de aproximação ao 4x4x2 losango será um erro. Uma das razões prende-se com a inexistência de um quarto médio de valia inquestionável. O outro motivo vai de encontro a um princípio bem conhecido: uma equipa não deve adaptar-se ao esquema adversário, em detrimento dos mecanismos de jogo treinados ao longo de uma época. Deste modo, ao FC Porto será mais favorável manter o 4x3x3, tal como a imagem ilustra.
Sabendo que as principais forças da equipa alemã encontram-se identificadas na capacidade ofensiva de Rafinha, na solidez e simplicidade de processos da zona intermediária e na ameça que constituem as movimentações de Asamoah e Kurany, a única dúvida de Jesualdo Ferreira poderia estar na escolha entre Farías e Tarik.
A meu ver, penso que o marroquino parte em vantagem, pois juntamente com Quaresma, à esquerda e Lisandro, ao centro, a equipa ganha outra agressividade e mobilidade no último terço de terreno. O argentino Farías oferece-se mais à marcação dos centrais e, por outro lado, transforma o 4x3x3 num sistema híbrido, em virtude das constantes diagonais, de fora para dentro, protagonizadas por Lisandro.
Depois, como logo à noite Bosingwa não vai marcar presença no palco de Gelsenkirchen e Lucho não pode estar em todo o lado, a faixa direita ficaria mais deserta no panorama ofensivo e mais exposta às iniciativas contrárias no momento da transição defensiva.