sábado, 27 de junho de 2009

Javier Saviola no Sport Lisboa e Benfica

Saviola é o novo reforço do Benfica. Os encarnados chegaram "a acordo com o Real Madrid para a transferência, a título definitivo, da totalidade dos direitos desportivos e económicos do atleta Javier Pedro Saviola Fernandez por um valor de 5.000.000 cinco milhões de euros", lê-se no comunicado enviado pelo clube da Luz à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O Benfica informa que "chegou a um princípio de acordo com o referido atleta para a celebração de um contrato de trabalho desportivo para vigorar nas próximas três épocas desportivas,sendo ainda concedida a faculdade à Sociedade para a prorrogação deste contrato de trabalho por mais uma".

Javier Saviola: «Não resisti à determinação do Benfica em contratar-me»

Anos - Clube - Jogos / Golos

1998/01 - River Plate - 111 / 55
2001/07 - Barcelona - 164 / 70
2004/05 - Mónaco (empréstimo) - 36 / 12
2005/06 - Sevilha (empréstimo) - 43 / 14
2007/09 - Real Madrid - 28 / 5
TOTAIS: 382 jogos, 156 golos; pela Argentina, soma 12 golos em 44 jogos 'AA'

Recebi a notícia com natural satisfação, muito embora tenha cedido à tentação de algum deslumbramento. Não tem tanto a ver com a qualidade intrínseca do jogador, que não contesto, mas antes com a lição derivada da desilusão proporcionada pela época 2008/09. Apesar de estar convicto que a novidade tenha dado um impulso forte para o merchandising do clube e para aumentar o índice de confiança dos adeptos, prefiro manter alguma cautela antes da bola começar a mexer. Os craques ajudam a constituir um plantel ambicioso. Todavia, para além da mais-valia individual de cada elemento, sabe-se que os resultados positivos dependem da interligação de imensos factores.

No entanto, se o futebol de Saviola não deixa margem para dúvidas, já coloco maiores reticências quanto aos meios financeiros envolvidos na contratação. Até em face de dificuldades sentidas noutras situações (vidé caso de Alvaro Pereira e Reyes), continuam a subsistir muitas interrogações: (i) será que existiram investidores estrangeiros envolvidos na operação? Com que contrapartidas?; (ii) será que a Direcção da SAD já acordou a venda de algum activo (Luisão, Cardozo, Di María?) como forma de obter uma quantia significativa?; e, (iii) será que o novo contrato para doze (12?) anos rubricado com a Centralcer, com efeitos na publicidade das camisolas e no naming da bancada Sagres, representou o caminho para atingir o sucesso desta contratação?

Por fim, para provar que a vinda de Saviola despertou-me alguma ilusão e motivação para a época 2009/10, acreditando que um tridente constituído por Aimar, nas costas, e Cardozo, mais fixo, possa funcionar em pleno, disponibilizo um link com diversos vídeos, onde podem ir abrindo o apetite com os inúmeros golos apontados pelo 'conejo' argentino.

sábado, 20 de junho de 2009

Estatutos do Sport Lisboa e Benfica

Adeptos e sócios encarnados, por acaso conhecem os estatutos do Sport Lisboa e Benfica? Para compensar essa possível lacuna, e porque o cenário actual de eleições antecipadas coloca imensas dúvidas sobre assuntos da máxima importância, resolvi fazer o upload do respectivo documento em formato pdf, o qual pode ser acedido clicando no link anterior.

Desde já, até servindo como exemplo, disponibilizo aqui alguns artigos que revelam pontos considerados sensíveis:

ARTIGO 33º

1. Quando os órgãos sociais estejam demissionários, atinjam o final do seu mandato ou este esteja extinto nos termos dos estatutos, os seus membros continuarão a desempenhar os respectivos cargos, até serem substituídos.
2. Do incumprimento do disposto no número anterior resultará a impossibilidade de, durante seis anos, poder desempenhar qualquer cargo nos orgãos sociais, salvo se, para tanto, hajam concorrido razões de força maior, devidamente justificadas.

ARTIGO 68º

5. Caso as contas apresentadas pela direcção sejam reprovadas, total ou parcialmente, pela assembleia geral, a direcção tem um prazo de 15 dias para proceder à elaboração de novas contas.
6. A reprovação das novas contas, resultantes da situação prevista no n.º 5 deste artigo por parte da assembleia geral implica a imediata demissão da direcção, procedendo-se a eleições intercalares para este orgão, nos termos do artigo 31º.

Agradecimentos, e menção especial, ao blogue A Besta Vermelha pela informação partilhada sobre um tema tão relevante.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A recusa de José Eduardo Moniz

José Eduardo Moniz, diretor-geral da TVI, não vai entrar na corrida eleitoral do Benfica. O patrão do canal de Queluz resolveu não aceder ao convite endereçado pelo movimento "Benfica, Vencer, Vencer" mas, na sua declaração aos jornalistas, não rejeitou a possibilidade de, no futuro, disputar a presidência do clube da Luz. Aliás, foi ao ponto de afirmar que, com mais tempo, "contaria uma estória diferente".

Confessando a "amargura e tristeza" por ver o clube passar "da glória à banalidade", Moniz garantiu ainda que não busca "objectos de ordem material" e que não precisa do Benfica "para obter projecção ou notoriedade". "Não me interessa ganhar por ganhar, para depois ser obrigado a gerir um projecto de outros, que seria o que aconteceria dados os compromissos entretanto assumidos pela Direcção em gestão", acusou.

[Vídeo] Conferência de imprensa de José Eduardo Moniz

Apesar do 'truque' das eleições antecipadas, desde o início acreditei que surgisse uma lista credível, repleta de benfiquismo e composta por indivíduos de reconhecida capacidade profissional. Inclusive, com grandes hipóteses de vencer já no dia 3 de Julho. O cenário contrário seria deitar como perdido todo o tempo depositado no 'Movimento', desiludindo uma onda vermelha cada vez maior e matando a crença e esperança de muita gente.

Esperava uma figura forte, com verdadeiro impacto e visibilidade junto da nação encarnada. Alguém que mexesse com o coração das pessoas e as fizesse ter fé numa alternativa válida, capaz de olhar pelo futuro do clube. Não sendo assim, os próximos anos serão, muito provavelmente, uma fotocópia das últimas épocas: enorme prejuízo e insucesso desportivo.

Os vieristas ganham, mas é o Benfica que perde. Trata-se, tão só, de uma constatação coerente com aquilo que tenho vindo a escrever há uma série de tempo. Nada que seja novidade, portanto. Assim, da actual estrutura encarnada, Rui Costa é a única personalidade capaz de transmitir ainda alguma motivação para a temporada 2009/10. De qualquer modo, o sentido de voto está decidido: nulo.

O que resulta disto tudo? A experiência gratificante de ter feito contactos com várias pessoas do mundo do futebol, ter conhecido imensos anónimos de blogues e sites e, o mais imporante, ter feito parte de um projecto em que sempre depositei enorme esperança.

Sim, a desilusão é profunda. Pode-se afirmar que ficou plantada a semente para uma colheita futura. Porém, os resultados práticos são pouco mais do que nulos. Desconheço, agora, qual será o percurso e posicionamento de grande parte dessas pessoas. Eu cá estarei, como sempre, a actualizar este cantinho e a sofrer pelo meu Benfica.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Apresentação: Movimento 'Benfica, Vencer, Vencer'

Como era de esperar, estive ontem presente no Hotel Sheraton e segui com atenção a apresentação pública do 'Movimento'. A sala estava muito bem recheada, com benfiquistas a mais e ar condicionado a menos. Porém, o calor que se fez sentir não deixou esmorecer o apoio.

Obviamente, marcaram presença muitas caras conhecidas: Artur Correia, José Augusto, Mozer, Veloso, Manuel Damásio, Vítor Santos, João Carvalho, Fernando Tavares, José Veiga, Carlos Colaço, Telmo Correia, entre muitas outras. Sendo certo que admiro grande parte dessas figuras, mantenho alguns anti-corpos face a uma ou outra personalidade. No entanto, convém não esquecer que o 'Movimento' é aglutinador: pretende ser de inclusão e não de exclusão. Apreciei os discursos e gostei da moldura humana. Fiquei satisfeito por verificar que há imensos benfiquistas, de vários quadrantes, que clamam por uma alternativa melhor e mais virada para o sucesso desportivo.

Quanto ao candidato, já sabia que o nome de José Eduardo Moniz poderia ser uma forte hipótese e ficaria satisfeito se essa possibilidade se tornasse real. O director-geral da TVI tem trabalho para apresentar, é extremamente competente e bom profissional. Revela habilidade para gerir projectos ambiciosos e sabe liderar um conjunto vasto de pessoas. No fundo, tem uma carreira insuspeita, não cabe no rótulo de 'abutre' ou oportunista, tem visibilidade pública assente numa boa imagem e, também, um discurso cuidado e educado. Ainda por cima é benfiquista, sofre pelo clube e gosta de futebol. Espero que dê certo.

[Vídeo] Apresentação do 'Movimento Benfica, Vencer, Vencer'

[Vídeo] Entrevistas ao 'Movimento Benfica, Vencer, Vencer'

Para terminar, faz sentido colocar a questão: qual o percurso profissional do possível candidato às eleições do Sport Lisboa e Benfica? Vamos conhecer melhor José Eduardo Moniz...

Director de televisão, José Eduardo Moniz nasceu em 1952, nos Açores. A sua ligação ao jornalismo começou aos 18 anos em Lisboa, quando estava a frequentar o primeiro ano da universidade e pediu ao irmão para lhe arranjar qualquer coisa para fazer. Acabou por ir para o Diário Popular como jornalista estagiário e ao fim de seis meses entrou para o quadro do jornal.
Em 1973, editou um livro sobre educação, a área onde trabalhava no jornal, intitulado "A Crise Incógnita na Universidade em Portugal".
Aos 25 anos, José Eduardo Moniz já era coordenador da área de educação no Diário Popular e foi nessa altura que se mudou para a RTP. Foi levado para o canal estatal de televisão por Botelho e Silva, o seu chefe de redacção no Diário Popular, que tinha assumido o cargo de director de informação na RTP. O jornalista açoriano foi convidado a exercer o cargo de chefe-adjunto do departamento de Actualidades, sector onde eram tratadas as entrevistas e as grandes reportagens. Na RTP foi ainda editor-chefe, com a responsabilidade dos telejornais e da informação não-diária, e chefe dos serviços de informação dos Açores, tendo assim regressado à sua terra natal.
Depois voltou a Lisboa e passou a apresentar telejornais após ter substituído um colega ausente. Simultaneamente, José Euardo Moniz foi chefe de departamento de noticiários e subdirector de informação.
Em 1983, devido a mudanças no poder político, passou a desempenhar um papel pouco activo na RTP, mas, em compensação, apresentou as emissões da manhã da Rádio Renascença e foi director da revista Telestar.
Em finais de 1985, regressou aos cargos de chefia na RTP, onde passou a ser director de informação, para ficar na estação televisiva até 1994. Nesse ano, saiu e fundou a produtora de televisão MMM, que realizava trabalhos para a RTP.
Quando ingressou na TVI, para onde foi desempenhar o cargo de director-geral, vendeu a sua participação na produtora MMM, de modo a libertar-se de todos os compromissos externos. O ingresso de Moniz na TVI deu-se numa altura em que este canal privado de televisão atravessava uma grande crise, nomeadamente a nível de audiências. Mas, desde o ano 2000, uma série de programas de sucesso, entre os quais se deve destacar o concurso "Big Brother" e as telenovelas de produção portuguesa, levaram a estação a ser a mais vista em Portugal. A mudança de imagem que José Eduardo Moniz operou na TVI deu assim frutos quase de imediato.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Grupo Farmácia Franco

Com as eleições antecipadas ao virar da esquina e numa altura em que se perde mais tempo a discutir nomes e menos a debater sobre ideias, o Grupo Farmácia Franco representa um conjunto de sócios do Sport Lisboa e Benfica interessados em revelar projectos e sugerir soluções.

O documento, na sua versão 1.1 e intitulado como o projecto do Grupo Farmácia Franco merece leitura atenta. Imperdível.

Convocatória: Movimento 'Benfica, Vencer, Vencer'

No seguimento do anúncio da marcação de eleições no Sport Lisboa e Benfica para 03 de Julho, o 'Movimento Benfica, Vencer, Vencer' torna pública a sua apresentação oficial já na próxima 3ª feira, dia 16, pelas 19h30, no Hotel Sheraton, em Lisboa.

Conscientes dos constrangimentos que a decisão de antecipar o acto eleitoral provoca, os responsáveis deste Movimento não podem deixar de alertar todos os associados, adeptos e simpatizantes para uma decisão que contraria a democraticidade da vida do Sport Lisboa e Benfica e corre ao arrepio das mais elementares regras do respeito para com o Clube e os seus.
Este Movimento saberá reagir e dar a mais adequada e firme resposta contra o ataque institucional e emocional que os actuais dirigentes do nosso Clube perpetraram
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Para todos aqueles que sentem-se manobrados por políticas mesquinhas e projectos de ambição pessoal na defesa dos seus interesses, e não do clube que representam, é fundamental partir para a mobilização geral.

Quem apoia o 'Movimento' ou, pura e simplesmente, não se revê neste Benfica, quer seja neutro, esteja indeciso, ou tão só queira manifestar-se, tem a oportunidade de o fazer. Julgo que é importante mostrar a força do descontentamento e, no próximo dia 16, às portas do Hotel Sheraton, proporcionar uma moldura humana muito considerável.

O Benfica atravessa um momento decisivo: chegou a hora de tentar fazer algo, mais que não seja ir para as ruas defender a história do clube e procurar contribuir para uma alternativa credível e vitoriosa.