Desta vez, as palavras iniciais vão direccionadas para os aspectos menos abonatórios retirados da partida de ontem. Ou seja, começo esta crónica pelos minutos finais. Refiro-me, obviamente, à expulsão de Emerson, à lesão de Maxi Pereira e à também expulsão de Jorge Jesus. Em primeiro lugar, o 2.º amarelo mostrado ao brasileiro irá reacender a discussão em torno de Capdevila e fica, agora, a dúvida de quem irá jogar naquela posição. Em segundo lugar, a lesão de Maxi (será grave?), ainda que preocupante, implica menos dores de cabeça porque Amorim pode desempenhar bem a função. Para terminar este preâmbulo, porquê todo aquele stress final, quando a equipa já vencia no terreno do adversário por duas bolas sem resposta?No entanto, longe de estas palavras serem uma crítica, até porque não tiveram influência directa com uma exibição segura e um resultado animador para os jogos seguintes. Ao contrário do nervosismo demonstrado pelo seu treinador, a equipa teve um comportamento (no relvado) impecável: apreciei a forma tranquila como os elementos mais recuados circulavam a bola; gostei da dinâmica revelada pelo meio-campo nas transições, sabendo gerir o ritmo do jogo em benefício próprio; e, após a surpresa inicial de ver Rodrigo a titular, entusiasmei-me com as movimentações e constantes trocas de bola entre os jogadores mais ofensivos e talentosos.
Em conclusão: observámos uma exibição convincente, traduzida num resultado prometedor para o que resta da competição. Lideramos o grupo com 7 pontos, à frente de Manchester e com a perspectiva de, na Luz, arrumarmos defitivamente com as esperanças do Basileia. Numa altura em que, a toda a hora, os noticiários nos lembram a crise profunda em que vivemos (económica, financeira, social), é agradável intervalar o clima de pessimismo e saborear mais uma vitória europeia. Não há dúvida, Benfica maior que Portugal.
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